
Tava vazio, mas tava bom.
O problema, como sempre, foi o público, ou melhor, a ausência de público. A verdade é que trazer esses shows para BH é um misto de heroísmo e burrice. BH não gosta de rock. Ponto. Se trouxerem, vai ser cancelado pela pouca venda de ingressos (vide Echo and the Bunnymen, Charlie Watts, Soulfly e The Cult) ou quem for assistir vai passar vergonha pelo pouco público (vide Elvis Costello e Living Colour).

Vernon Reid, um dos melhores guitarristas de todos os tempos e seus 100 fãs em BH.
A verdade é que à exceção do heavy metal, que tem um público fiel aqui, BH gosta mesmo é de axé e de sertanejo. BH troca Elvis Costello por Rapazolla de olhos fechados e ainda assim levantando as mãozinhas tchá, tchá, tchá.É uma característica da cidade e eu não sei porque ainda tentam lutar contra isso.
Por isso, meus caros produtores de shows, sigam o meu conselho. Parem de dar murro em ponta de faca. Invistam em Calcinha Preta, Calipso, Edson e Hudson, Victor e Léo. Ou isso, ou vocês podem montar empresas de turismo pra levar quem gosta de rock pra assistir aos shows em São Paulo, Rio ou Curitiba.
Gosto é gosto e a verdade, repito, é que BH não gosta de rock. E a gente vem tristemente aprendendo isso ano após ano.

Foi mal aí, Will. Desculpa nóis, Vernon.
Direto na têmpora: Fruit Machine - The Ting Tings