terça-feira, setembro 18, 2007

Arquivo morto

Maki Sangawa desenterrou essa foto de 2000, na festa do 1o Anuário do CCPMG. O evento foi no Ouro Minas e só faltou aí o bigodudinho do Pedrolli. Abaixo da foto, a escalação.



Ao fundo: o cambojano Maki e sua Raquel, a dona do lote Fernanda e eu.

Na fila do meio: o Menino Monstro (em versão Básica) e a antiga Bia, Danilão e a atual mulher do Tião do autoforno 3 da Acesita, Virgínia e o bom Oliva (ou parte dele).

Em primeiro plano: Robson Ebaid em um dia bom e Claudão chegando de menesguei.





Contribuição do Don Oliva. No Pedacinhos do Céu com a ilustre presença do Fabíola em primeiro plano.




Direto na têmpora: Cero Problema - Congreso

3 em 1

1) Para começar, um vídeo genial que o Hélio (Capitão Planeta) me passou. Não é a toa que eu sempre gostei mais do Piquet que do Senna, como piloto e como figura pública.




2) Hoje tem exposição e lançamento do site do Roger, às 20h no Café com Letras. Quem puder, apareça e compre uns produtinhos, principalmente porque alguns têm co-autoria minha e eu levo porcentagem. Assim que estiver no ar eu linko o site dele aqui ao lado.

3) Já está aí do lado o blog Beira de Estrada, um registro fotográfico realista e emocionante da vida às margens das rodovias de Minas Gerais. Visitem periodicamente e fucem bastante nos posts antigos, porque tem coisas geniais.




Direto na têmpora: Manhã de Carnaval - Ron Carter

segunda-feira, setembro 17, 2007

Stinch

Para quem gostou do "Red" Walton, outro trecho dele, com a indefectível tradução porca na seqüência.

"I’ve always felt the compelling need of feeling the pulse of a dead body. It was like that when I was 14, it is like that now.

Back then, when I met Jonah Kozenberg, the shy cross-eyed kid from the gym class, I just couldn’t help myself. Being a more than ok football player I took the freak under my wings, taught him some tricks and made him look like a true kicker just in time to see him make a move on one of the linebackers and get his butt kicked by the whole team.

Now it is the same with Elisa. I can see she just doesn’t give a crap about all these paintings, sculptures and books. She doesn’t live in a fucking museum, does she? The only reason she’s still listening is some feeble gratitude for the fact that I took her away from that no-good-woman-beating-pimp of hers. It’s not very difficult to understand she would be happier making a few bucks on the streets, picking up some “Uptown Joe”, as she calls them. That’s who she is.

But even as painfully clear as it is that this is going nowhere, I just can’t let it go. For some stupid reason I can’t bear the stinch of her decomposing life."



"Eu sempre senti a necessidade avassaladora de medir o pulso dos mortos. Era assim aos 14, é assim hoje.

Naquela época, quaqndo eu conheci Jonah Kozenberg, o vesguinho tímido da aula de ginástica, eu simplesmente não resisti. Sendo um jogador de futebol-americano melhor que a média eu adotei o esquisitinho, ensinei alguns truques e o fiz parecer um kicker de verdade em tempo de vê-lo dar em cima de um dos linebackers e levar uma surra do time inteiro.

Agora é a mesma coisa com Elisa. Eu posso ver claramente que ela simplesmente não liga a mínima para todos esses quadros, esculturas e livros. Ela não vive em uma merda de museu, vive? A única razão pela qual ela continua ouvindo é alguma gratidão diminuta por eu tê-la afastado daquele cafetão-espancador-mau-caráter dela. Não é difícil entender que ela estaria mais feliz descolando uns trocados nas ruas, pegando algum "Ninguém da Zona Sul", como ela gosta de chamá-los. Essa é ela.

Mas não importa quão dolorosamente claro seja o fato de que isso não vai dar em lugar nenhum, eu simplesmente não consigo abrir mão. Por alguma razão idiota eu não consigo suportar o fedor da vida dela em decomposição."





Direto na têmpora: Hurricane - Lisa Loeb

Família

Enfim, olhaí foto de nóis.



Sophia em estado de plena alegria no Parque Guanabara.




Vai ser bonita assim lá longe. E com excelente gosto pra marido.




Um tartarugão estranho que foi visto no Projeto Tamar da Praia do Forte.




A família conforme vista por Dona Vilma, que faz bonecos personalizados
(inclusive com roupas iguais) a partir de retratos.



PS1 - Amanhã tem ExpoMonster. Exposição e lançamento do site do meu grande amigo, Rogério Fernandes, o Menino Monstro. Quem quiser ver os trabalhos dele (inclusive alguns em parceria comigo), é só passar no Café com Letras da Savassi a partir das 20h. See ya!

PS2 - Pra quem gosta do mundo fashion e da Cris Guerra, já está linkado aí o novo blog dela: Hoje eu vou assim.




Direto na têmpora: My ship - Miles Davis

sexta-feira, setembro 14, 2007

Smiling

"I don’t really know what I’ve been doing all these years.
The constant running around, the perpetual ghost-chasing, the small joy of banging my head all over the place, I just really don’t know.
This sad fury, this bitter urgency means nothing at all when I look at it now.
To be honest, when I think about it I can’t say I’ve been truly happy down this road. But rest assure that I sure was smiling all the way."


O texto acima é de Robert "Red" Walton, um escritor (poeta?) de Boston que recém-descobri. E tome tradução porca!

"Eu realmente não sei o que eu andei fazendo esses anos todos. A correria constante, a eterna caça a fantasmas, a alegria miúda de bater minha cabeça por aí, eu realmente não sei.
Essa fúria triste, essa urgência amarga não significam nada quando eu olho para elas agora.
Para ser honesto, quando penso no assunto eu não posso dizer que tenha sido realmente feliz nessa estrada, mas pode estar certo de que durante todo o caminho eu estava sorrindo."





Direto na têmpora: Medication - Queens of the Stone Age

quinta-feira, setembro 13, 2007

Desencarnado

Morreu Pedro de Lara e levou com ele o Salsi Fufu. Aos 82 anos, Pedro é hoje apenas uma página do meu almanaque dos anos 80. E como dói.




Direto na têmpora: Cerdo - Molotov

Deu no Terra 2

"O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido do processo de cassação do mandato, na tarde desta quarta-feira, após votação secreta no Plenário do Senado. O resultado divulgado pela Casa apontou que 40 senadores votaram pela absolvição, 35 pela cassação, no entanto, 40 senadores ouvidos pelo Terra disseram que votaram a favor da perda de mandato."

Pior do que a falta de caráter de absolver o Calheiros é a falta de hombridade para assumir o voto diante dos eleitores. O Senado brasileiro é um dos maiores símbolos de vergonha desse país e, por si só, justifica minha decisão de não mais votar de maneira válida nos próximos pleitos eleitorais. A classe política brasileira não passa de um enojante amontoado de ratos e, nesse momento, falar em exceções é tentar apagar um incêndio com conta-gotas.

Juro que é a última vez que falo de política nessa birosca. A partir de agora é cada um por si, amigos, a baderna e o desrespeito foram institucionalizados com selo presidencial.




Direto na têmpora: While my guitar gently weeps - The Beatles

Links ao lado

Alguns sites geniais para quem gosta de uma web diferente e curte design. Linkei aí ao lado, mas segue a listinha pra quem quiser visitar e conhecer algumas das coisas mais bacanas que estão sendo feitas em termos de webdesign e outros lances legais. Mesmo que você não seja da área, vale conferir:

- NotCot: novidades em design como você nunca imaginou.

- Favorite Website Awards: uma lista de sites que andam à frente dos outros. Clique em todos e visite diariamente.

- Amanita Design: jogos em flash, clips malucos e muito mais.

- Typography kicks ass: para quem gosta de tipografia.

- Checkland Kindleysides: para quem curte identidade corporativa, store design e por aí vai.




Direto na têmpora: Bee - Sugarcubes

Na reta

Trabalhei por um bom tempo numa locadora de vídeos (sim, crianças, fitas VHS, já que na época não existia DVD). Havia ali um cliente chatíssimo que sempre reclamava dos filmes, das indicações, dos prazos de devolução, enfim, de tudo, e mesmo havendo 3 outras locadoras na região, continuava nosso cliente.

Num dia de péssimo humor sou abordado pela figurinha com aquela expressão nadegal inconfundível: "me sugere um filme?" Naquele momento me lembrei que "Os Imperdoáveis" (Gene Hackman, Richard Harris e Clint Eastwood) tinha acabado de chegar. Filmaço de quatro costados, indicação sem erro.

No que pegou a fita, nosso amigo fez um muxoxo e resmungou "ah, não gosto de western". Não sei se pelo mau humor ou por confiar muito na película, respondi: "Olha, pode levar. Se você não gostar eu pago o seu aluguel e ainda peço demissão.". A criatura olhou pra mim espantada, mas alugou o material.

Na noite seguinte o infeliz volta e esboça o primeiro sorriso em meses "muito bom, pode continuar no emprego, viu?".

Contei essa historieta verídica só para agradecer aos atendimentos (raros) que colocam o seu na reta na hora de vender uma campanha em que acreditam. Aos que não fazem isso, que se calam, que se omitem, que tratam o trabalho como se não tivesse nada a ver com eles, acho que ainda há vagas nessa locadora em que trabalhei faz 15 anos, se quiserem eu indico.


PS1: hoje estarei no Tudo é Jazz curtindo Joshua Redman, um dos grandes fodas ainda vivos do jazz.

PS2: graças à socialite Carmita Almeida e seu cônjuge Parrogé, amanhã eu e Fernanda voltaremos a Ouro Preto para curtir Omar Avital e Madeleine Peyroux. Valeu, Cacate e Paulo Rogério!

PS3: até sábado o Tigre de Aço pode assumir a liderança da série B. E já que meu Galo não rende, dá-lhe Ipatinga!




Direto na têmpora: Jackals, False Grails: The Lonesome Era - Pavement

quarta-feira, setembro 12, 2007

Deu no Terra

"Excesso de silicone faz seio de modelo explodir.
Um dos seios da modelo inglesa Alicia Douvall, de 24 anos, explodiu, pressionado pelo excesso de silicone implantado. (...) Os médicos afirmaram que uma explosão dessa proporção pode causar a morte. Alicia já fez cinco operações para aumentar o tamanho dos seios. (...) Após a explosão, Alicia pediu que os médicos coloquem um novo implante, do mesmo tamanho."

Imagina se isso estoura na boca de alguém. Seriam duas vítimas? Quais os possíveis danos à face do companheiro em questão? E se ela estivesse amamentando no momento do estouro? Jorraria leite pelo lugar? Qual o tamanho do trauma para a criança? Enfim, questões pertinentes que o jornalismo raso de hoje teima em não explorar.

Agora, depois de um caso desses eu me pergunto, vale a pena escrever ficção?


Alicia em foto anterior à explosão mamal que a acometeu.




Direto na têmpora: It was a very good year - Frank Sinatra

Eu "rubino", tu "rubinas"...

Hoje criamos, durante uma discussão, o neologismo “rubinar”. Nada a ver com o meu querido amigo, renomado audiófono e grande redator Rubens Aguiar, mas sim com o tristonho Rubens Barrichello.

“Rubinar” é começar como grande promessa, reunir expectativas de várias pessoas e depois fracassar retunbantemente sem nenhuma explicação muito clara a não ser as próprias falhas.

Exemplos fora da Fórmula 1 não faltam: o videolaser “rubinou”, o Roger (ex-Fluminense e ex-Galisteu) “rubinou”, Antonio Banderas “rubinou” como galã em Hollywood, M. Night Shyamalan (Sexto Sentido, Sinais e Dama da Água) está em pleno processo de “rubinamento”.

Em termos de música os Wallflowers (do filho de Bob, Jacob Dylan) “rubinaram” após o excelente primeiro disco e no cinema a própria série de filmes do Batman “rubinou” em seu terceiro episódio com Schwarzenegger no papel do Sr. Gelo. Enfim, exemplos não faltam.

Eu talvez tenha “rubinado” como aluno e certamente “rubinei” como cachaceiro. Tinha um futuro promissor nas artes alcoólicas e hoje bebo eventualmente e sem muito entusiasmo. Uma verdadeira vergonha para a classe daqueles que perdem a memória e dão vexame periodicamente.

Enfim, quem nunca “rubinou” que atire a primeira pedra.




Direto na têmpora: Doméstica – Eduardo Dusek

Cagando (regra) e andando

Ninguém combateu tanto a CPMF quanto Lula. Uma “contribuição” absurda imposta por FHC que tinha prazo para terminar, convenientemente, no mandato de outro.

No entanto, assim que a secura da fonte se aproxima do seu governo, o Sr. Luiz Inácio da Silva peleja para transformar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira em Contribuição Permanente. E não me venham dizer que é apenas uma prorrogação, porque o que está acontecendo no Brasil é a tradução mais completa, a essência perfeita da expressão “cagar regra”. Muda-se o jogo com a bola rolando, o combinado não quer dizer nada e as absolvições ultrajantes empilham-se nos nossos ombros.

Além disso, o governo defende Renan Calheiros com unhas e dentes, esquecendo-se que este mesmo senador foi adversário importantíssimo (e odiadíssimo pelos membros da atual administração) durante o mandato de Collor.

Não costumo falar de política no blog e nem esperava grandes coisas do Sr. Da Silva. Votei no Lula nessa última eleição apenas e tão somente por considerar seus índices sociais uma evolução em relação ao que o PSDB vinha fazendo. Quanto à parte “moral” (ou amoral), as questões éticas (ou anti-éticas) e ideológicas (sic) eu já havia perdido as ilusões faz um bom tempo, até porque trabalho com marketing político desde 1996 e sei que lisura e honestidade são exceções entre as exceções, até mesmo quando um candidato tem boas intenções.

Não estou aqui descobrindo a pólvora. Quem conhece como muitos sindicatos funcionam, com práticas de achaque, vantagens obscuras e mudanças de posição bruscas ditadas por interesses pessoais não se surpreende com nada do que vem acontecendo. O que me incomoda mesmo é quando o ator principal passa achar normal virar a casaca, defender o indefensável, vangloriar-se do vergonhoso, abraçar a escória e cobri-la de beijos e juras de amor.

Não sei como eu seria se algum dia chegasse ao poder, mas se mudasse tanto assim, como mudou o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, tenho a certeza de que iria dormir diariamente com nojo de mim.




Direto na têmpora: Back Chat – Queen

terça-feira, setembro 11, 2007

Jô e Jorge

Não tecerei comentários sobre a entrevista do Jô Soares com o Jorge Netto/Ronaldo/Angus Young/Arnaldo Baptista.
Assistam e tomem suas próprias conclusões.

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM729473-7822-CANTOR+E+COMPOSITOR+RONALDO+FALA+DE+SUAS+CANCOES+IRREVERENTES,00.html




Direto na têmpora: Pez - Cafe Tacuba

434 motivos

434 motivos para te deixar. Listados, catalogados, registrados em cartório, em ordem alfabética, com data e hora e fórmula e prazo de validade.

434 gotas d’água, 434 gestos impensados, 434 palavras não ditas e outras tantas ditas também.

434 desculpas esfarrapadas, 434 feridas abertas, 434 sonhos mortos. 434 discussões exageradas e 434 outras que não aconteceram.

434 filhos que não tivemos, 434 beijos que não demos, 434 pedras que atiramos, 434 vezes seu nome dito com ódio (e certamente repetido o meu).

434 razões, 434 causas que 434 pedidos de perdão já não podem apagar.

434 motivos para te deixar, mas você vai conhecer apenas um (além dos mil que já sabe de cor) e é ele que vai bastar.




Direto na têmpora: The night before - The Beatles

segunda-feira, setembro 10, 2007

High Scandal Musical

Vanessa Hudgens tem 18 anos e é a atriz principal do High School Musical, um dos filmes de maior sucesso entre adolescentes de todo o mundo. A seqüência acaba de ser lançada nos EUA, onde repete o êxito do primeiro, e chega ao Brasil daqui a pouco. Tudo muito lindo até que fotos nuas da atriz (que ela tirou sozinha para enviar ao namorado Zac Ephron, co-estrela dos filmes) vazaram na internet.

Ou seja, depois do filme "proibidão" da Xuxa, do "Parisporn" da irmã Hilton, do "fecha-youtube" da Cicarelli e do "paparazziless" da Luciana Gimenez, agora é uma estrelinha da Disney que invade a net com sua peladez.

Fica então o conselho do tio Maurilo para os seus leitores famosos, vítimas da atenção incessante da mídia: ficar pelado é coisa pra se fazer ao vivo, entre quatro paredes e com cortininhas fechadas. Se tiver detector de metal e revista íntima pra evitar câmeras, melhor ainda. Caso contrário, melhor fazer como a Rita Cadillac e pelo menos faturar uma grana com a filmagem.

Êita mundo moderno que complica tudo.




Direto na têmpora: Lava-rápido - Premeditando o Breque

Maliiiiilooooo

Essa aconteceu hoje de manhã. Estou na cozinha lavando os copinhos e preparando a água de coco da Sophia quando ouço Fernanda exclamar do quarto: "Sophia, minha filha, não pode fazer isso. Jogou água no tapete todo. E agora, como é que faz, hein, como é que faz?"

No que a baixinha responde com voz melíflua: "Maliiiiiloooo".*

Fui rapidamente atender o chamado e quando cheguei ao quarto encontrei Fernanda completamente vermelha, de costas para a Sophia, tentando esconder o riso, enquanto a pequena aponta para o tapete encharcado e me mostra com a melhor cara do mundo: "Ó, água".

Se tem jeito de brigar nessa situação, me mande um dvd explicando, porque eu definitivamente não consigo.


* Malilo (Maurilo) é como Sophia me chama quando estou em outro ambiente. Se está frente a frente comigo, sou papai, mas se saí do cômodo ela logo canta "Maliiiilooo".




Direto na têmpora: Party girl - U2

O caboclo é foda

Sou fã de tênis e posso dizer que tenho sido privilegiado. Acompanhei ao longo dos anos alguns dos melhores jogadores da história do esporte: Borg, Connors, McEnroe, Becker, Lendl, Agassi, Sampras e aquele que parece ser o melhor de todos os tempos, Roger Federer.

Ontem o rapaz de 26 anos conquistou seu 12o título de Grand Slam. São 5 em Wimbledon, 4 no US Open e 3 no Australian Open. Ainda não conquistou Roland Garros, mas dos citados acima, só Agassi venceu nos quatro pisos, e nunca no mesmo ano. Além disso, essa foi a décima final seguida de Grand Slam disputada por Federer, sendo que ele venceu 8, perdendo as outras duas para Nadal na França.

O recorde em títulos de Gand Slam é do Sampras, 14, mas ele só atingiu essa marca aos 31 anos. Ano que vem, nessa mesma época, Federer já pode ter batido mais esse recorde (e tudo indica que será assim). São 188 semanas seguidas como líder do ranking, marca que nenhum outro tenista, homem ou mulher, obteve.

Resumindo, esse post é só pra dizer que essa é uma ótima época pra quem gosta de tênis. O suíço é realmente foda.




Direto na têmpora: Flores astrais - Secos e Molhados

quinta-feira, setembro 06, 2007

Só pra começar

Faz poucos dias que completei cinco anos de casado e até aqui tudo vai muito bem, graças a Deus e à Fernanda. E olha que a festa de casamento prenunciava outra coisa, viu?

Já ao chegar no lugar da recepção, Roque vem ao meu encontro. Roque é um garçom que conheci por volta de 88 e que exclamou todo satisfeito ao me ver: “Maurilo, que beleza trabalhar no seu casamento! Vou ficar por sua conta a noite toda.” Naquele exato momento fui atingido pela sensação de que a noite não acabaria bem.

Os convidados chegavam e o Roque enchendo meu copo, as fotos sendo tiradas e o Roque enchendo meus copos, o jazz rolando solto e o Roque enchendo meu copo, jantar, bolo e doces e o Roque enchendo meu copo. Até que chegou um momento em que resolvi dar um basta naquilo (justamente quando abrimos o Dimple 15 anos para a diretoria).

O resultado é que, além de passar a noite de núpcias em branco, acordei com o velho gosto de corrimão de zona na boca e com a nítida sensação de que havia um ninho de guaxinins em meu estômago. Vestimo-nos apressados e em poucos minutos já estávamos no carro do meu sogro rumo ao aeroporto.

Segurei-me durante todo o trajeto, mas chegando no estacionamento da Pampulha não me contive: “Severiano, eu fico por aqui. Pode estacionar o carro sem pressa.” Corri rumo ao banheiro e ali despejei a esbórnia da noite anterior em jatos e jatos.

Com a calça toda respingada, o fígado em frangalhos e a consciência pesando toneladas, parti rumo à lua-de-mel. Fernanda com um olhar que misturava pena, ódio e arrependimento segurava minha mão. E desde aquele momento, para a minha inacreditável sorte, nunca mais largou.




Direto na têmpora: Every you every me - Placebo

Pavarotti

Normalmente o "Direto na têmpora" que fica ao fim de cada post reflete apenas a música que eu estava ouvindo quando comecei ou acabei de postar. Essa é a regra em 99,9% dos casos.

Hoje, no entanto, a homenagem não está no post, mas no "Direto na têmpora", com uma das músicas favoritas dos meus pais (no caso do meu pai, certamente a preferida) magistralmente interpretada por Luciano Pavarotti, que faleceu hoje aos 71 anos.




Direto na têmpora: Una furtiva lagrima - Luciano Pavarotti

Outros mundos

Patópolis, o Condado, Metrópolis, Gotham City, Pasárgada, Santa María, Morgul, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, Pentesiléia, Diomira, Leônia.
Lugares que não existem, mas que eu adoro visitar.




Direto na têmpora: Insensível - Titãs

quarta-feira, setembro 05, 2007

Circense

Elogiar é uma arte. Ofender também.

Meu pai conta que, recém-casado com minha mãe, foram sair para uma festa quando a empregada da casa da família em Ouro Preto olha pra ele, os olhos até brilhando, e se derrama: "Ai, Seu Nilo, o senhor está lindo com essa roupa! Parece até artista de circo!"

A dúvida que fica é apenas se ela elogiou mal ou ofendeu bem pra caramba.




Direto na têmpora: Take me home - Crystal Gayle

terça-feira, setembro 04, 2007

Youtubando

Dois filmes famosinhos do Youtube que valem a pena assistir. O primeiro é a apresentação do Chris Rock falando sobre casamento. Sim, é machista, mas é engraçada pra caralho, com o perdão da má palavra. Quem não viu, tem que ver.




O segundo é um moleque fazendo uma versão rock'n'roll do Canon de Pachelbel. Mesmo pra quem não curte Steve Vai, Joe Satriani e essas coisas vale pelo virtuosismo do rapazote.






Direto na têmpora: Beliscando - Paulinho da Viola

Caridade

Agora baixou o desespero. Não só eu não consegui ingressos grátis para o Tudo é Jazz, como a sexta-feira se esgotou. Peço encarecidamente a quem conseguir ingressos para o Festival que me avise. Eu compro até mais caro que a tabela se for necessário. Na quinta eu vou, mas preciso mesmo é de dois para a sexta. Maldita lezeira que não me deixou comprar antes!




Direto na têmpora: Over the hills and far away - Led Zeppelin

Poema Vazio

Cris Cortez, Cris Guerra, Elisa e Zé Carlos da Lápis (entre outros?) estão com o blog Poema Vazio. Bem divertido, como aliás não poderia deixar de ser e já está linkado aí do lado. Visitem todos! Ah, linkei também o Diário de Blindness, blog do Fernando Meirelles sobre o filme baseado no livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. Visitem também!




Direto na têmpora: Year of tha boomerang - Rage Against the Machine

segunda-feira, setembro 03, 2007

Desculpas

O trânsito estava horrível, peguei o ônibus errado, a bateria do celular acabou, só vi seu email depois, estou com dor de cabeça, fui dormir muito tarde ontem, acordei muito cedo hoje, estava sem dinheiro, estava sem vontade, estava sem roupa, estava sem tempo, perdi seu número, perdi a hora, perdi minha agenda, era que dia mesmo, era onde mesmo, lembrei pela manhã mas esqueci, lembrei à noite mas era tarde, nem me lembrei, fazer o quê, né, na próxima eu vou.




Direto na têmpora: Jennifer - Letters to Cleo

Mumunha

Um vestibular para Direito. Um concurso público. Um negócio próprio como estacionamento ou oficina mecânica. Quem sabe até a minha tão sonhada granja de porcos no interior. Na verdade, não importa. Em dias como hoje qualquer alternativa profissional me parece maravilhosa.




Direto na têmpora: Glorified G – Pearl Jam

sexta-feira, agosto 31, 2007

Dialogando

Tem um diálogo genial entre a Fernanda Young (que eu detesto) e a Rita Lee (de quem eu gosto bastante) que vai mais ou menos assim:

“Rita, você é de uma época de muita doideira, drogas, surubas... aliás, você tem jeito de quem já participou de uma suruba.”

“Olha, eu não colocaria a mão no fogo por mim.

Tem jeito melhor de não responder nada e ainda assim dizer tudo? Tão boa quanto essa só aquela entrevista do Victor Fasano para a Veja.

Veja: “Já manteve relações homossexuais?”

Fasano: “Isso eu não posso responder.”

Veja: “Mas isso já é uma resposta.”

Fasano: “Você considera homossexual uma criança que manteve relação sexual com outra criança do mesmo sexo?”

Veja: “Bom, essa já é outra resposta.”




Direto na têmpora: The Good Life - The Drovers

quinta-feira, agosto 30, 2007

Piñata

Essa quem me contou foi um amigo Diretor de Arte. Ele havia acabado de entrar numa agência e estava tendo dificuldades tremendas pra entender o jeito de trabalhar do Diretor de Criação. Foi aí que um colega de trabalho chamou meu amigo num canto e desfiou sua teoria:

"Olha, é muito fácil você entender o Mister X. Sabe festa de criança que tem piñata, aquele bichinho cheio de balas que a gente dá uma porrada com um pedaço de pau e ele quebra pra delírio da meninada? Pois bem, você é o menino que vai dar cacete na piñata. Você está de frente pra ela, segurando firme no pau (opa!), mirando direitinho, sabendo exatamente o que precisa fazer pra acertar o alvo. Tudo parece perfeito, você se prepara para o golpe, quando de repente vem a mãe do aniversariante, te puxa de lado, põe uma venda nos seus olhos, gira, gira, gira e te deixa completamente sem rumo, tonto e dando paulada pra tudo o que é lado. Pois é, o Mister X é a mãe do aniversariante."

E olha que o que não falta nesse mundo publicitário é mãe de aniversariante pra acabar com a sua piñata.




Direto na têmpora: Universo no teu corpo - Maurício Pereira

quarta-feira, agosto 29, 2007

Infames

A reforma do apartamento custou os olhos da cara. Ainda bem que a varanda não tinha vista.

Tinha a resposta certa para tudo. A pergunta é que quase sempre estava errada.

Era tão velha que começou a mentir a idade dos netos.

Conheço quiromancia como a palma da minha mão.

De tanto sonhar acordado ficou sem ter o que fazer quando dormia.




Direto na têmpora: Rocket Man – Me First and the Gimmie Gimmies

terça-feira, agosto 28, 2007

28 de agosto

A cobertura do bolo é de chocolate. Caramelo, talvez.
A vela acesa inventa contornos e sombras, deforma o sorriso e as palmas.
O chapéu de papel, a receita de doce antigo, o gás se esvaindo do refrigerante, o grito de parabéns parado no ar.
E ao fundo, em meio a restos de balões e embalagens de presentes rasgadas, o tempo passa sem fazer alarde.




Direto na têmpora: Por uma cabeza – Carlos Gardel

segunda-feira, agosto 27, 2007

No caixa rápido

Queria sacar R$ 170,00. Cartão na mão, abri a porta e entrei. Já era noite e eu olhava os jovens que chegavam à lanchonete americanizada ao lado. Como podiam gostar daquela comida sem gosto? Daqueles sanduíches produzidos em série, quase um projeto científico?

Inseri o cartão na máquina. Não conseguia parar de pensar nos jovens da lanchonete. Aquilo deveria vir com aviso do Ministério da Saúde: entupimento de coronárias, colesterol, obesidade, câncer, burrice, sei lá. Ninguém poderia comer um daqueles impunemente.

Pouco tempo depois estava com o dinheiro na mão. Virei-me para sair e meu estômago roncou. O dia havia sido tão corrido que acabei nem almoçando. Maldita fome. Guardando o dinheiro na carteira reparei na quantia. Na verdade, precisava mesmo apenas de R$ 150,00 para o condomínio. R$ 20,00 iriam sobrar para algum imprevisto.

Caminhando para o carro dei uma guinada que me surpreendeu e me vi rumando resoluto para o balão da lanchonete. Como que em pleno transe, ainda ouvi o final da minha própria frase: “Isso. E pra acompanhar um sorvete e um refrigerante light, ok?”




Direto na têmpora: Hide nor hair - Ray Charles

Dedão na lente

Eu tenho uma Polaroid. Não é dessas porcarias que exploram a mão-de-obra barata de China, Taiwan e Hong-Kong, não. É Made in the United Kindom, sacô? Só que agora não se produzem mais filmes para Polaroids. Consegui comprar um pela última vez já faz cerca de um ano e agora todas as lojas especializadas são unânimes em me afirmar que o produto saiu de linha.

Esse fato simples leva basicamente a três coisas:

- Minha Polaroid tornou-se praticamente inútil, já que não pode ser mais utilizada para sua atividade primária, a saber, fotografar.

- Ninguém, nem mesmo profissionais e estabelecimentos do ramo, quer comprar minha Polaroid, já que ela agora é tão útil quanto os números da Megasena da semana passada.

- Minha mesa na agência acaba de ganhar um peso de papel prateado e com flash que me proporcionará momentos importantes de reflexão sobre a obsolescência das coisas e a marcha inexorável do tempo.




Direto na têmpora: Crazy love – Bryan Ferry

Parque Guanabara

Entrada franca e apenas R$ 2,00 por brinquedo, menos a Monga que é R$ 3,00 e que, pensando bem, não é brinquedo e sim um espetáculo ilusio-artístico-cultural. Ah, na verdade os R$ 2,00 são para a criança, já que o adulto que acompanha não paga. Para completar o passeio, saboreamos ainda deliciosos churros.
É, o Parque Guanabara continua um lugar do caramba para os pequenos. A Sophia adorou e eu muito mais.




Direto na têmpora: Carta do Marquês – Último Número

sexta-feira, agosto 24, 2007

Orçamento

Lembrei de mais um caso de um certo ex-patrão meu. Apresentávamos uma campanha para um cliente antigo da casa, mas com responsável novo pelo marketing e corria tudo bem. O conceito havia sido aprovado com louvor, o filme foi elogiadíssimo e entrávamos na sempre complicada parte dos orçamentos.

Os custos de mídia geraram algum debate e na hora dos orçamentos de produção os ânimos começaram a se alterar. De repente, bem no meio da apresentação dos orçamentos do filme o novo gerente de marketing do cliente exclama (valores fictícios obviamente):

“Cem mil reais!? Um filme desses eu faço por vinte mil fácil!”

No que o dono da agência responde de bate-pronto:

“Pois então a reunião está encerrada. Senhores, aí está o nosso novo fornecedor. Boa sorte!”.

Até a temperatura baixar foi um custo, mas acabou tudo bem e o filme foi rodado. Com nosso orçamento, claro.




Direto na têmpora: Pow R. Ball - Yatsura

quinta-feira, agosto 23, 2007

Atendendo a sugestão do Rubéola

Tenho a língua solta
E todas as palavras já ditas escapando por entre os dentes




Direto na têmpora: Samba do Avião - Tom Jobim

Boca suja

Quem visita o blog da TOM já leu, quem não visita pode ler agora. A história é, vergonhosamente, verídica.

Minha sogra foi comprar uma ração para sua cadelinha Magnólia em uma conceituada petshop da zona sul. Ao ser atendida, pediu algumas dicas sobre os melhores produtos no que foi prontamente atendida pelo prestativo vendedor:

"Ah, essa aqui é a melhor do mercado. Tem ômega 6, vitaminas e faz o cachorro cagar bem menos."

Assustada com o linguajar pouco apropriado para um vendedor de tão prestigioso estabelecimento, ainda mais diante de uma senhora, minha sogra ainda tentou ajudá-lo.

"Certo, então reduz o volume de fezes, é isso?"

"Isso, o cachorro caga muito menos. Caga menos e fede bem menos também, viu?"

A partir daí aquela petshop ficou totalmente de fora da lista de compras para a Magnólia.




Direto na têmpora: Viola enluarada - Marcos Valle & MPB4

quarta-feira, agosto 22, 2007

Tudo é Jazz ou ajuda eu, moço

Em setembro teremos o Tudo é Jazz em Ouro Preto. Esse ano tem Joshua Redman, Madeleine Peyroux, Oscar Castro Neves e outros fodões do ramo. Pois bem, inicio oficialmente a partir de agora a campanha de doações para a minha presença no evento.

Quem tiver ingressos para qualquer dos três dias (ou preferencialmente para os três), por favor, lembre-se do pobre amiguinho aqui que ainda tem os ingressos da mulher para pagar.

Conto com a colaboração e com a caridade de todos vocês, almas benevolentes. Não me deixem só!




Direto na têmpora: Above ground - Norah Jones

Morfologia

Tenho pé-de-valsa
Mas nos tendões algo desafina enquanto danço

Tenho veia poética
E só me falta o sangue que nela corra

Tenho olho clínico
Que a retina-paciente se recusa a enxergar

Tenho ouvidos moucos
E uns tantos gritos roucos de não se fazer ouvir

Tenho a alma leve
De um peso sutil que me afunda no chão

Tenho coração de pedra
E sobre ele não se edificará minha igreja




Direto na têmpora: What Sarah said - Death Cab for Cutie

terça-feira, agosto 21, 2007

Estudos Avançados da Fauna Publicitária

Tem gente que acha que atendimento é tudo igual: bobagem. Existem dezenas de tipos diferentes catalogados pelo CEBRACOM – Centro de Estudos dos Braços Compridos e a cada dia surge uma nova e atemorizante variedade. Como não sou expert no tema e tenho apenas uma curiosidade mórbida pela espécie, citarei apenas cinco dos modelos mais comuns encontrados na nossa vida selvagem.

Os Criativos – Sugerem títulos, mudam layouts por conta própria, chegam a dar sugestões de roteiro diretamente para o cliente durante as apresentações. Profissionais pró-ativos, nunca deixam a falta de talento ou de ridículo atrapalhar sua sanha criativa.

Os Múcios – havia um personagem do Jô Soares (sim, o Jô já foi humorista, meus leitores petizes) chamado Múcio que concordava sempre com seus interlocutores. Se um era a favor da pena de morte ele prontamente concordava. Assim que o outro mostrava opinião contrária ele imediatamente virava casaca com seu indefectível “por outro lado” prognata. Pois bem, os Múcios vivem assim, concordando despudoradamente com criação e com o cliente ao mesmo tempo, não importando o quanto eles tenham visões opostas. Costumam ter carreiras longas e odiosas.

Os Polianas – A campanha acaba de ser reduzida a pó, o prazo é de poucas horas, o pedido entra apenas na sexta-feira às 19h, pouco importa, para os Polianas tudo tem seu lado bom. “Geeenteee, o cliente amoooooouuuuuu a campanha. O texto está bombado, o layout ele não gostou, o roteiro vai ter que ser refeito, mas o jeito que o endereço entrou nas peças ele amou.” São os causadores (e vítimas) mais comuns de homicídios em agências de propaganda.

Os Pôncios Pilatos – Jogam a campanha na mesa do cliente e lavam as mãos. Quase sempre levam Jesus Cristo, mas só voltam com Barrabás aprovado.

Os Prolixos – Sabe aqueles pedidos de trabalho com 7 laudas para solicitar uma faixa de rua? Essa é uma das maneiras mais fáceis de reconhecer um Prolixo. Na apresentação com o cliente, desfia um rosário de termos marketescos, espalha palavras de impacto, insere alguns jargões e voilá, perde 40 minutos da reunião para porra nenhuma. É um mestre em produzir bocejos e pode chegar a triplicar a quantidade de café consumida em uma reunião. Normalmente é demitido ainda no meio de algum discurso.

Como eu disse, existem também outros exemplares, como os Competentes, os Envolvidos, os Racionais. Trabalhei com muitos deles e são excelentes para conviver e produzir, mas dão pouquíssimo assunto para pastel.




Direto na têmpora: Africa - Toto

segunda-feira, agosto 20, 2007

The whole world in his hands

Um filme bacana demais da Adidas que eu fiz questão de rever só pra lembrar que o Garnett hoje é dos Celtics. Independente de NBA ou não, é um filmaço que vale a pena ser visto.






Direto na têmpora: Brain Stew - Greenday

Nem acarajé, nem Chiclete com Banana, é assim que eu gosto da Bahia

Passei quatro dias em Salvador e o que eu tenho a dizer é o seguinte:

- O filé do Juarez é melhor ainda do que eu esperava.
- O Bar da Ponta também é ótimo.
- O sorvete da Ribeira é sensacional, mas é longe pra burro.
- O Amado é um dos restaurantes mais bacanas onde já estive, mas é caro pra burro.
- O termo “baianada” para descrever ações absurdas no trânsito não é preconceituoso ou maldoso, ele apenas retrata com clareza uma realidade.
- Gostei bastante do Elevador Lacerda e do Pelourinho.
- Tem muita coisa precisando de uma bela reforma ou melhor utilização na cidade.
- O Mercado Modelo é mais legal de se ver do que de se visitar.
- O Forte de São Marcelo é bem mais legal de se visitar do que de se ver.
- O Maria Mata Mouro é um senhor restaurante.
- O Pestana é um senhor hotel (ainda mais quando você fica em quarto superior ao esperado / combinado).
- O Shopping Salvador é bem bonito. O Iguatemi é um pombal.
- O dique do Itororó foi uma belíssima surpresa.
- A Praia do Forte é bacaníssima e uma ótima pedida pra voltar com a Sophia.
- Imbassaí é linda, linda, linda, mas tem uma onda meio estranha, sei lá.
- Xandy ainda existe na Bahia, provando mais uma vez que para o mal não há limites.
- Tem umas estátuas boterísticas de uma gordinhas em Ondina que são bem legaizinhas.
- Os doces portugueses do restaurante Conventual, no sensacional Convento do Carmo, são incríveis, fantásticos e absurdantes. Mas a latinha de Coca custa R$ 6,00!!!!!
- Os planos inclinados são um negócio muito doido.
- A Fonte Nova está, como o time do Bahia, caindo aos pedaços.
- O “Encontro das Nádegas” é uma das esculturas mais esquisitas de todos os tempos.
- Eu e Fernanda adoramos Salvador. Já fiquei com vontade de voltar.




Direto na têmpora: Mulheres de Atenas - Chico Buarque

terça-feira, agosto 07, 2007

Fechado, closed, cerrado, fermé, geschlossen, chiuso, gesloten, csukott

Esta pastelaria fechou. Obrigado a quem visitou e, pra despedir, vai aí um Dennis McHale sem tradução porca.
Ciao ciao, amiguinhos.


Like it or not

Forget the roses
Embrace the thorns
Like it or not
That´s what you got
That´s what I brought
That´s what it is

Forget the candy
The heart-shaped boxes
The smiley faces
And pinky laces

Forget the kisses
The cosy hugs
The pretty dresses
Your silly hair

Forget the promises
The magic spells
The soft words
All you meant well

Forget it all
Forget it now
Today is blood
It´s painful blood

Like it or not
That´s what you got
That´s what I brought
That´s what it is




Direto na têmpora: The well and the lighthouse - Arcade Fire

segunda-feira, agosto 06, 2007

Perspectiva

É muito engraçada a perspectiva de quem está de fora de determinado assunto. Por exemplo, quem não conhece futebol americano tem a clara sensação de que aquilo é uma porradaria sem sentido, já quem conhece (ou boa parte de quem conhece) costuma ser bastante apaixonado.

O mesmo se dá com ambientes corporativos (com o perdão da má palavra). Normalmente quem atende apenas o cliente A, acredita que ele é um monstro, até que chega alguém que já trabalhou com os clientes B, C e D e diz tranqüilamente que A é um cordeirinho. Por cliente entenda-se o profissional, não a empresa.

Eu já rodei bem no mercado mineiro e posso dizer, tranqüilamente, que já trabalhei com pelo menos um cliente top five em termos de escrotice. Obviamente não posso dizer o nome do Freddie Krueger aqui, mas aposto a grana que for que ele está entre os cinco mais monstruosos.

O fato é que já ter trabalhado com o próprio Lúcifer me dá uma certa casca grossa e eu consigo até me surpreender positivamente com certas pessoas tidas e havidas como monstros do pântano, mas que na verdade não passam de saltitantes sapinhos.

Só não descobri ainda se isso é bom ou ruim.




Direto na têmpora: Juvenar - Karnak

sexta-feira, agosto 03, 2007

Paiaço

Comprei um Homer Simpson de pelúcia que dança e canta Macho Man, além de falar outras 4 frases. Como eu sou o verdadeiro manchild, adulteen e coisas do gênero, comprei pra mim, não para a Sophia. Além disso, adquiri um jack-in-the box do Krusty na mesma loja virtual.

Chego em casa, Sophia vê o Homer e imediatamente começa a pedir: "Paiaço, Paiaço". Pronto, o que seria meu Simpson de estimação virou o palhaço da Sophia. E o que é pior, uma das mais eficientes soluções para fazê-la parar de chorar por qualquer motivo é colocar o pobre pra cantar o sucesso do Village People enquanto eu danço freneticamente tentando animar a pequena.

É nessas horas que eu tenho que concordar com a Luísa, minha sobrinha, que ao saber que a Fernanda estava grávida exclamou incrédula: "mas o Maurilo é muito imaturo pra ser pai". Maldita sabedoria infantil.


"I´m shaved and I´m showered and I´m Shuper Shexy"




Direto na têmpora: 20 times - Chixdiggit

quinta-feira, agosto 02, 2007

Ainda rock and roll

Muita gente já ouviu falar do Dread Zeppelin, aquela banda que tocava hits do Led Zeppelin com um vocalista chamado Tortelvis que cantava com as roupas, a voz e os trejeitos de Mr. Presley. Uma salada maluca, mas muito divertida.

Pois outro dia o Sr. Maki Sangawa trouxe até mim as peripécias do Beatallica, uma banda que toca canções dos Beatles com arranjos (e letras) apropriadas para o Metallica. Além da voz ser Hetfield puro, os covers são muito engraçados.

Segue um clip de cada um pra vocês conferirem. O Dread Zeppelin manda Immigrant Song e o Beattalica chega com A Garage Dayz Nite(A Hard Day´s Night). Depois me contem o que acharam.


Tortelvis delivers



Detalhe para o solo de baixo




Direto na têmpora: Rock music - Pixies

quarta-feira, agosto 01, 2007

Dupla identidade

Lembrei hoje de um caso bobo que vivo contando pros outros, mas que nunca tinha postado aqui. Estava eu a garimpar discos na Galeria do Rock quando, ao entrar em uma lojinha, reparo que o vendedor parece familiar.

"Cara, não sei se já te falaram mas você é igualzinho ao Clemente dos Inocentes."
"Eu SOU o Clemente dos Inocentes."
"Ah, então é por isso que parece tanto."

Depois disso ficamos conversando sobre um show que ele havia dado em Ipatinga no ano de 86, o famoso Uai 2 (não me pergunte onde foi o 1) que contou com Lobão, Titãs, RPM e outras grandes bandas da época. O show dos Inocentes rolou às 5h da matina debaixo de um toró inclemente (sem trocadilhos) e com um máximo de 20 espectadores, sendo que eu era um deles.

Enfim, a gente tem dessas coisas, achar que só porque o cara faz músicas de que você gosta não precisa de um emprego. E enquanto o Clemente rala na sua lojinha, o Alexandre Pires segue cada vez mais rico. Bah!


Clemente, vocalista / guitarrista / balconista fazendo cara de mau.




Direto na têmpora: First drag of the day - Bob Mould

Atari

Apesar do fracasso das estampas no camiseteria (agora em caixa baixa só de vingança), o Atari continua sendo uma das minhas grandes referências estéticas. Aí, quando eu vi esse filme no Vizinho da Besta, tive que postar aqui. Divirtam-se oitentistas!






Direto na têmpora: Alma não tem cor - Karnak

terça-feira, julho 31, 2007

Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen

Eu sei, eu sei, ninguém se importa com a NBA, mas depois da notícia de que os Celtics vão começar a temporada 2007/08 com o power trio de Allen, Garnett e Pierce eu não poderia deixar de postar sobre o assunto.
Mesmo sabendo que o resto do time é fraco e que provavelmente os dois outros titulares da equipe devem ser o roupeiro do clube e o bêbado da esquina, estou definitivamente feliz. Até que enfim, depois de 20 anos mais ou menos, temos chances de ganhar o leste e de atrair bons jogadores que ainda não levaram o título. O Boston voltou a ser um time de ponta e, depois de tanto tempo de mediocridade, mesmo que não ganhemos nada só isso já é uma bênção. Amém!




Direto na têmpora: Funky Blues - Charlie Parker

Antonioni e Bergman

Ontem morreram Antonioni e Bergman, dois dos maiores cineastas da história. Do Antonioni só assisti Zabriskie Point e Blow Up, do Bergman eu vi O Sétimo Selo, Morangos Silvestres, Fanny e Alexander, Gritos e Sussurros. É pouco, eu sei, mas são muitos filmes para se ver e muito pouco tempo, ainda mais quando falamos de obras mais antigas, com cópias difíceis de achar, etc, etc.
De qualquer forma, fica aqui o compromisso de assistir mais coisas dos mestres. Como eu disse no blog do Jonga , perde quem ama o cinema.




Direto na têmpora: Driven to tears – The Police

segunda-feira, julho 30, 2007

Eu consumo

Meu ex-dupla e grande figura Eduardo César tá com um blog muito bacana. Já linkei aí ao lado, mas indico mesmo uma visita cuidadosa ao Eu Consumo.
Belo trabalho, Edu. Boa sorte.




Direto na têmpora: Dazed and confused - Led Zeppelin

Raul, Ruy e outros Castros

Hoje estava ouvindo o José Lino na Itatiaia e o tema era a “fuga” da delegação cubana. De repente, no meio da conversa um dos convidados comenta que ficou indignado com a atitude do irmão de Fidel Castro, o Ruy Castro. A partir da confusão do rapaz não consegui mais ouvir o programa. Primeiro porque fiquei imaginando o que teria acontecido com Raul, o verdadeiro herdeiro do trono cubano, segundo porque fiquei pensando os motivos que teriam levado o escritor Ruy Castro a assumir o poder na ilha.

Ruy pode ter aproveitado a oportunidade da sucessão do velho líder para, talvez, ampliar seu rol de biografados, que já conta com Garrincha e Nelson Rodrigues, com as presenças ilustres de Fidel Castro, do boxeador Teófilo Stevenson ou do falecido Ibrahim Ferrer. Aliás, ser “el presidente” de Cuba seria um adendo interessante à biografia do próprio Ruy Castro, nosso mineiro de Caratinga.

Ah, como eu torci pro tal convidado do José Lino estar certo. Seria muito mais bacana que a realidade. Ao invés disso, segue tudo na mesma: o Ruy escrevendo, o Raul substituindo e o Fidel se agüentando. Ces´t la vie.




Direto na têmpora: I´ve seen all good people - Yes

sexta-feira, julho 27, 2007

O nome da coisa

Eu lembrei de um caso muito bacana outro dia, mas sabia que não poderia contar aqui por causa das implicações aos profissionais envolvidos. Pois bem, vou mudar produto, nomes e tudo mais e torcer pra ninguém fazer a ligação com a história real, porque foi realmente inacreditável.

Cliente novo, um empreendimento grande (digamos, um supermercado), o dono da agência resolve contratar um escritório de design para fazer a marca. O nome estava definido: Supermercado Jeremias.

Tempos depois o designer traz a logo, com um grande SJ, o cliente aprova e tudo caminha bem até que em plena reunião o dono da agência tem uma idéia brilhante: que tal mudar o nome? E sugere algo como Hiper Vendas. O cliente gosta do nome, aprova e o dono da agência vai levar a notícia à sua equipe de criação. Enquanto ele falava todo entusiasmado sobre sua brilhante sugestão eu levanto a bola: "ok, mas o designer vai ter que mudar a marca, né?"
"Ué, por quê?"
"Bom, a marca é SJ, o nome do negócio agora é Hiper Vendas, ou seja HV."
"Ah, isso não tem problema não."
"Como, não? a marca vai ter as iniciais diferentes do empreendimento."
"Olha, deixa pra lá, o cliente já aprovou, está tudo certo, vai sair assim."
Todo mundo ficou ali, olhando pra aquilo meio constrangido, sem saber o que dizer.

Pouco depois saí da agência e não acompanhei mais o processo do famigerado "case", mas o legal mesmo foi ver que, menos de dois anos depois, o Hiper Vendas mudou de nome e agora chama de novo Supermercado Jeremias. Nada como o tempo para expôr os idiotas e os gênios.




Direto na têmpora: Não identificado - Portastatic

quinta-feira, julho 26, 2007

Mr. Shuêra Simpson

O site do filme dos Simpsons é muito bacana. Vale a pena entrar e fazer seu avatar só mesmo pra ver como você seria se fosse uma criatura amarela e escrota. O meu não ficou 100%, mas foi o melhor que rolou dentro das opções que oferecem. A calva, por exemplo, não tinha na medida certa, mas até que ficou joinha.


Mr. Shuêra há 2 meses




Mr. Shuêra hoje (ou quase)




Direto na têmpora: Wait for the beep - Ron Carter

Guiñazú oficial

Seguindo a dica do famigerado José Garapa resolvi comprar uma camisa oficial do Inter com o nome do Guiñazú (meu alter-ego poeta, pra quem não sabe). Olha aí o retrato da bacanuda com o tradicional erro de grafia (notem que o til está no A e não no N). Mas se o povo não certa Maurilo, nem Andreas (e algumas vezes nem Silveira), como eu posso exigir que acertem Guiñazú?






Direto na têmpora: Cry me a river - Diana Krall

quarta-feira, julho 25, 2007

Apto. do zelador

No térreo, perto da quadra de esportes, ficava o apartamento do zelador. Vivia ali sozinho havia muitos anos, mais tempo do que a grande maioria das pessoas do prédio.

Quem entrasse no apartamentinho veria que ele se resumia a uma cama de solteiro de armar, um pequeno banheiro com uma cortina com motivos tropicais para dar privacidade ao banho e uma diminuta cozinha.

De resto, eram prateleiras de metal onde se acumulavam resistências queimadas de chuveiros, maçanetas rotas, buchas de torneiras, lâmpadas quebradas, persianas esgarçadas, cacos de vasos, lascas de móveis, restos de reboco e todo um mundo de inutilidades, detalhes de outras vidas, um arremedo de história.

Zelar pelo que nunca foi seu, reparar o que ele próprio nunca quebrou, ouvir o que nunca pediu e seguir, o cômodo cada vez mais apertado, trabalhando em um eterno favor à espera do próximo toque do interfone.




Direto na têmpora: Ne me quitte pas – Nina Simone

terça-feira, julho 24, 2007

Jogatina

Sim, eu ainda sigo a NBA. Acompanho o draft, acesso diariamente o www.espn.com e, pelo menos uma vez por semana, visito os sites do Boston Herald e do Boston Globe para saber como andam as coisas com os meus cada vez mais depauperados Celtics.

Fora isso, minha opinião sobre a NBA é formada muito pelo que escreve Bill Simmons, um colunista da ESPN. Pois faz um tempo que meu amigo BS vem trazendo à tona, ainda que em tom jocoso, suspeitas sobre a isenção da liga e de seus árbitros.

Por que estou falando sobre isso, principalmente quando ninguém mais liga para a NBA?Porque, coincidência ou não, o FBI descobriu faz poucos dias que pelo menos um desses árbitros, Tim Donaghy, está envolvido com apostas e pode ter inclusive manipulado resultados e apostado em partidas em que ele próprio apitou.

Um dos caras estava explicando a diferença do jogo legal (em Vegas, por exemplo) e do jogo ilegal com casas de apostas clandestinas. Na primeira você deposita a grana e aposta com o seu crédito. Na segunda, você joga com o crédito e só depois precisa colocar a grana.

Ou seja, as apostas ilegais têm uma atratividade maior e são muito mais perigosas. Você pode jogar sem grana, mas corre o risco de se afundar em dívidas com criaturas que não são exatamente uma cruza de freiras carmelitas com monges budistas.

Resumindo, depois dessa volta enorme, será que algum dia eu vou conseguir assistir a um jogo do Boston e achar que a arbitragem é justa? Será que a NBA vai cair ainda mais em interesse? Será que o David Stern (presidente da liga e conhecido pela sua mão de ferro) vai ser enérgico o suficiente? Será que alguém conseguiu ler esse texto até o final? Será que alguém (tirando o James) ainda se importa com a NBA? Ah, whatever...




Direto na têmpora: Prece cósmica - Secos e Molhados

segunda-feira, julho 23, 2007

Inutilidades

O Flavio Canto, mesmo com o cotovelo arrebentado, voltou ao tatame para receber o ippon de seu adversário. Questão de vergonha na cara.
O Waldir Pires foi afastado, mas os presidentes da Anac e Infraero continuam lá, firmões. Questão de falta de vergonha na cara.

Minha camisa “Will work for food” já foi eliminada da disputa do Camiseteria por sua baixíssima pontuação. Obrigado e meus pêsames para quem votou.
A camisa “Make love, not war” permanece viva, mas eu prevejo outro fracasso. Obrigado e muuuiiita fé para quem votou.

O Zetti foi demitido. Já foi tarde.
ACM morreu. Já foi...

Às vezes eu posto umas 3 vezes ao dia. Papo pro ar.
Às vezes eu posto porcarias assim só pra não ficar em branco. Papo furado.




Direto na têmpora: As rosas não falam - Itamaraty

sexta-feira, julho 20, 2007

Luto

Com todo o respeito, dia 16 de agosto estarei em Salvador e fico pensando: será que até lá ainda vai ser feriado por causa do passamento do Toninho Malvadeza?




Direto na têmpora: All tomorrow's parties - Rasputina

Para Francisco

Minha querida Cris Guerra começou um blog lindo para o Cisco, filhinho dela e do meu grande amigo que nos deixou, o Gui Fraga.
Vale a pena conferir e lembrar que a Cris, além de um humor maravilhoso, é de uma delicadeza que não tem tamanho. O link já está aí do lado.




Direto na têmpora: Fire - Lizz Wright

quinta-feira, julho 19, 2007

Simpático, mas incompetente

Tem um vídeo da época dos grandes festivais que mostra Caetano Veloso em um chilique homérico junto com os Mutantes (quebrando o pau no fundo enquanto ele verborrageia geral) e Gilberto Gil.
Um clássico da histeria veadal mesclada com frases bacanas como "Deus está solto" e "vocês vão matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem". Enfim, uma gaiola das loucas tropical com Caetando divertidíssimo ao tentar ser sério.
Não entrando no mérito da originalidade do protesto, da qualidade do Caetano como músico ou do gigantismo de seu ego e de seu histrionismo, esse vídeo tem um comentário genial: "o júri é muito simpático, mas é incompetente".
Depois dos últimos acontecimentos, sempre que vejo o Waldir Pires penso numa versão desse trecho da fala do Caetano: "O ministro é simpático, mas é incompetente. Muito incompetente. Incompetente pra cacete!"
Pelamordedeus, alguém aposente o velhinho antes que ele mate mais gente.




Direto na têmpora: Tecnicolor - Mutantes

quarta-feira, julho 18, 2007

Camiseteria

Amigos, leitores e transeuntes em geral, eu e o Menino Monstro estamos concorrendo no site camiseteria com as duas estampas abaixo. Passe lá, cadastre-se e vote nas duas (com a nota máxima, claro). A dupla agradece penhorada.


Para votar nessa estampa, clique aqui.





Para votar nessa estampa, clique aqui.




Direto na têmpora: Garota de Berlim - Tokyo

terça-feira, julho 17, 2007

Codinomes

Primeiro dia da lua-de-mel, chegada no aeroporto de Joanesburgo. Cansadíssimos após o vôo e penando ainda com o fuso, já que eram 9h da manhã no relógio, mas 4h da matina pra nós, procuramos em volta por alguém que nos buscasse. Olhamos em volta e, em meio ao mar de plaquetinhas, nenhuma dizia Mr. and Mrs. Silveira.

Saímos, trocamos dinheiro, enrolamos por ali, voltamos e nada. De repente, noto um senhor com uma cartolina que diz: “Mr. Shuêra.” Imediatamente afirmo para a Fernanda, “aquele ali sou eu”. E ela, descrente, “o que isso, Maurilo, o que é que Shuêra tem a ver?”. “Fernanda, venha comigo, eu sou o Mister Shuêra.”

E era. Depois veio a confusão do overbooking, mas isso é já é outra história que o Mr. Shuêra aqui prefere nem lembrar.




Direto na têmpora: Norwegian Wood – The Beatles

segunda-feira, julho 16, 2007

Blue Rio

Sábado estive no Rio para assistir ao Blue Man Group. Não dá pra comparar com nada que eu já tenha visto. O espetáculo todo é de um bom humor e de uma inventividade sensacionais (isso sem falar que a música é do caralho). Vou colocar um clipezinho aqui pra quem quiser dar uma sapeada, apesar de não ter como passar nem um milésimo do que é o concerto todo.



Mas o bom da viagem foi também perceber que estou me reaproximando do Rio. Nos últimos anos andei decepcionado com a cidade, assustado com a violência, chateado com a sujeira e com a bagunça em algumas das vezes mais recentes que estive lá. No entanto, isso vem mudando e já fico até animado quando a Fernanda (que é simplesmente apaixonada por lá) sugere algum programa por aquelas plagas.

Quando eu era criança ia ao Rio praticamente todo janeiro. Era sempre uma viagem divertida, com praia, zôo, bondinho, comida de hotel, muito cinema e, mais que tudo, o maravilhoso Festival do Sorvete no Tívoli Park. Pra quem é mais novo, o Tívoli era um dos maiores parques de diversão do país e, em janeiro, sediava o Festival do Sorvete em que cada ingresso dava direito a sorvete a vontade durante toda a permanência.

Eu nunca passei mal, mas imagine milhares de crianças na roda gigante, montanha russa e trem fantasma após consumir litros e litros de sorvete. Para os pais deveria ser um suplício, inclusive pelas filas, mas para nós era a melhor coisa do mundo.
Agora já não há mais Tívoli, mas ainda assim quero planejar uma viagem ao Rio com a Sophia. Se ela gostar metade do que eu gostava já vai ter valido a pena.


PS – Brasil campeão da Liga Mundial com 3 a 1 na Rússia. Brasil 3 a 0 nos hermanos na final da Copa América. Se eu não fosse atleticano teria sido o fim de semana perfeito.




Direto na têmpora: Sugarhigh – Coyote Shivers

Um tempo

Dona Esther pendurava as roupas no varal, a grama aparada sob seus pés. A gente se deitava naquele verde fresco achando que o quintal tinha léguas e o dia bonito refletido na saia branca fazia a gente desviar os olhos, talvez com vergonha da mulher que não havia dentro da roupa.

Ali tinha formiga lava-pé, tinha cupim, tinha centopéia e besourinhos meio bronze com um laranja por dentro das asas. A gente encostava o ouvido no chão pra ouvir o úmido do quintal. Que vida seria aquela debaixo da gente? E imaginávamos cidades de barro macio onde as minhocas sabiam tudo.

Dona Esther saía e o varal era um painel multicor. Brancas com brancas, cores com cores e uma perdida calcinha vermelha já se relava no sóbrio terno azul marinho de meu avô. Era da Santa, a filha moça da Dona Esther, e só de pensar nela o sol já dava um calor novo, que arrepiava.

Dali a pouco o Cláudio chegava gritando e roubava da gente aquele torpor de musgo. A Lala tomava um suco de laranja, eu e o Lucas corríamos com goiabas nas mãos pra ver quem chegava primeiro na kombi enquanto o Cláudio piava agourento “vaicaí, vaicaí, ói, vaicaí”.

Mas ali, naqueles dias bonitos, a gente não caía ainda. E ia pra escola se rindo, perfumados de terra e goiaba vermelha.




Direto na têmpora: Summer´s almost gone - The Doors

sexta-feira, julho 13, 2007

It's rock and roll, baby

Hoje, 13 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Rock. E eu, no dia 11 de janeiro de 1985, assistia do alto dos meus 13 anos de idade os shows do Iron Maiden e Queen no Rock in Rio I. Depois disso, lojas como a Cogumelo, Câmbio Negro, Urban Cave e muita grana gasta em bolachas.
Para você que gosta do bom e velho rock’n’roll, uma boa e nem tão antiga assim que ouvi pela primeira vez quando subia a Nossa Senhora do Carmo e que me pirou o cabeção.






Direto na têmpora: Hallowed be thy name – Iron Maiden

Vergonha na cara

A Assembléia Legislativa de Minas Gerais acaba de me sair com uma ótima: aumentou o foro privilegiado de três para 1.981 autoridades no Estado.

Antes apenas três pessoas - o governador e os presidentes do Legislativo e do Judiciário - poderiam ser denunciadas apenas pelo procurador-geral de Justiça. Agora o privilégio foi ampliado para o vice-governador, advogado-geral do Estado, secretários de Estado, juízes, desembargadores, membros do Ministério Público, conselheiros do Tribunal de Contas e (surpresa!!!!) deputados.

E a todas essas meus amigos da TOM e da ASA lutando para fazer uma publicidade eficiente e criativa sobre o lado bom da casa. Com tanta sujeira e falta de vergonha entre os deputados só posso desejar muito boa sorte a vocês, amiguinhos.




Direto na têmpora: The more you ignore me, the closer I get - Morrisey

Lamento de um futuro calvo

Henrique Lisandro está careca
Assim como era Drummond de Andrade
Guimarães Rosa ostentava a calva
Até com ponta de vaidade

Bruce Willis é liso em cima
Aeroporto de mil mosquitos
E Sean Connery reforça a fama
De que os carecas são mais bonitos

Picasso foi gênio
Gandhi foi santo
Zidane foi craque
Vinicius, um encanto

É de se invejar o clã
Das nobres cabeças sem pêlos
Estou em ótima companhia
Mas eu queria era ter cabelos




Direto na têmpora: Flipper - Joelho de Porco

quarta-feira, julho 11, 2007

Sobre a neblina

Acabei de ler sábado o livro "Sobre a neblina", da Kiti, vulgo Christiane Tassis. Muito bacana, ainda mais levando-se em conta que eu li logo na seqüência de "Ensaio sobre a Cegueira" do Saramago.
O fato é que duas coisas me encheram da mais profunda e torturante inveja. A primeira invejinha foi causada por confirmar o que eu já suspeitava: a Kiti escreve muito melhor que eu. A segunda inveja foi de vê-la publicada por uma editora. Em nenhum dos dois casos o sentimento é nocivo (pelo menos não a ela), mas faz pensar. E no meu caso, pensar quase nunca é bom. Enfim, continuemos aqui, escrevendo bolotas e correndo atrás pra ver se algum excêntrico bota grana.

PS 1 - Já está inclusive linkado aí no cardápio ao lado o Basicamente Isso, blog da Kiti.

PS 2 - Retirei alguns links de blogs que me pareciam mortos. Su e Turca, se voltarem é só avisar que eu linko de novo, viu?




Direto na têmpora: Same old song - The Pietasters

É o cúmulo

Já está listado aí ao lado, aliás com um caso sensacional, o blog É o cúmulo, da minha amiga Marceleza. Um foro democrático para descer a lenha em serviços falhos e instituições degradadas como empresas de telefonia, lojas de som e acessórios e outras fubangadas. Entrem e confiram a paixão avassaladora da moça pelo Ronaldinho Gaúcho.




Direto na têmpora: The Frayed Ends of Sanity - Metallica.

terça-feira, julho 10, 2007

Apelidos

Apelidos são uma bênção ou uma praga. Por exemplo, Vampeta pode até parecer uma praga, mas não tenho dúvidas de que o apelido foi responsável por 70% da notoriedade que o volante Marcos André Batista Santos desfrutou em sua carreira. O mesmo vale para Antonio José da Silva Filho, o Biro-Biro.

Por outro lado, alguns apelidos são sarnas das quais a vítima não consegue se livrar por mais que tente. Tenho um amigo de Ipatinga, hoje alto funcionário de uma empresa, que tinha um apelido bastante infeliz em sua infância. Não posso reproduzir aqui para não entregar o supracitado, mas suponhamos que fosse Cavuco.

Pois bem, outro dia encontrei com uma outra amiga (não-ipatinguense) e ela me disse que trabalhava na empresa X. Eu disse, “bacana, tenho um amigo lá, o Cavuco”. Enquanto ela olhava com estranhamento expliquei: “Cavuco é o apelido do Fulano de Tal”.

Um tempo depois a tal amiga me liga pra dizer, entre risadas, que o apelido se espalhou pela empresa até chegar ao ponto do Cavuco ter que chamar um por um à sua sala para dizer que não admitiria mais este tipo de tratamento, que ali ele era o Dr. Fulano de Tal.

As brincadeiras com o apelido cessaram, mas segundo minha amiga, ninguém mais respeitou o Cavuc..., digo, o Dr. Fulano de Tal como antes.




Direto na têmpora: Sabotage – Beastie Boys

segunda-feira, julho 09, 2007

Rascunho

Meus textos são apressados, sem paciência de se explicarem, de criar climas, de ambientar.
Meus textos são um embolar de frases, sem respiro, ou com inspirações curtas demais, que nem chegam aos pulmões.
Meus textos são defeitos agrupados, erros acumulados, dúvidas empilhadas sem saber o como dizer.
Meus textos sou eu falando desembestado, sem pensar, sem medir, sem reolhar. São o impresso e o expresso desse meu próprio rascunho de ser.




Direto na têmpora: A view to a kill - Duran Duran

Monstros

Quando eu era criança vivia desenhando monstros. Sob a influência de Ultraman, Ultraseven e demais heróis japoneses, criava monstros com poderes diferenciados, montava uma galeria e iniciava um torneio pra saber qual o mais forte. A escolha do vencedor era muitas vezes dividida com meus pais, apesar de eu raramente levar a opinião deles em conta (eram leigos, afinal).
Não desenho mais monstros. Crio alguns, no entanto, cada vez mais fortes, maiores, indestrutíveis. E já não preciso escolher entre eles qual vai ser o vencedor.





Direto na têmpora: Crazy Love – Bryan Ferry and the Roxy Music

Pequeno dicionário Sophístico

Achã – maçã
Apa/apo – água
Beleta – borboleta
Chinilo – chinelo
Petito (com "t"s pronunciados ao estilo paulista) – pinóquio
Shalom / shalão – coração
Tchutcho – suco
Tílho (também com "t" paulista) - coelho
Tô - biscoito
Tóla – história / livro

E a cada dia um vocábulo novo e aquela alegria de ver Sophia apontando pra camisetinha dos Beatles que fiz pra ela e dizendo Bítu.




Direto na têmpora: Romance ideal - Paralamas do Sucesso

sexta-feira, julho 06, 2007

Outro Capítulo 1

Os quatro estavam na sala, conversavam com simpatia, mas alguma reserva. Em cada rosto um pouco de ansiedade, dúvida talvez em um olhar. Conheciam-se há muito pouco tempo para intimidades e sabiam que aquele encontro não era uma situação social comum.

Falavam sobre o preparo de um certo tipo de mariscos muito apreciado no litoral sul italiano quando F contorceu-se brevemente e com um grunhido curto foi ao solo. Os três se entreolharam sem saber muito bem o que fazer. Esperavam pelo fato, mas agora sentiam-se confusos, como se nunca houvessem pensado no próximo passo.

Ficaram assim por alguns segundos até que X falou: “melhor começarmos. Não sabemos quanto tempo vai demorar e o jantar é amanhã”.




Direto na têmpora: A song about walls - Geraldine Fibbers

quinta-feira, julho 05, 2007

Cinema finlandês

Marcelo conheceu Tânia no cinema. Ele pipoqueiro, ela bilheteira. Em cartaz um filme finlandês, inteiramente passado em um frigorífico, com pouquíssimos diálogos. Ela adora pipoca com bastante manteiga, o Marcelo descobriu por acaso. Ele nunca assistiu a um filme finlandês.
Foram pegos transando na última fila durante uma sessão vazia quando ela estava de folga. Ela por cima dele, ele muito sem jeito.
A irmã pergunta: “Como é que você apronta essa, Marcelo? Fez a moça perder o emprego!”
“Cê já assistiu filme finlandês, Cuca? Então fica quieta, ué.”
Marcelo passou a levar o carrinho para um cursinho ali perto, Tânia foi trabalhar numa loja de tecidos e Cuca, por via das dúvidas, levou o namorado no dia seguinte pra assistir ao tal filme finlandês.




Direto na têmpora: A praça - Maurício Pereira

quarta-feira, julho 04, 2007

Fatos e fotos

No aniversário de Laura - herdeira do Barão de Popcards - e na festa junina do Clic, dois momentos da minha Sophia.

Quem nunca comeu brigadeiro quando come se lambuza.




A maior lindeza do arraial.




Direto na têmpora: Common Uncommunicability - Os Mulheres Negras

terça-feira, julho 03, 2007

Cozinhão

Meu apartamento é bem bacaninha. Tem uma área externa legal, a gente fez umas reformas nele, enfim, é um bom canto pra se morar. Só tem um defeito grave: a cozinha é ruim de conversar.
Cozinha pra mim tem que ter espaço pra mesa, tem que ser iluminada e, de preferência, ter uma janela com vista. É que eu adoro jogar conversa fora na cozinha, ficar olhando a comida ser preparada sem atropelar o processo, só naquele calorzinho, naquele cheirinho bom. Tomar uma cerveja e beliscar direto do fogão também não é má idéia.
Na casa da minha bisavó em Ouro Preto era assim, inclusive com direito a fogão a lenha. Não peço tanto. Me basta um banquinho de madeira no canto, um fogão de oito bocas e um bom espaço de circulação. Pode ser difícil achar algo assim em apartamento e não sei se é uma opção pra mim mudar para uma casa, mas que um dia ainda vou escolher moradia pela cozinha, isso eu vou.




Direto na têmpora: Misfire - Queen

segunda-feira, julho 02, 2007

Cow are you?

Nunca fui muito fã de reuniões com clientes. Na verdade, nunca fui muito fã de reuniões com quem quer que seja. Sempre fico com a sensação de que contribuo pouco e atrapalho muito com meu falatório descontrolado.
Pois parece que essa minha aversão é maior do que eu próprio imagino. Outro dia um certo cambojano veio me lembrar que, quando trabalhava em uma certa agência, eu tinha uma estratégia maravilhosa para escapar de reuniões. Sempre que havia a possibilidade ou a menção de uma reunião com o cliente no dia seguinte eu aparecia vestido com minha camisa de vaquinha. Explico: a camisa de vaquinha era uma camisa da Elvira Matilde totalmente malhada (malhada como as vacas são malhadas) e com uma vaquinha na frente que dizia “Cow are you?”.
Era só me ver vestido com ela que o dono da agência me escusava do compromisso dizendo “vai ter gente demais, não precisa ir não” ou “sua pauta ta cheia, deixa pra lá” ou ainda “o conceito tá bem fechadinho, a gente se acerta”.
Ah, que saudades da minha blusa de vaquinha.




Direto na têmpora: No surprises - Radiohead

sexta-feira, junho 29, 2007

Prozac pros coelhinhos

Roubei lá no Achei por aí. Vale a pena conferir os outros suicídios aqui e morrer de rir.






Direto na têmpora: Boys Boys Boys - Sabrina

Zen Master

Hoje fui ao centro comprar um presente no Maletta, buscar cobertores para doação, passar no Banco do Brasil e deixar umas canetas na Bico de Pena. O Léo Oliveira estava comigo e, antes de resolver as pendengas, resolvemos almoçar na Cantina do Lucas. Deu-se que a demora foi tanta que não fiz porra nenhuma e ainda atrasei pra pegar a Sophia e levar para a escola. Eu sempre achei que depois da morte do Seu Olímpio o atendimento no Lucas fosse melhorar, mas confirmou-se hoje que eu estava enganado.
Escrevo isso porque me lembrei agora de um carnaval em Porto Seguro, quando a rodoviária ficava ainda fora da cidade. Chegamos após uma longa viagem e logo entramos na fila para comprar a passagem de volta, evitando os atropelos dos dias seguintes.
Ninguém na cabine e nenhum aviso. Ficamos ali cerca de meia hora e nenhuma alma se dispunha a nos atender. Havia um grupinho que conversava em um dos bancos desde que chegamos e resolvi perguntar a eles sobre o funcionamento da venda de bilhetes. Mal terminei de falar e um deles se levantou todo solícito “Ah, vocês querem é comprar passagem? Então é comigo.” e dirigiu-se a seu posto para nos atender.
O fato de eu nunca ter cometido um único homicídio é a prova cabal de que eu estou a um passo de me tornar um Sadhu.




Direto na têmpora: Epic - Faith No More

quinta-feira, junho 28, 2007

The haka

A Iveco na Europa tem um negócio genial que é a ligação entre um de seus produtos e os All Blacks. Para quem não sabe, os All Blacks são a seleção da Nova Zelândia, uma das maiores equipes de rugby do mundo.
Infelizmente, apesar de ser maravilhosa, a comunicação não é facilmente aplicável no Brasil até pelo pouco conhecimento do esporte aqui, mas vale visitar o site do Stralis para ver como o trabalho é bacana.
De qualquer forma, olha aí um Haka curtinho. Depois me diga sinceramente, você encara a turminha?






Direto na têmpora: Mardito fiapo de manga - Joelho de Porco

quarta-feira, junho 27, 2007

Aniversário

Hoje é aniversário da Fer. Na falta de coisa melhor, vai uma homenagem do Guiñazú.

Cumpleaños

Comemoremos, pois hoje aniversaria o meu amor.
Tudo se cale que não for um bom desejo ou um suspiro de admiração.
Tudo repouse e seja calmo onde pouse o seu olhar.
Tudo reflita o que dela brilha.

Hoje aniversaria o meu amor.
E isso não explicam os calendários, não traduzem as certidões.
É mais que uma data. Um início, talvez.
Porque hoje aniversaria o meu amor e isso não é fim ou metade.
É um principiar sempre, em sorrisos, no franzir a testa, no falar em dengos e charmes.
É o sonho que vivo e escolho.
É o meu amor, que hoje aniversaria.

Alberto Guiñazú




Direto na têmpora: The 13th - The Cure

terça-feira, junho 26, 2007

Jet leg

Hoje virei a noite trabalhando, saí da agência às 6h15 da matina, fui dormir às 10h30, acordei às 13h30 e voltei pra ralar às 16h30. Parece que acabei de chegar na Mandchúria e o fuso tá começando a fazer efeito. Até o português eu to com dificuldade de entender.




Direto na têmpora: Meu mundo e nada mais – Maurício Pereira

segunda-feira, junho 25, 2007

Você não me engana, Clemente

Tava ouvindo hoje uma música dos Inocentes chamada Pesadelo. Já tinha ouvido várias vezes, mas hoje a letra me chamou a atenção.

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente, olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco


Pensei involuntariamente cá com os meus botões: “engraçado, essa letra é muito bacana, poética, não parece coisa do Clemente”. Eu sei, eu sei, escrevendo assim parece que eu odeio as letras do Clemente / Inocentes e nem é isso, é só que o estilo era outro, mais refinado.

De qualquer forma, quando fui buscar na net a referência, não deu outra: os versos são do Paulo César Pinheiro e o burrão aqui nem conhecia. No mais, é como diz o outro, de onde não se espera nada é que não vem porcaria nenhuma mesmo.




Direto na têmpora: Fallin’ – Teenage Fan Club & De La Soul

sexta-feira, junho 22, 2007

Tradutozim

Olhaí um Dennis McHale sobre as despedidas mal-feitas da vida. Ah, com direto a tradução porca, é claro.


I didn’t want you to see me
So I covered my face
And I crawled out the door
So quietly, so slowly
That I missed for a second
You were closing your eyes.


(Dennis McHale)


Eu não queria que você me visse
Então cobri meu rosto
E rastejei porta afora
Tão silenciosamente, tão vagarosamente
Que por um segundo eu não vi
Você tapando seu olhos.



PS - Alguém aí tem um amigo que vá pros EUA (ou venha) por agora e esteja disposto a me trazer uma câmera digital? Tô precisando desse apoio logístico e quem puder ajudar será regiamente elogiado.




Direto na têmpora: Your time is gonna come – Led Zeppelin

quinta-feira, junho 21, 2007

Aquela que matou o guarda

Não sei o que o Mantega anda tomando, mas vou querer duas garrafas pra esse fim de semana.

Mantega: crise aérea é sinal de prosperidade.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou, nesta quinta-feira, que haja um "caos aéreo" no Brasil. Os atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos são, segundo ele, "parte do preço do sucesso da economia". O ministro acredita que o motivo dos atrasos é o "aumento do fluxo de tráfego por causa da prosperidade do País".




Direto na têmpora: Next year, baby - Jamie Cullum

Tarantino's mind

Pouco me importa como você vai arranjar 15 minutos pra assistir a esse filme aqui ou no Google Video. O que me importa é que você não deixe de ver de maneira nenhuma. O Selton Mello e o Seu Jorge estão simplesmente geniais. A dica vale especialmente para a elite descolada da Tom. Imperdível.



PS- Antes que eu me esqueça, quem passou a dica foi o João Pegão, também conhecido como Gabriel Cisalpino.




Direto na têmpora: Ashes - Ben Harper

quarta-feira, junho 20, 2007

O balão vai subindo...

Já estamos no dia 20 de junho e até agora não participei de uma única festa junina. Minha sorte é que dia 30 tem a festa junina da Sophia pra salvar o mês, mas mesmo assim duvido que vá ter quentão ou cachaça. Isso sem falar que tem hora pra começar e pra terminar. E eu ainda joguei fora a chance de ir à festa junina do Minas neste fim de semana. Raios! Raios duplos! Raios triplos!
Depois as pessoas reclamam quando eu tenho crise de abstinência pela falta de pé de moleque no sangue e saio por aí agredindo pessoas com um mínimo jeito de capiau ou depredando logradouros com o nome de Santo Antônio, São Pedro e São João.




Direto na têmpora: Tanto quanto eu - Ira!

terça-feira, junho 19, 2007

Beijocas

Sophia aprendeu a dar beijinho de esquimó, de borboleta e de vaca. Na verdade ela dá o beijo de esquimó, dá o beijo de borboleta e aí fala "muuuu" e encolhe o rosto pra não levar a lambidona que é o beijo de vaca.
E sabe-se lá porque, eu acho isso a coisa mais maravilhosa do mundo.




Direto na têmpora: She's a mistery to me - Roy Orbison

segunda-feira, junho 18, 2007

De novo o pipi

Como linkei no post anterior, aproveitei para reler o pipi e trouxe cá esta preciosa citação do gajo:

"Sempre que posso, não uso preservativo porque a Igreja é contra. E eu, nestas merdas do sexo, sigo sempre os ensinamentos do Vaticano. Afinal, ninguém percebe mais de pirocada do que os cardeais. Se eles não querem que se use, algum desarranjo a borracha há de fazer ao caralho. Eles lá sabem."

Genial no que pese (ou justamente por isso) a total incorreção política, moral e religiosa.




Direto na têmpora: Something to believe in - The Offspring

Cupido

A Renata do Devaneios me indicou ao prêmio Blogs que falam de Amor, principalmente (ou exclusivamente) por causa do Guiñazú. Não sei se mereço a honra e nem sei se tenho os 10 (!?) blogs para indicar na mesma categoria, mas agradeço penhorado e envio aí uma lista dos que me vêem imediatamente à cabeça:

Devaneios e Desabafos (e nem é pra retribuir a indicação)

Mothern (tem amor maior que amor de mãe?)

Dedo de Moça (amor em forma de poesia)

Verbo Fundamental (amor e saudade do outro lado do oceano)

Descabimento (amor com jeito de conversa à beira do fogão de lenha)

O meu pipi (amor com humor, sacanagem e sotaque lusitano falecido em 2003)

Acho que nenhum deles fala do mesmo amor ou mesmo fala de amor o tempo todo, mas taí a lista.




Direto na têmpora: Mob job - Pat Metheny & Ornette Coleman

Hollywood

Toda história é de Hollywood, menina
Todo amor é de cinema
E quem no seu filme nem faz ponta
Aplaude sempre que entras em cena

(Guiñazú)




Direto na têmpora: Astronomy Domine - Pink Floyd

sexta-feira, junho 15, 2007

A data

Jerônimo sabia exatamente quando ia morrer: 26 de janeiro de 2009. O horário em si, com minutos e segundos, ele não adivinhava, mas o dia era certeza sem fim e sem fundo, travada no verso da mente.
Não foi médico em diagnóstico, cigana em charlatanices, juiz em comando ou matador em encomenda quem marcou o fato, a data. Foi ele próprio, num acordar entressonhos quando tinha 8 anos. Ele mesmo Jerônimo, de visão intra e noção extra, súbita, definitiva.
E Jerônimo viveu-se assim, carregando o maior dos pesos que é saber o próprio fim sem adiamento ou surpresa. Não fez nada além da conta, não consumiu-se em desespero, não foi doidivanas impensado. Trabalhou, casou, teve 4 filhos e calou sua data para o mundo. Segredo em silêncio. Próprio.
No dia 26 de janeiro de 2009, Jerônimo acordou noite ainda em breu e carregou o revólver sonolento e virgem, semiguardado no armário de limpeza. Andou desvestido para o lote vago no fim do quarteirão, sentou-se leve e puxou o gatilho. Arma colada na têmpora.
Jerônimo só faleceu em oficial no 11 de novembro de 2013. Vegetou semigente e semicerto por 4 anos e alguma coisa. Leito branco, rostos brancos. Morreu um pouco na sua própria data e o resto tanto na hora do destino pronto. Nem cara, nem coroa. A moeda às vezes cai mesmo é em pé.


PS: Pra não dizer que não falei da NBA, surra de 4 a 0 do San Antonio Spurs sobre o Cleveland. A humilhação só não foi maior porque a série acaba com 4 vitórias.




Direto na têmpora: Nos cafundó do Zé - Ruy Maurity

quinta-feira, junho 14, 2007

O verdadeiro Guiñazú

Revelação chocante! Guiñazú não só existe como é argentino, jogava futebol no Paraguai e agora está se transferindo para o Inter de Porto Alegre.
Meu mundo caiu. Para saber mais, leia a notícia na íntegra aqui.



Olha aí o Guiñazú jogando o fino da bola.




Direto na têmpora: Só delírio - Telex

Globelezação

Não tenho uma opinião muito clara sobre a globalização. Na verdade nem acho que precise ter já que ela acontece à minha revelia, mas gostaria de deixar claro aqui o meu apoio total e irrestrito à globelezação.
A globelezação é um processo que evolui ainda muito lentamente, mas que eu creio ser fundamental para o surgimento da paz mundial, para a cura do câncer e para o combate à corrupção. É muito simples: a idéia é que surjam cada vez mais mulatas como a Valéria Valenssa em diversos locais do mundo.



Valéria Valenssa? Não, apenas a recepcionista do seu hotel em Tóquio.


Você está passeando por Bergen na Noruega, sem falar uma palavra em norueguês ou inglês e pow! Dá de cara com uma policial clone da globeleza pronta pra lhe ajudar. Aquela bagunça pra entrar no metrô em Nova Iorque e a pessoa que se esfrega em você pra conseguir caber no vagão já lotado é ninguém menos que uma sósia da Valéria Valenssa. Aeroporto de Buenos Aires e a mulher escrota da alfândega é quem? Exatamente! Outro clone da globeleza.
Seria o fim do mau humor e o turismo internacional ficaria muito mais divertido. A única dúvida é: será que o Hans Donner topa?


PS: nos links de bons blogs temos agora dois novos endereços o blog do cejunior e o Dom Caixote. Vale a pena fazer uma visita.




Direto na têmpora: Melody – Rolling Stones

quarta-feira, junho 13, 2007

Um espetáculo!

Ontem fui comemorar o Dia dos Namorados em um concerto sensacional do Nelson Freire. Simplesmente impecável até que ele resolve, no terceiro bis, tocar Jesus Alegria dos Homens. Nada contra a música em questão, pelamordedeus nem pensem nisso, mas é que assim que ele começou a tocar o jagunço atrás de mim começou a solfejar a canção. Foi uma experiência difícil, mas o incauto foi abafado pelos protestos gerais e calou-se.
Aí eu lembrei do dia em que eu e Fernanda fomos a São Paulo assistir a Carreras, Domingo e Pavarotti, mas acabamos curtindo um show dos Quatro Tenores. Sim, é verdade, atrás de nós, acompanhado do filho e de alguns amigos, o quarto tenor exibia seus maviosos gorjeios em acompanhamento aos três esforçados cantores.
Pouco importava que ele não conhecesse a letra, que sua afinação fosse questionável e sua voz medonha, o importante era deixar falar (ou no caso praticamente berrar) a emoção. Não adiantou também que eu me virasse incessantemente, fizesse “ssshhhhhh” ou mesmo exclamasse “cala a boca, caralho”. Não, não, não. O quarto tenor estava ali e não iria deixar de lado o seu grande momento passar incólume.
E eu ali, só pensando que iria passar a noite em um motel de beira de estrada e depois dirigir mais 500 km pra voltar a BH na manhã seguinte. Malditos cantores de platéia!




Direto na têmpora: 4:33 AM (Running Shoes) – Roger Waters