Neste feriado disseram que sou um bom pai. Não sei se sou, mas agradeci. O fato é que sou egoísta e contraditório na paternidade.
O que alguns enxergam como carinho, por exemplo, é uma forma de satisfazer esta necessidade absurda de contato com o meu docinho.
O que pensam ser atenção, não passa de um infinito medo de perder a minha Sophia por 15 minutos que sejam.
Não crio minha filha para o mundo. Crio-a para mim, cega e obstinadamente. Que se exploda o mundo.
Se depender deste velho pai egoísta, não haverá outro pouso para a minha Sophia que não sejam os meus braços.
E no entanto é tão lindo vê-la aprendendo a voar.
Direto na têmpora: Born to be alive – Patrick Hernandez