Eu tenho uma Polaroid. Não é dessas porcarias que exploram a mão-de-obra barata de China, Taiwan e Hong-Kong, não. É Made in the United Kindom, sacô? Só que agora não se produzem mais filmes para Polaroids. Consegui comprar um pela última vez já faz cerca de um ano e agora todas as lojas especializadas são unânimes em me afirmar que o produto saiu de linha.
Esse fato simples leva basicamente a três coisas:
- Minha Polaroid tornou-se praticamente inútil, já que não pode ser mais utilizada para sua atividade primária, a saber, fotografar.
- Ninguém, nem mesmo profissionais e estabelecimentos do ramo, quer comprar minha Polaroid, já que ela agora é tão útil quanto os números da Megasena da semana passada.
- Minha mesa na agência acaba de ganhar um peso de papel prateado e com flash que me proporcionará momentos importantes de reflexão sobre a obsolescência das coisas e a marcha inexorável do tempo.
Direto na têmpora: Crazy love – Bryan Ferry