Você assistiu "As bicicletas de Belleville"? Eu assisti e adorei.
Pois agora o Marcus Barão me deu uma dica muito bacana e indicou o trailer do novo filme do diretor Sylvain Chomet e eu vou dividir com vocês.
O filme chama-se L'illusionniste e é baseado em um roteiro do genial Jacques Tati. Quando entrar em cartaz, leve as crianças, vá, aproveite. Sylvain Chomet e Jacques Tati não deve ser nada menos que genial.
Direto na têmpora: I can't find my friends - Missing Children Gang
quinta-feira, novembro 11, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
Curto e rápido
Não ia dar pra postar hoje, mas deixo a frase que coloquei nas redes sociais ontem só pra marcar presença.
Pra tudo na minha vida: nao quero ser especialista, quero ser entusiasta.
Direto na têmpora: Forever young - Alphaville
Pra tudo na minha vida: nao quero ser especialista, quero ser entusiasta.
Direto na têmpora: Forever young - Alphaville
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terça-feira, novembro 09, 2010
Ah, os clipes do OK Go
O OK Go é uma banda que tem músicas bem legais na minha opinião. Ainda assim, é indiscutível que os clipes da banda são o verdadeiro lado foda dos caras.
Agora, eles lançaram mais um vídeo simplesmente sensacional e o tio Maurilo divide com vocês. Enjoy!
Last Leaf
OK Go | Myspace Music Videos
Direto na Têmpora: Last leaf - OK Go
Agora, eles lançaram mais um vídeo simplesmente sensacional e o tio Maurilo divide com vocês. Enjoy!
Last Leaf
OK Go | Myspace Music Videos
Direto na Têmpora: Last leaf - OK Go
Hierarquia
Eu entendo a importância da hierarquia para a sociedade e qualquer instituição funcionarem.
Eu entendo a importância de uma instância superior à qual possamos recorrer no caso de nos sentirmos prejudicados ou injustiçados de alguma forma.
Mas eu ainda acho que quem recorre ao mais alto nível hierárquico antes de tentar resolver algum problema com os seus iguais é mimado. Mimado e incapaz de dialogar, solucinar problemas frente a frente e dar ao outro o direito de argumentação.
A hierarquia é muito importante, mas não deveria nunca virar muleta de covardes.
Ah, e antes que alguém me pergunte, não aconteceu nada comigo que pudsse motivar esse post, foi só mesmo uma reflexão simplória sobre o tema, belê?
Direto na têmpora: All her favorite fruit - Camper Van Beethoven
Eu entendo a importância de uma instância superior à qual possamos recorrer no caso de nos sentirmos prejudicados ou injustiçados de alguma forma.
Mas eu ainda acho que quem recorre ao mais alto nível hierárquico antes de tentar resolver algum problema com os seus iguais é mimado. Mimado e incapaz de dialogar, solucinar problemas frente a frente e dar ao outro o direito de argumentação.
A hierarquia é muito importante, mas não deveria nunca virar muleta de covardes.
Ah, e antes que alguém me pergunte, não aconteceu nada comigo que pudsse motivar esse post, foi só mesmo uma reflexão simplória sobre o tema, belê?
Direto na têmpora: All her favorite fruit - Camper Van Beethoven
segunda-feira, novembro 08, 2010
Bruxinha
Eu vi a bruxa na lua cheia
Vassoura torta e verruga feia
Eu vi a bruxa com um único dente
Fazendo feitiços e assustando a gente
Eu vi a bruxa e seu narigão
Mexendo e rindo no seu caldeirão
Eu vi a bruxa no haloween
Olho de sapo e raiz de alecrim
Eu vi a bruxa pedindo doce
Ah, quem me dera uma bruxa eu fosse
Direto na têmpora: I get along - The Libertines
Vassoura torta e verruga feia
Eu vi a bruxa com um único dente
Fazendo feitiços e assustando a gente
Eu vi a bruxa e seu narigão
Mexendo e rindo no seu caldeirão
Eu vi a bruxa no haloween
Olho de sapo e raiz de alecrim
Eu vi a bruxa pedindo doce
Ah, quem me dera uma bruxa eu fosse
Direto na têmpora: I get along - The Libertines
sexta-feira, novembro 05, 2010
Argumento
Faltando menos de uma semana para as eleições recebi um email de um amigo (junto com uma lista enorme de pessoas) em que ele se referia a um instituto de pesquisa que daria empate técnico com Serra ligeiramente à frente.
Achei aquilo estranho, afinal, naquele mesmo dia todos os instituso apontavam uma vitória de Dilma por 10 ou 12 pontos. Vi que o email citava a pesquisa como registrada no TRE e, por falta de detalhes, fui conferir no TRE-MG.
Na verdade, meu objetivo era verificar a veracidade da notícia e ter informações para depois fazer minhas considerações sobre a competência de um instituto que apontava um resultado tão distante do que se configurava e acabou se concretizando como resultado do pleito.
Entrei no TRE-MG e vi que não havia registro. Respondi então ao email do meu amigo dizendo que a pesquisa não estava registrada no TRE-MG e perguntando se não seria no TSE ou outro regional. A réplica do moço foi de "vai tomar no cu" pra baixo.
Não sei se ele repassou a notícia sabendo que era mentira, se achou que o meu questionamento estaria ligado a alguma posição política ou se ele simplesmente não gosta de pensar.
Só sei que essa tem sido uma postura muito comum em quem defende algum tipo de administração. Sabe uma coisa meio "Brasil, ame-o ou deixe-o"? Pois é.
Hoje mesmo recebi um twitter do perfil @TudoporBH que reforça essa postura. Quando se deparam com alguma crítica à administração, não respondem com alguma solução ou admissão de culpa, mas apenas com argumentos como "é maravilhoso servir à nossa capital" e outras baboseiras do gênero.
É impressionante que ainda existam pessoas assim, incapazes de entender que o questionamento e a crítica não significam ódio ou vontade de destruir algo. Às vezes o que se quer com isso é justamente melhorar as coisas ou conhecer o que há por trás do boato.
E assim, vamos fugindo ao debate e nos recolhendo às nossas pequenas e inquestionáveis verdadezinhas pessoais.
Direto na têmpora: She makes me - Queen
Achei aquilo estranho, afinal, naquele mesmo dia todos os instituso apontavam uma vitória de Dilma por 10 ou 12 pontos. Vi que o email citava a pesquisa como registrada no TRE e, por falta de detalhes, fui conferir no TRE-MG.
Na verdade, meu objetivo era verificar a veracidade da notícia e ter informações para depois fazer minhas considerações sobre a competência de um instituto que apontava um resultado tão distante do que se configurava e acabou se concretizando como resultado do pleito.
Entrei no TRE-MG e vi que não havia registro. Respondi então ao email do meu amigo dizendo que a pesquisa não estava registrada no TRE-MG e perguntando se não seria no TSE ou outro regional. A réplica do moço foi de "vai tomar no cu" pra baixo.
Não sei se ele repassou a notícia sabendo que era mentira, se achou que o meu questionamento estaria ligado a alguma posição política ou se ele simplesmente não gosta de pensar.
Só sei que essa tem sido uma postura muito comum em quem defende algum tipo de administração. Sabe uma coisa meio "Brasil, ame-o ou deixe-o"? Pois é.
Hoje mesmo recebi um twitter do perfil @TudoporBH que reforça essa postura. Quando se deparam com alguma crítica à administração, não respondem com alguma solução ou admissão de culpa, mas apenas com argumentos como "é maravilhoso servir à nossa capital" e outras baboseiras do gênero.
É impressionante que ainda existam pessoas assim, incapazes de entender que o questionamento e a crítica não significam ódio ou vontade de destruir algo. Às vezes o que se quer com isso é justamente melhorar as coisas ou conhecer o que há por trás do boato.
E assim, vamos fugindo ao debate e nos recolhendo às nossas pequenas e inquestionáveis verdadezinhas pessoais.
Direto na têmpora: She makes me - Queen
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quinta-feira, novembro 04, 2010
Animações
Hoje eu vasculhei o Vimeo (que até outro dia eu odiava) atrás de referências de animação e achei duas pérolas. Quem tiver saco pra ver não vai se decepcionar. Enjoy!
Direto na têmpora: Supernothing - Gimp
A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.
TODOR & PETRU from CRCR on Vimeo.
Direto na têmpora: Supernothing - Gimp
Médicos, planos de saúde e o meu saco.
Há dois meses agendei uma pequena cirurgia com o dermatologista. Seria para retirar algumas pintas problemáticas na região do pescoço com anestesia local, nada demais.
O procedimento seria amanhã às 16h30 e hoje ao meio-dia a secretária do médico ligou me avisando que ele havia cancelado o contrato com o Bradesco e perguntando se eu gostaria de manter a cirurgia assim mesmo.
Já sabendo da resposta perguntei:
- Sem problema, vai ser de graça, né?
- Não, o convênio não atende mais.
- Isso eu entendi, mas como o procedimento foi marcado há dois meses e só hoje vocês me informaram que não poderia ser feito através do Bradesco, imaginei que até por uma questão ética vocês fariam o procedimento pelo menos com o custo mínimo.
- É... infelizmente, não.
Encerrei com algum tipo de lição de moral em que chamava o médico de antiético, pouco profissional e mercenário, mas tudo com muito bom gosto, é claro.
O fato é que os profissionais de saúde fazem o que bem querem com os pacientes no Brasil. Tempos de espera absurdo nas consultas, exames com hora marcada que atrasam mais de uma hora, cirurgias canceladas sem consulta ou aviso ao cliente, enfim, uma pouca vergonha.
E se você é segurado, pior ainda, porque secretamente o profissional tem ódio de arranjar horário para um pobre coitado como você, sendo que poderia ganhar muito mais recebendo um ricaço que faz no particular.
Mas mesmo passando muita raiva, mesmo querendo dizer o nome do médico aqui e processar o filho de uma gansa até os ovos, ainda me tranquilizo quando penso que poderia ser muito pior. Eu poderia ter que usar o SUS.
Direto na têmpora: You're so dear to me - Breathe Owl Breathe
O procedimento seria amanhã às 16h30 e hoje ao meio-dia a secretária do médico ligou me avisando que ele havia cancelado o contrato com o Bradesco e perguntando se eu gostaria de manter a cirurgia assim mesmo.
Já sabendo da resposta perguntei:
- Sem problema, vai ser de graça, né?
- Não, o convênio não atende mais.
- Isso eu entendi, mas como o procedimento foi marcado há dois meses e só hoje vocês me informaram que não poderia ser feito através do Bradesco, imaginei que até por uma questão ética vocês fariam o procedimento pelo menos com o custo mínimo.
- É... infelizmente, não.
Encerrei com algum tipo de lição de moral em que chamava o médico de antiético, pouco profissional e mercenário, mas tudo com muito bom gosto, é claro.
O fato é que os profissionais de saúde fazem o que bem querem com os pacientes no Brasil. Tempos de espera absurdo nas consultas, exames com hora marcada que atrasam mais de uma hora, cirurgias canceladas sem consulta ou aviso ao cliente, enfim, uma pouca vergonha.
E se você é segurado, pior ainda, porque secretamente o profissional tem ódio de arranjar horário para um pobre coitado como você, sendo que poderia ganhar muito mais recebendo um ricaço que faz no particular.
Mas mesmo passando muita raiva, mesmo querendo dizer o nome do médico aqui e processar o filho de uma gansa até os ovos, ainda me tranquilizo quando penso que poderia ser muito pior. Eu poderia ter que usar o SUS.
Direto na têmpora: You're so dear to me - Breathe Owl Breathe
quarta-feira, novembro 03, 2010
Roupas que vestem a gente por dentro
Eu escrevi, em um dos textos que fiz para o site da bacaníssima loja Gatos Pingados, que "os livros são roupas que vestem a gente por dentro". É o que eu sinto de verdade e, provavelmente por isso, fiquei encantado com a iniciativa da Fundação Itaú Social que está distribuindo 8 milhões de livros.
O processo é genialmente simples. Você acessa este endereço aqui, pede os 4 livros da Coleção Itaú de Livros Infantis e recebe em casa com o compromisso de passar para outras crianças após ler e reler a obra.
Os meus chegaram hoje e estou louco para ler para a Sophia. Como estamos acabando O Pequeno Príncipe (em uma belíssima edição pop-up e com texto integral, da editora Agir), devo demorar ainda um pouquinho para ler os outros, mas a iniciativa do Itaú é de se aplaudir, recomendar e imitar.
Se você ainda não pediu os seus livros, faça-o. Vale muito a pena incentivar o hábito de leitura e ajudar a vestir cada vez mais crianças com roupas bem alegres por dentro.
Direto na têmpora: Ring ring - Sleigh Bells
O processo é genialmente simples. Você acessa este endereço aqui, pede os 4 livros da Coleção Itaú de Livros Infantis e recebe em casa com o compromisso de passar para outras crianças após ler e reler a obra.
Os meus chegaram hoje e estou louco para ler para a Sophia. Como estamos acabando O Pequeno Príncipe (em uma belíssima edição pop-up e com texto integral, da editora Agir), devo demorar ainda um pouquinho para ler os outros, mas a iniciativa do Itaú é de se aplaudir, recomendar e imitar.
Se você ainda não pediu os seus livros, faça-o. Vale muito a pena incentivar o hábito de leitura e ajudar a vestir cada vez mais crianças com roupas bem alegres por dentro.
Direto na têmpora: Ring ring - Sleigh Bells
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Cedezêra solidária do Pastelzinho
Lembram que outro dia falei que ia vender alguns cds? Pois é, muitos já foram, mas vou colocar aqui no Pastelzinho uma lista dos que ainda estão disponíveis.
Eu e Fernanda fizemos uma seleção e cada cd está sendo vendido a dois reais. O dinheiro arrecadado será usado para comprar panetones que serão distribuídos antes do Natal para as crianças da creche Morada Nova, no Morro do Papagaio (favela do Santa Lúcia).
Os comentários podem ser feitos aqui no blog, mas quem tiver interesse em algum cd, por favor, mande a sua escolha para mauriloandreas@gmail.com para que eu consiga saber quem pediu antes em caso de coincidências.
Segue abaixo a lista e muito obrigado.
Belly – King
Bettie Serveert – Dust bunnies
The Drovers – World of monsters
ELO - Time
Fourplay – The best of
Great expectations – trilha Sonora
Heavy – trilha sonora
Kirk Whalum – Colors
Noise Addict – Meet the real you
She’s having a baby – trilha sonora
Tori Amos – Scarlet’s walk
Direto na têmpora: James - Camera Obscura
Eu e Fernanda fizemos uma seleção e cada cd está sendo vendido a dois reais. O dinheiro arrecadado será usado para comprar panetones que serão distribuídos antes do Natal para as crianças da creche Morada Nova, no Morro do Papagaio (favela do Santa Lúcia).
Os comentários podem ser feitos aqui no blog, mas quem tiver interesse em algum cd, por favor, mande a sua escolha para mauriloandreas@gmail.com para que eu consiga saber quem pediu antes em caso de coincidências.
Segue abaixo a lista e muito obrigado.
Belly – King
Bettie Serveert – Dust bunnies
The Drovers – World of monsters
ELO - Time
Fourplay – The best of
Great expectations – trilha Sonora
Heavy – trilha sonora
Kirk Whalum – Colors
Noise Addict – Meet the real you
She’s having a baby – trilha sonora
Tori Amos – Scarlet’s walk
Direto na têmpora: James - Camera Obscura
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Meu Mozart
Quando Sophia ainda era um bebê, dei pra ela um Mozart de pelúcia que tocava Eine Kleine Nachtmusik quando dávamos corda. Uma dessas coisinhas incríveis que a The Unemployed Philosophers Guild faz e que todo mundo deveria conhecer.
A baixinha adorava. Curtia a música, mordia o nariz e os rolinhos de cabelo do pobre Amadeus, enfim, vivia com ele pela casa.
Pois ontem eu mostrei a Marcha Turca pra Sophia e perguntei:
- Gostou dessa música, Sosophie?
- Gostei.
- Ela é bem legal, né?
- É.
- Sabe quem fez essa música? Um moço chamado Mozart.
E ela, com o maior brilho de orgulho nos olhos.
- É mesmo? O MEU Mozart?
O Mozart da Sophia é igual a esse aí, ó.
Direto na têmpora: Swallow my pride - Ramones
A baixinha adorava. Curtia a música, mordia o nariz e os rolinhos de cabelo do pobre Amadeus, enfim, vivia com ele pela casa.
Pois ontem eu mostrei a Marcha Turca pra Sophia e perguntei:
- Gostou dessa música, Sosophie?
- Gostei.
- Ela é bem legal, né?
- É.
- Sabe quem fez essa música? Um moço chamado Mozart.
E ela, com o maior brilho de orgulho nos olhos.
- É mesmo? O MEU Mozart?
O Mozart da Sophia é igual a esse aí, ó.
Direto na têmpora: Swallow my pride - Ramones
segunda-feira, novembro 01, 2010
Poeminhas monstruosos
O monstro com doze olhos espetaculares
Era entre os monstros o que mais sofria
Tinha astigmatismo em cinco globos oculares
E nos outros sete tinha hipermetropia
__//__
Com mais de dez garras bem afiadinhas
O monstro azul era um pavor de criatura
Mas nunca assustou nem as criancinhas
Pois não tinha sequer um centímetro de altura
__//__
Mesmo temido em qualquer lugar que surgia
O gigantesco dragão tinha o olhar preocupado
Em nenhuma caverna o bicharoco cabia
E de tomar tanto sereno, acabou resfriado
Direto na têmpora: Skull - Sebadoh
Era entre os monstros o que mais sofria
Tinha astigmatismo em cinco globos oculares
E nos outros sete tinha hipermetropia
__//__
Com mais de dez garras bem afiadinhas
O monstro azul era um pavor de criatura
Mas nunca assustou nem as criancinhas
Pois não tinha sequer um centímetro de altura
__//__
Mesmo temido em qualquer lugar que surgia
O gigantesco dragão tinha o olhar preocupado
Em nenhuma caverna o bicharoco cabia
E de tomar tanto sereno, acabou resfriado
Direto na têmpora: Skull - Sebadoh
sexta-feira, outubro 29, 2010
Músicas
Na "Sophia e o Vento" eu fiz letra e música (ainda cantei... putz!), enquanto Helder e Luciano da Kundum tocaram e arranjaram. Na "Tubarão" eu fiz a letra e o Marco Aur fez o resto.
Dois clipezinhos pra vocês.
Sophia e o vento
Tubarão
Direto na têmpora: Bomb - J Church
Dois clipezinhos pra vocês.
Sophia e o vento
Tubarão
Direto na têmpora: Bomb - J Church
O besouro e a lagarta
Toda manhã o besouro cascudo passava voando em seu vôo esquisito e via a lagarta feia e peluda se arrastando para chegar até alguma folhinha que ela pudesse devorar inteira.
Ele, que os outros bichos viviam chamando de feio e desajeitado, olhava aquela coisinha verde e rastejante e pensava: "tadinha, se eles me tratam assim por ser tão feioso, imagina o que devem fazer com ela".
E aí, com pena da lagarta, o besouro começou a parar todos os dias para conversar com ela. Ele realmente tinha dó de todo aquele esforço que ela precisava fazer para andar um pouquinho e, como já tinha percebido que ela era um bichinho bem legal, começou a dar carona para a lagarta até as folhas mais verdinhas e gostosas no alto das árvores.
Ela ia grudada naquelas costas duras e ele ia se balançando todo. Aquela dupla de amigos realmente fazia uma dança muito esquisita no ar.
O tempo foi passando, o besouro e a lagarta ficaram cada vez mais próximos. O resto da bicharada, no entanto, ria e falava mal daquela parceria tão estranha entre duas criaturas tão feias e desajeitadas. Quando eles passavam, os insetos mais novos (e até mesmo alguns bem adultos), logo começavam a gritar:
"Lá vai a lagarta verdona
Com o besourão cascudo
Dupla mais esquisitona
Não existe nesse mundo"
Mas sempre que algum deles exagerava, o besourão se enfezava e ia defender a pobre lagartinha. Que aqui ninguém nos ouça, mas ele chegou mesmo a dar umas boas chifradas em um gafanhoto mais atrevido que tentou puxar os pelos da verdinha.
Algum tempo depois, o besouro percebeu que a lagarta andava calada, quietinha, meio afastada de tudo. Até que um dia ela começou a se enrolar num fio fininho, fininho e ficou toda cobertinha, fechadinha, parecendo um pãozinho francês.
O besouro ficou muito procupado. O que será que aquilo queria dizer? Será que sua amiguinha tinha morrido? Será que ela ia ficar lá dentro pra sempre?
Daquele dia em diante, ele não saiu mais do lado daquela trouxinha que um dia tinha sido sua amiga lagarta: afastava insetos curiosos, abria suas asas grossas para protegê-la do vento, limpava o lugar em volta e quando chovia muito, cobria-a com uma folha bem larga.
Uma certa manhã, logo que o sol nasceu, o besouro foi visitar o embrulhinho da sua amiga, mas viu que ele estava rasgado e sem nada lá dentro.
O besourão então chorou, chorou e chorou. Todo aquele cuidado com a amiga não tinha adiantado nada e ele nem teve a chance de se despedir dela.
Mas enquanto ele chorava, sentiu um ventinho gostoso nas suas duras costas cascudas. O que seria aquilo?
Ele então se virou lentamente e deu de cara com uma linda borboleta azul e dourada flutuando bem na sua frente. O besouro ficou maravilhado! Ele nunca tinha visto nada tão lindo em toda a sua vida.
De repente, a borboleta falou:
- Ei, meu amigo, não está me reconhecendo?
O besouro passou as patinhas nos olhos, tentou virar a cabeça, mas não conseguia saber quem era aquela criatura tão linda e nem entender como ela poderia conhecer justo ele, um besourão tão feio.
- Ora, besouro, você que cuidou tão bem de mim agora não sabe mesmo quem eu sou?
O besouro então olhou bem de perto e tomou um susto enorme. Aquele sorriso... aquele sorriso era da lagartinha!
Os dois então se abraçaram e riram e brincaram e ficaram muito felizes. A lagarta, aquela lagartinha feia, tinha virado uma borboleta maravilhosa! E a nova borboleta, feliz com o grande amigo que tinha, disse para todos os insetos que olhavam sem entender aquela dupla tão diferente.
- Meus amigos, então agora vocês todos olham para mim assim, tão admirados? Justo vocês que até outro dia riam e implicavam comigo e com meu amigo besouro? Pois saibam que se vocês me acham bonita hoje, se pensam que eu sou alguém importante, é tudo por causa dele que me defendeu durante todo esse tempo. E, para mim, nesse jardim inteiro, não tem bicho mais bonito e nem amigo mais leal do que o meu querido besouro.
E daquele dia em diante, onde ia a linda borboleta, ia também o besourão cascudo. Só que agora, não havia mais gritos, nem xingamentos e nem confusão. É que todos os insetos aprenderam, vendo aquela amizade tão bonita, que não importa se a gente é bonito ou feio, grande ou pequeno, colorido ou cinza.
O que importa de verdade é o bem que a gente faz pros outros e os amigos que a gente tem.
Direto na têmpora: Backass - Karen O
Ele, que os outros bichos viviam chamando de feio e desajeitado, olhava aquela coisinha verde e rastejante e pensava: "tadinha, se eles me tratam assim por ser tão feioso, imagina o que devem fazer com ela".
E aí, com pena da lagarta, o besouro começou a parar todos os dias para conversar com ela. Ele realmente tinha dó de todo aquele esforço que ela precisava fazer para andar um pouquinho e, como já tinha percebido que ela era um bichinho bem legal, começou a dar carona para a lagarta até as folhas mais verdinhas e gostosas no alto das árvores.
Ela ia grudada naquelas costas duras e ele ia se balançando todo. Aquela dupla de amigos realmente fazia uma dança muito esquisita no ar.
O tempo foi passando, o besouro e a lagarta ficaram cada vez mais próximos. O resto da bicharada, no entanto, ria e falava mal daquela parceria tão estranha entre duas criaturas tão feias e desajeitadas. Quando eles passavam, os insetos mais novos (e até mesmo alguns bem adultos), logo começavam a gritar:
"Lá vai a lagarta verdona
Com o besourão cascudo
Dupla mais esquisitona
Não existe nesse mundo"
Mas sempre que algum deles exagerava, o besourão se enfezava e ia defender a pobre lagartinha. Que aqui ninguém nos ouça, mas ele chegou mesmo a dar umas boas chifradas em um gafanhoto mais atrevido que tentou puxar os pelos da verdinha.
Algum tempo depois, o besouro percebeu que a lagarta andava calada, quietinha, meio afastada de tudo. Até que um dia ela começou a se enrolar num fio fininho, fininho e ficou toda cobertinha, fechadinha, parecendo um pãozinho francês.
O besouro ficou muito procupado. O que será que aquilo queria dizer? Será que sua amiguinha tinha morrido? Será que ela ia ficar lá dentro pra sempre?
Daquele dia em diante, ele não saiu mais do lado daquela trouxinha que um dia tinha sido sua amiga lagarta: afastava insetos curiosos, abria suas asas grossas para protegê-la do vento, limpava o lugar em volta e quando chovia muito, cobria-a com uma folha bem larga.
Uma certa manhã, logo que o sol nasceu, o besouro foi visitar o embrulhinho da sua amiga, mas viu que ele estava rasgado e sem nada lá dentro.
O besourão então chorou, chorou e chorou. Todo aquele cuidado com a amiga não tinha adiantado nada e ele nem teve a chance de se despedir dela.
Mas enquanto ele chorava, sentiu um ventinho gostoso nas suas duras costas cascudas. O que seria aquilo?
Ele então se virou lentamente e deu de cara com uma linda borboleta azul e dourada flutuando bem na sua frente. O besouro ficou maravilhado! Ele nunca tinha visto nada tão lindo em toda a sua vida.
De repente, a borboleta falou:
- Ei, meu amigo, não está me reconhecendo?
O besouro passou as patinhas nos olhos, tentou virar a cabeça, mas não conseguia saber quem era aquela criatura tão linda e nem entender como ela poderia conhecer justo ele, um besourão tão feio.
- Ora, besouro, você que cuidou tão bem de mim agora não sabe mesmo quem eu sou?
O besouro então olhou bem de perto e tomou um susto enorme. Aquele sorriso... aquele sorriso era da lagartinha!
Os dois então se abraçaram e riram e brincaram e ficaram muito felizes. A lagarta, aquela lagartinha feia, tinha virado uma borboleta maravilhosa! E a nova borboleta, feliz com o grande amigo que tinha, disse para todos os insetos que olhavam sem entender aquela dupla tão diferente.
- Meus amigos, então agora vocês todos olham para mim assim, tão admirados? Justo vocês que até outro dia riam e implicavam comigo e com meu amigo besouro? Pois saibam que se vocês me acham bonita hoje, se pensam que eu sou alguém importante, é tudo por causa dele que me defendeu durante todo esse tempo. E, para mim, nesse jardim inteiro, não tem bicho mais bonito e nem amigo mais leal do que o meu querido besouro.
E daquele dia em diante, onde ia a linda borboleta, ia também o besourão cascudo. Só que agora, não havia mais gritos, nem xingamentos e nem confusão. É que todos os insetos aprenderam, vendo aquela amizade tão bonita, que não importa se a gente é bonito ou feio, grande ou pequeno, colorido ou cinza.
O que importa de verdade é o bem que a gente faz pros outros e os amigos que a gente tem.
Direto na têmpora: Backass - Karen O
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quinta-feira, outubro 28, 2010
Palmeira dá...
Ontem estava andando com Fernanda e Sophia quando a pequena olhou para uma árvore e perguntou:
- Papai, essa árvore é um coqueiro?
- Não, Sophia, é uma palmeira.
- Ah, e ela dá pau, né?
Na hora eu ri, mas o raciocínio tá certíssimo: se coqueiro dá coco, palmeira daria o quê?
Direto na têmpora: Your head is on fire - Broken Bells
- Papai, essa árvore é um coqueiro?
- Não, Sophia, é uma palmeira.
- Ah, e ela dá pau, né?
Na hora eu ri, mas o raciocínio tá certíssimo: se coqueiro dá coco, palmeira daria o quê?
Direto na têmpora: Your head is on fire - Broken Bells
Êêêêê meus tempos
Eu sou do tempo em que a gente demorava uma semana ou mais para mandar notícias a alguém por carta e receber uma resposta.
Eu sou do tempo em que ter seios pequenos era uma característica como ter olhos castanhos, não um defeito.
Eu sou do tempo do orelhão de ficha.
Eu sou do tempo em que a gente ficava com a cara torta se pegasse vento depois do banho quente.
Eu sou do tempo em que a gente apanhava dos pais e sabia muito bem o porquê.
Eu sou do tempo em que a gente ia ao cinema com uma menina e só quando saía percebia que tinha ficado meia hora apalpando a ombreira dela.
Eu sou do tempo em que manga com leite matava.
Eu sou do tempo do Mandiopan, do Cremogema e do Biotônico Fontoura com semente de sucupira.
Eu sou do tempo do Guaraná Skol em garrafa.
Eu sou do tempo em que a gente usava um diário para escrever o que ninguém podia ler e não um blog pra todo mundo ler qualquer coisa que a gente escrever.
Direto na têmpora: We are waiters - Bean And The Coat
Eu sou do tempo em que ter seios pequenos era uma característica como ter olhos castanhos, não um defeito.
Eu sou do tempo do orelhão de ficha.
Eu sou do tempo em que a gente ficava com a cara torta se pegasse vento depois do banho quente.
Eu sou do tempo em que a gente apanhava dos pais e sabia muito bem o porquê.
Eu sou do tempo em que a gente ia ao cinema com uma menina e só quando saía percebia que tinha ficado meia hora apalpando a ombreira dela.
Eu sou do tempo em que manga com leite matava.
Eu sou do tempo do Mandiopan, do Cremogema e do Biotônico Fontoura com semente de sucupira.
Eu sou do tempo do Guaraná Skol em garrafa.
Eu sou do tempo em que a gente usava um diário para escrever o que ninguém podia ler e não um blog pra todo mundo ler qualquer coisa que a gente escrever.
Direto na têmpora: We are waiters - Bean And The Coat
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quarta-feira, outubro 27, 2010
Prova isso
Estava conversando com Madame Carmita Almeida e ela se lembrou de como as pessoas do interior têm mais leveza com a tragédia.
No interior, pelo menos em Minas, sempre tem uns casos assim:
- Deca, o Julinho de Neuza levou uma chifrada de vaca e tá todo aberto ali na beira da estrada.
- É mesmo? Noooooossinhora... vou lá ver como é que ele tá.
E pronto, lá se vão as comadres olhar o rapaz agonizante com a maior calma do mundo. É o que eu chamo de dividir o horror.
Sem querer ser preconceituoso (e acho que até já falei disso antes), mas mulheres também têm um pouco disso quando o assunto é comida, por exemplo.
Um homem prova algo ruim e, com toda tranquilidade, exclama:
- Essa merda tá estragada, vou jogar essa porra fora.
Já a mulher costuma seguir outra linha:
- Credo, isso tá horrível... prova aqui, amor, para você ver como está péssimo.
Para as mulheres, dividir o horror também é uma prova de carinho.
Direto na têmpora: Second hand news - Mates of State
No interior, pelo menos em Minas, sempre tem uns casos assim:
- Deca, o Julinho de Neuza levou uma chifrada de vaca e tá todo aberto ali na beira da estrada.
- É mesmo? Noooooossinhora... vou lá ver como é que ele tá.
E pronto, lá se vão as comadres olhar o rapaz agonizante com a maior calma do mundo. É o que eu chamo de dividir o horror.
Sem querer ser preconceituoso (e acho que até já falei disso antes), mas mulheres também têm um pouco disso quando o assunto é comida, por exemplo.
Um homem prova algo ruim e, com toda tranquilidade, exclama:
- Essa merda tá estragada, vou jogar essa porra fora.
Já a mulher costuma seguir outra linha:
- Credo, isso tá horrível... prova aqui, amor, para você ver como está péssimo.
Para as mulheres, dividir o horror também é uma prova de carinho.
Direto na têmpora: Second hand news - Mates of State
Sono
O sono é uma coisa relativa.
Quando eu era pequeno, meu sonho era ficar acordado até meia-noite, mas tinha que ir dormir às 21h.
Depois, veio aquela época em que nada era mais importante do que a noite e a gente ia sem parar até de manhã.
Agora, tô do lado contrário. Tudo o que eu queria era dormir às 21h, mas raramente consigo pregar os olhos antes da meia-noite.
E os dias vão ficando longos, longos...
Direto na têmpora: Straight to hell - The Clash
Quando eu era pequeno, meu sonho era ficar acordado até meia-noite, mas tinha que ir dormir às 21h.
Depois, veio aquela época em que nada era mais importante do que a noite e a gente ia sem parar até de manhã.
Agora, tô do lado contrário. Tudo o que eu queria era dormir às 21h, mas raramente consigo pregar os olhos antes da meia-noite.
E os dias vão ficando longos, longos...
Direto na têmpora: Straight to hell - The Clash
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terça-feira, outubro 26, 2010
Deduções
Sophia ligou para um parente e não foi atendida. Veio então reclamar comigo.
- Papí, a pessoa não me atendeu.
- Uai, Sophia, ela deve estar ocupada, trabalhando.
- É, ou então tá no banheiro fazendo cocô, né?
Direto na têmpora: Uh-Huh - Munchausen by Proxy
- Papí, a pessoa não me atendeu.
- Uai, Sophia, ela deve estar ocupada, trabalhando.
- É, ou então tá no banheiro fazendo cocô, né?
Direto na têmpora: Uh-Huh - Munchausen by Proxy
segunda-feira, outubro 25, 2010
Poeminha reunido
Se você topar comigo em alguma reunião
E notar meu olhar fixo e um sorriso angelical
Não fique pensando que é fruto da minha concentração
É só perda de consciência, é só morte cerebral
Direto na têmpora: Can't get used to losing you - The English Beat
E notar meu olhar fixo e um sorriso angelical
Não fique pensando que é fruto da minha concentração
É só perda de consciência, é só morte cerebral
Direto na têmpora: Can't get used to losing you - The English Beat
Vinis, cds, mp3
Eu sou da época do vinil, aquela bolacha imensa e difícil de carregar. Quando eu ia comprar meus dicos na Rei do Disco em Ipatinga, tinha quase certeza de que ia encontrar o que queria porque eu só tinha acesso às músicas que ouvia na rádio ou via em algum programa de clipes.
Em BH, descobri que as próprias lojas de disco podiam servir como fonte de informação musical. Cogumelo, Hi-Fi, Bob Tostes, Cotec eram lugares que visitávamos para comprar e, principalmente, conhecer sons.
Daí vieram os cds, a Urban Cave apareceu na minha vida e ficou mais fácil levar 20 pepitas pra casa. Vendi todos os meus LPs e remontei meus arquivos só com as bolachitas pequeninas.
Agora, com quase tudo em mp3, vou fazer um saldão de 230 cds e liberar boa parte do meu armário para alguma outra coisa. Em breve devo fazer a promoção aqui, mas importante mesmo é dizer que eu acho muito bacana essa onda do "have everything, own nothing".
Acesso para mim é a palavra chave e eu vou me desapegando cada vez mais de estantes cheias e curtindo o quanto é legal ter as coisas à disposição sem ter que colocar uma coleira nelas.
Direto na têmpora: On our minds - The Litter
Em BH, descobri que as próprias lojas de disco podiam servir como fonte de informação musical. Cogumelo, Hi-Fi, Bob Tostes, Cotec eram lugares que visitávamos para comprar e, principalmente, conhecer sons.
Daí vieram os cds, a Urban Cave apareceu na minha vida e ficou mais fácil levar 20 pepitas pra casa. Vendi todos os meus LPs e remontei meus arquivos só com as bolachitas pequeninas.
Agora, com quase tudo em mp3, vou fazer um saldão de 230 cds e liberar boa parte do meu armário para alguma outra coisa. Em breve devo fazer a promoção aqui, mas importante mesmo é dizer que eu acho muito bacana essa onda do "have everything, own nothing".
Acesso para mim é a palavra chave e eu vou me desapegando cada vez mais de estantes cheias e curtindo o quanto é legal ter as coisas à disposição sem ter que colocar uma coleira nelas.
Direto na têmpora: On our minds - The Litter
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sexta-feira, outubro 22, 2010
Poeminha azarado
No meio da rua parado
O rapaz resolveu rezar
Já estava desesperado
Não podia mais suportar
O azar do mancebo era coisa horrorosa
Seja no emprego, no jogo ou namoro
Quando foi ordenhar a vaquinha mimosa
Com a mão descobriu que o bicho era um touro
Olhou para o céu o pobre infeliz
Pedindo um milagre com fé verdadeira
Mas levou um cocô de pardal no nariz
E ainda roubaram a sua carteira
Direto na têmpora: Say hello, wave goodbye - Soft Cell
O rapaz resolveu rezar
Já estava desesperado
Não podia mais suportar
O azar do mancebo era coisa horrorosa
Seja no emprego, no jogo ou namoro
Quando foi ordenhar a vaquinha mimosa
Com a mão descobriu que o bicho era um touro
Olhou para o céu o pobre infeliz
Pedindo um milagre com fé verdadeira
Mas levou um cocô de pardal no nariz
E ainda roubaram a sua carteira
Direto na têmpora: Say hello, wave goodbye - Soft Cell
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Curativos
Cortei o dedo em um livro e fui procurar um curativo em casa. Descobri que, graças a Sophia, só tínhamos adesivos temáticos da Hello Kitty ou Princesas Disney em casa.
Resultado? Se você não consegue ver, essa aí no meu dedo é a Branca de Neve.
Direto na têmpora: Lust - Suburban Rhythm
Resultado? Se você não consegue ver, essa aí no meu dedo é a Branca de Neve.
Direto na têmpora: Lust - Suburban Rhythm
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quinta-feira, outubro 21, 2010
Porque eu acho que (não) vale tudo na política
Estava em uma cidade do interior fazendo campanha para um candidato à prefeitura quando recebemos o telefonema. Um câmera da nossa equipe tinha flagrado distribuição de gasolina para a população por parte do nosso adversário e havia sido ameaçado por militantes, tendo que se afastar.
O rapaz pedia orientações e aguardava em um local seguro, a alguma distância do posto de gasolina.
Um figurão da política de Minas Gerais, inclusive com atuação em Brasília por muito anos então sentenciou:
- Manda ele ir.
Eu contra-argumentei que o rapaz poderia se machucar ou até coisa pior e tive que ouvir o absurdo.
- Melhor. A gente deixa ele apanhar um pouco e depois manda a polícia pra tirar ele. Aí fica tudo gravado.
Nessa hora eu chamei nosso candidato a prefeito de lado e argumentei.
- Olha, ganhando ou perdendo, essa eleição passa e você continua vivendo aqui com sua mulher, com seus filhos, com seu estabelecimento. O rapaz tem família, não vale a pena essa sujeira pra ser eleito.
Resolveu-se que seria feita uma denúncia à justiça eleitoral, enviada a polícia ao local e uma equipe de segurança para proteger o câmera que continuaria a uma distância segura.
A denúncia não deu em nada, mas nosso "prefeito" foi eleito e, espero, manteve a consciência limpa.
Ontem houve confronto em uma caminhada de Serra no Rio de Janeiro. Houve tumulto, confusão e a notícia que recebi foi de que Serra havia sido agredido.
Não voto em Serra (ou em Dilma), mas achei um absurdo, um ato de desrespeito à democracia e que mostra a falta de preparo do brasileiro para o debate e uma tremenda incapacidade de conviver com a discordância.
No entanto, hoje o meu amigo Zé Álvaro me mostrou um vídeo do SBT sobre a confusão. A postura dos partidários de Dilma foi deplorável, mas não menos feio foi o que Serra fez.
O filme mostra o que parece ser uma bolinha de papel atingindo Serra e o candidato seguindo em frente normalmente, sem nenhum problema. 20 minutos depois, ele recebe uma ligação e começa a sofrer instantaneamente de fortes dores, náusea e tonteiras.
O PSDB divulgou nota dizendo que Serra foi atingido por um objeto pesado, o que contraria o vídeo e o médico não constatou nenhum ferimento local, mas ainda assim concede que as náuseas podem ter sido causadas pelo impacto.
É vale-tudo em dose dupla.
Vale-tudo de quem acha legítimo o confronto físico, a intimidação e a tentativa de agredir Serra, não apenas, mas inclusive com uma bolinha de papel.
Vale-tudo de quem acha legítimo mentir e simular uma situação apenas para desmoralizar a "turma da Dilma", sem perceber que algumas vezes esse tipo de impostura prejudica mais o impostor do que quem quer que seja.
Para mim, mais um argumento em favor da minha decisão de anular meu voto.
O vídeo do acontecido. Prato cheio pra quem gosta de sentir vergonha alheia.
Direto na têmpora: Things - Split Enz
O rapaz pedia orientações e aguardava em um local seguro, a alguma distância do posto de gasolina.
Um figurão da política de Minas Gerais, inclusive com atuação em Brasília por muito anos então sentenciou:
- Manda ele ir.
Eu contra-argumentei que o rapaz poderia se machucar ou até coisa pior e tive que ouvir o absurdo.
- Melhor. A gente deixa ele apanhar um pouco e depois manda a polícia pra tirar ele. Aí fica tudo gravado.
Nessa hora eu chamei nosso candidato a prefeito de lado e argumentei.
- Olha, ganhando ou perdendo, essa eleição passa e você continua vivendo aqui com sua mulher, com seus filhos, com seu estabelecimento. O rapaz tem família, não vale a pena essa sujeira pra ser eleito.
Resolveu-se que seria feita uma denúncia à justiça eleitoral, enviada a polícia ao local e uma equipe de segurança para proteger o câmera que continuaria a uma distância segura.
A denúncia não deu em nada, mas nosso "prefeito" foi eleito e, espero, manteve a consciência limpa.
Ontem houve confronto em uma caminhada de Serra no Rio de Janeiro. Houve tumulto, confusão e a notícia que recebi foi de que Serra havia sido agredido.
Não voto em Serra (ou em Dilma), mas achei um absurdo, um ato de desrespeito à democracia e que mostra a falta de preparo do brasileiro para o debate e uma tremenda incapacidade de conviver com a discordância.
No entanto, hoje o meu amigo Zé Álvaro me mostrou um vídeo do SBT sobre a confusão. A postura dos partidários de Dilma foi deplorável, mas não menos feio foi o que Serra fez.
O filme mostra o que parece ser uma bolinha de papel atingindo Serra e o candidato seguindo em frente normalmente, sem nenhum problema. 20 minutos depois, ele recebe uma ligação e começa a sofrer instantaneamente de fortes dores, náusea e tonteiras.
O PSDB divulgou nota dizendo que Serra foi atingido por um objeto pesado, o que contraria o vídeo e o médico não constatou nenhum ferimento local, mas ainda assim concede que as náuseas podem ter sido causadas pelo impacto.
É vale-tudo em dose dupla.
Vale-tudo de quem acha legítimo o confronto físico, a intimidação e a tentativa de agredir Serra, não apenas, mas inclusive com uma bolinha de papel.
Vale-tudo de quem acha legítimo mentir e simular uma situação apenas para desmoralizar a "turma da Dilma", sem perceber que algumas vezes esse tipo de impostura prejudica mais o impostor do que quem quer que seja.
Para mim, mais um argumento em favor da minha decisão de anular meu voto.
O vídeo do acontecido. Prato cheio pra quem gosta de sentir vergonha alheia.
Direto na têmpora: Things - Split Enz
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quarta-feira, outubro 20, 2010
O meu grandissíssimo obrigado
Eu e Sophia entregamos hoje a última remessa de brinquedos na creche Morada Nova. Foram dois porta-mals de Fiesta sedan com brinquedos usados e novos, grandes e pequenos, para bebês e crianças maiores, para meninos e meninas.
Agora, tenho apenas duas unidades de Estranhas Histórias no meu estoque e para comprar os livros, só mesmo nas livrarias.
A vocês todos que compraram os livros, que indicaram e que torceram, muito obrigado. Muito obrigado mesmo. É um prazer saber que ainda tem tanta gente disposta a ajudar nesse mundo.
Direto na têmpora: Tenement Funster - Queen
Agora, tenho apenas duas unidades de Estranhas Histórias no meu estoque e para comprar os livros, só mesmo nas livrarias.
A vocês todos que compraram os livros, que indicaram e que torceram, muito obrigado. Muito obrigado mesmo. É um prazer saber que ainda tem tanta gente disposta a ajudar nesse mundo.
Direto na têmpora: Tenement Funster - Queen
terça-feira, outubro 19, 2010
Poeminha descalço
Sentir a grama nos pés
Fremir com o doce contato
E saber no fundo da alma
Que o que dá chulé é sapato
Direto na têmpora: In for the kill - La Roux
Fremir com o doce contato
E saber no fundo da alma
Que o que dá chulé é sapato
Direto na têmpora: In for the kill - La Roux
A música que cura
Quem lê isso aqui há mais tempo sabe que Blackbird dos Beatles é a música que eu canto pra Sophia desde que ela estava na barriga da mãe. Ela sempre se conforta e fica mais calma quando me ouve cantando essa música.
Pois ontem, Fernanda foi colocar Sophia para dormir e pediu.
- Sophia, vamos dormir rapidinho hoje? A mamãe tá cansada, tá triste, aí a gente dorme rapidinho, tá?
- Por que você tá assim, mamãe?
- É que a mamãe tá dormindo pouco e trabalhando demais, viu, filha?
- Tá bom.
Aí ela fechou os olhinhos e, bem baixinho, começou a cantar o Blackbird para a mãe dela.
I just love my girls.
Direto na têmpora: I want the world to stop - Belle & Sebastian
Pois ontem, Fernanda foi colocar Sophia para dormir e pediu.
- Sophia, vamos dormir rapidinho hoje? A mamãe tá cansada, tá triste, aí a gente dorme rapidinho, tá?
- Por que você tá assim, mamãe?
- É que a mamãe tá dormindo pouco e trabalhando demais, viu, filha?
- Tá bom.
Aí ela fechou os olhinhos e, bem baixinho, começou a cantar o Blackbird para a mãe dela.
I just love my girls.
Direto na têmpora: I want the world to stop - Belle & Sebastian
segunda-feira, outubro 18, 2010
A menina sem nada
Estava andando de bicicleta com a Sophia e sentamos pra tomar um suco perto de uma pet shop.
Bem na frente da loja tinha um cachorrinho para doação e a baixinha ficou simplesmente encantada. Chegava perto, cantava pro bichinho e de repente pediu pra sussurrar algo em meu ouvido.
- Papai, aquele cachorrinho tá muito triste, posso levar ele pra casa?
- Ô, Sophia, não dá. A gente precisa de um lugar pra ele, de comprar comidinha, casinha, de arrumar um monte de coisas. Ano que vem o papai promete que dá um pra você.
Ela então explode em um choro descontrolado e, em certo momento, volta sua fúria contra mim.
- Você não vai me dar o cachorrinho ano que vem porque você nunca me dá nada.
- Que mentira, Sophia, você ganha tantas coisas...
- É, mas você não quer me dar um cachorrinho. E nem quer me dar um irmãozinho!
Foi bem nessa hora que tive que dar razão pra garota. Cachorrinho é bem provável, mas irmãozinho não vai rolar mesmo não.
Direto na têmpora: Season of the witch - Donovan
Bem na frente da loja tinha um cachorrinho para doação e a baixinha ficou simplesmente encantada. Chegava perto, cantava pro bichinho e de repente pediu pra sussurrar algo em meu ouvido.
- Papai, aquele cachorrinho tá muito triste, posso levar ele pra casa?
- Ô, Sophia, não dá. A gente precisa de um lugar pra ele, de comprar comidinha, casinha, de arrumar um monte de coisas. Ano que vem o papai promete que dá um pra você.
Ela então explode em um choro descontrolado e, em certo momento, volta sua fúria contra mim.
- Você não vai me dar o cachorrinho ano que vem porque você nunca me dá nada.
- Que mentira, Sophia, você ganha tantas coisas...
- É, mas você não quer me dar um cachorrinho. E nem quer me dar um irmãozinho!
Foi bem nessa hora que tive que dar razão pra garota. Cachorrinho é bem provável, mas irmãozinho não vai rolar mesmo não.
Direto na têmpora: Season of the witch - Donovan
domingo, outubro 17, 2010
Cielito lindo
Um dia estudando com cuidado o infinito
O jovem astrônomo entendeu um sinal
Já sabia que o céu era muito bonito
Mas sacou que também era homossexual
Não é que ele fosse preconceituoso
Deus nos livre de uma falha tão pavorosa
Mas perceba que a lua é o astro famoso
Enquanto que o sol é a estrela fogosa
Direto na têmpora: Your hand in mine - Explosions In The Sky
O jovem astrônomo entendeu um sinal
Já sabia que o céu era muito bonito
Mas sacou que também era homossexual
Não é que ele fosse preconceituoso
Deus nos livre de uma falha tão pavorosa
Mas perceba que a lua é o astro famoso
Enquanto que o sol é a estrela fogosa
Direto na têmpora: Your hand in mine - Explosions In The Sky
sábado, outubro 16, 2010
Meu irmão, o mendigo
Essa foi do meu sobrinho Samuel, acostumado a pedir balas, brinquedos, doces e ouvir do pai sempre a mesma resposta "poxa, filho, agora papai não tem dinheiro".
Hoje, um pouco mais cedo, meu pai pergunta ao pequeno:
- Samuca, você já foi ao Parque Guanabara?
- Não.
- Não!? Uai, mas por quê?
E ele, conformado:
- Porque meu pai não tem dinheiro...
Direto na têmpora: Show me the light - Mystery Jets
Hoje, um pouco mais cedo, meu pai pergunta ao pequeno:
- Samuca, você já foi ao Parque Guanabara?
- Não.
- Não!? Uai, mas por quê?
E ele, conformado:
- Porque meu pai não tem dinheiro...
Direto na têmpora: Show me the light - Mystery Jets
sexta-feira, outubro 15, 2010
Poeira
Do pó vieste, ao pó retornarás. E, como poeira, irá sentir sobre ti os pés novos que aprendem a caminhar, tocar a face dos que correm sem saber aonde chegar, servir de pouso aos que caem e já não podem levantar.
Ao pó retornarás e ainda assim serás parte da vida, útil de um novo modo, presente como o menor grão.
Existirás, simplesmente existirás, e surpreso perceberás que apenas isso te basta.
Direto na têmpora: Boys will be boys - Goldfrapp
Ao pó retornarás e ainda assim serás parte da vida, útil de um novo modo, presente como o menor grão.
Existirás, simplesmente existirás, e surpreso perceberás que apenas isso te basta.
Direto na têmpora: Boys will be boys - Goldfrapp
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devaneios
quinta-feira, outubro 14, 2010
97 anos
Às vezes a morte é apenas uma formalidade que a vida impõe.
Minha avó Geralda morreu há cerca de 3 horas, aos 97 anos, mas nos últimos dias já não era a minha avó.
Já não era a senhora que comia suspiros com a boca mais boa e fazia a massa de pão de queijo com as próprias mãos.
Já não era a senhora de memória prodigiosa e de uma vaidade doce, beirando a adolescência.
Já não era a senhora que me contava casos e conversava horas e horas sobre qualquer assunto.
Já não era sequer a senhora que, mesmo cega, acompanhava a novela e adorava rir do mal feito.
Não sei o que penso da morte e do que acontece quando nosso corpo já não pode mais continuar. Não sei no que acredito, mas sei o que Dona Geralda merece, e se existe realmente um Deus ela está agora no meio de uma daquelas risadas que a faziam se curvar de tanta alegria.
E, caramba, como eu sinto saudades.
PS - Em janeiro de 2010 eu contei um pouco da história da minha avó Geralda no Pastelzinho. Foi ela mesma quem me ditou e se você quiser ler, está aqui.
Direto na têmpora: Juicy - Better Than Ezra
Minha avó Geralda morreu há cerca de 3 horas, aos 97 anos, mas nos últimos dias já não era a minha avó.
Já não era a senhora que comia suspiros com a boca mais boa e fazia a massa de pão de queijo com as próprias mãos.
Já não era a senhora de memória prodigiosa e de uma vaidade doce, beirando a adolescência.
Já não era a senhora que me contava casos e conversava horas e horas sobre qualquer assunto.
Já não era sequer a senhora que, mesmo cega, acompanhava a novela e adorava rir do mal feito.
Não sei o que penso da morte e do que acontece quando nosso corpo já não pode mais continuar. Não sei no que acredito, mas sei o que Dona Geralda merece, e se existe realmente um Deus ela está agora no meio de uma daquelas risadas que a faziam se curvar de tanta alegria.
E, caramba, como eu sinto saudades.
PS - Em janeiro de 2010 eu contei um pouco da história da minha avó Geralda no Pastelzinho. Foi ela mesma quem me ditou e se você quiser ler, está aqui.
Direto na têmpora: Juicy - Better Than Ezra
quarta-feira, outubro 13, 2010
Bebês e babás
- Sophia, você quer ter um irmãozinho?
- Quero, mas minha mãe não deixa.
- Ah, é? Por quê?
- Porque com mais uma criança lá em casa a minha babá não ia dar conta, uai.
Direto na têmpora: R U Still in 2 it? - Mogwai
- Quero, mas minha mãe não deixa.
- Ah, é? Por quê?
- Porque com mais uma criança lá em casa a minha babá não ia dar conta, uai.
Direto na têmpora: R U Still in 2 it? - Mogwai
segunda-feira, outubro 11, 2010
Nessas terras frias tem algo de bom
O frio de Ouro Preto é bom pra comer chocolate, é bom pra andar pelas ruas mesmo com a cidade cheia, é bom pra entrar em bares, é bom pra rever amigos, é bom pra curtir família.
O frio de Ouro Preto é bom pra quase tudo, de pizza a uma boa noitada. De festa em república a filme alugado em casa. De uma boa soneca a uma noite virada.
O frio de Ouro Preto só não é bom pra uma coisa: tomar banho. Com um frio desses, minha gente, tomar banho é quase um martírio.
Direto na têmpora: All I want for Christmas - Joss Stone
O frio de Ouro Preto é bom pra quase tudo, de pizza a uma boa noitada. De festa em república a filme alugado em casa. De uma boa soneca a uma noite virada.
O frio de Ouro Preto só não é bom pra uma coisa: tomar banho. Com um frio desses, minha gente, tomar banho é quase um martírio.
Direto na têmpora: All I want for Christmas - Joss Stone
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Ouro Preto
sexta-feira, outubro 08, 2010
Meus presentes para o Dia das Crianças
Como segunda eu não sei se vou postar, seguem três presentinhos para todos vocês, crianças sempre.
Direto na têmpora: Sex and Drugs and Rock and Roll - Ian Dury and the Blockheads
FLUFFY MC CLOUD from conorfinnegan on Vimeo.
Death Buy Lemonade from Cartoon Brew TV on Vimeo.
Cabriole from Leosipe on Vimeo.
Direto na têmpora: Sex and Drugs and Rock and Roll - Ian Dury and the Blockheads
quinta-feira, outubro 07, 2010
Sophia no oftalmologista
Sophia foi ao oftalmologista, fez os testes e o médico detectou 0,5 grau de hipermetropia.
- Isso aí deve regredir com a idade, então nem se preocupe. Volte daqui a seis meses e a gente vê como evolui.
- Ótimo, então sem óculos?
- Isso. Óculos agora é bobagem. Vamos esperar.
Sophia então chega no meu ouvido e sussurra.
- Papai, eu não vou precisar usar óculos?
- Não, filhinha, que bom, né?
- Não... eu queria óculos...
E lá vou eu, semana que vem, fazer um óculos com 0,5 grau de hipermetropia pra baixinha porque ela acha óculos muito legal. Suspiro...
Direto na têmpora: Not about love - Fiona Apple
- Isso aí deve regredir com a idade, então nem se preocupe. Volte daqui a seis meses e a gente vê como evolui.
- Ótimo, então sem óculos?
- Isso. Óculos agora é bobagem. Vamos esperar.
Sophia então chega no meu ouvido e sussurra.
- Papai, eu não vou precisar usar óculos?
- Não, filhinha, que bom, né?
- Não... eu queria óculos...
E lá vou eu, semana que vem, fazer um óculos com 0,5 grau de hipermetropia pra baixinha porque ela acha óculos muito legal. Suspiro...
Direto na têmpora: Not about love - Fiona Apple
quarta-feira, outubro 06, 2010
Poemete à incompetência
Em cada rua ou avenida
Em cada esquina da nossa cidade
Existe um coitado fulo da vida
Por causa de uma certa entidade
Achamos que todos iriam sumir
Quando perderam o poder da multa
Mas parece que nunca irão desistir
É assim que agem os filhos da luta
Distribuem placas a granel
E agem de um jeito até vingativo
Ao nos punirem de um modo cruel
Com duas horas no rotativo
E seguem assim, metendo a mão
Sem ligar se fazem o bem ou o mal
O que eles querem mesmo é achar solução
Para garantir uma grana legal no Natal
Direto na têmpora: Cry, cry - Mazzy Star
Em cada esquina da nossa cidade
Existe um coitado fulo da vida
Por causa de uma certa entidade
Achamos que todos iriam sumir
Quando perderam o poder da multa
Mas parece que nunca irão desistir
É assim que agem os filhos da luta
Distribuem placas a granel
E agem de um jeito até vingativo
Ao nos punirem de um modo cruel
Com duas horas no rotativo
E seguem assim, metendo a mão
Sem ligar se fazem o bem ou o mal
O que eles querem mesmo é achar solução
Para garantir uma grana legal no Natal
Direto na têmpora: Cry, cry - Mazzy Star
BHTrans empresa maldita OU só pode ser de sacanagem
A TOM fica em uma região essencialmente residencial e de escritórios comerciais. As lojas e serviços de atendimento ao público são exceção e com localização bem definida.
Ainda assim, a BHTrans resolveu que colocar estacionamento rotativo por toda região seria uma puta ideia. Afinal, para quem passa horas procurando vaga, o estacionamento de 5 horas seria a solução perfeita.
Na verdade, isso é apenas mais uma estupidez como todas as outras que o braço mais incompetente da PBH costuma fazer. É apenas mais uma forma de arrecadação que não beneficia ninguém além da própria BHTrans.
Estacionar de 9h às 12h e das 14h às 19 já o hábito de 80% daqueles que param seus carros na região e colocar o rotativo de 5 horas não altera essa demanda, não gera mais vagas e apenas prejudica quem trabalha na região.
Ontem eu fiquei com dúvidas se a BHTrans agia com má intenção ou por pura incompetência, mas passo a concordar com aqueles que comentaram essa minha observação: é uma mistura dos dois.
E agora, como a BHTrans não pode mais multar, a necessidade de arrecadação fica ainda maior. Resultado? Sobra para quem trabalha.
Direto na têmpora: The '59 sound - The Gaslight Anthem
Ainda assim, a BHTrans resolveu que colocar estacionamento rotativo por toda região seria uma puta ideia. Afinal, para quem passa horas procurando vaga, o estacionamento de 5 horas seria a solução perfeita.
Na verdade, isso é apenas mais uma estupidez como todas as outras que o braço mais incompetente da PBH costuma fazer. É apenas mais uma forma de arrecadação que não beneficia ninguém além da própria BHTrans.
Estacionar de 9h às 12h e das 14h às 19 já o hábito de 80% daqueles que param seus carros na região e colocar o rotativo de 5 horas não altera essa demanda, não gera mais vagas e apenas prejudica quem trabalha na região.
Ontem eu fiquei com dúvidas se a BHTrans agia com má intenção ou por pura incompetência, mas passo a concordar com aqueles que comentaram essa minha observação: é uma mistura dos dois.
E agora, como a BHTrans não pode mais multar, a necessidade de arrecadação fica ainda maior. Resultado? Sobra para quem trabalha.
Direto na têmpora: The '59 sound - The Gaslight Anthem
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terça-feira, outubro 05, 2010
Gente que a gente encontra aqui
Por causa de um post meu, recebi um contato da Eloísa Muzzetti, uma graça de pessoa, muitíssimo educada e que divide sobrenome com a Sophia e meu pai.
Tentamos descobrir antepassados comuns mas concluímos que, se há parentesco, é coisa de séculos atrás.
Aí ontem a Eloísa me manda um email com fotos muito bacanas da região da Itália onde a família se originou e me parabeniza pelo fato de eu fazer pastéis (uma confusão que me fez rir bastante,confesso).
Ah, Eloísa, são apenas pastéis literários e bloguísticos, mas que com pessoas como você ganham um recheio muito melhor.
Direto na têmpora: Success - Iggy Pop
Tentamos descobrir antepassados comuns mas concluímos que, se há parentesco, é coisa de séculos atrás.
Aí ontem a Eloísa me manda um email com fotos muito bacanas da região da Itália onde a família se originou e me parabeniza pelo fato de eu fazer pastéis (uma confusão que me fez rir bastante,confesso).
Ah, Eloísa, são apenas pastéis literários e bloguísticos, mas que com pessoas como você ganham um recheio muito melhor.
Direto na têmpora: Success - Iggy Pop
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segunda-feira, outubro 04, 2010
Ostra
A ostra por fora é um bicho feinho
É tímida, quieta e vive escondida
Mas basta que ela engula um grãozinho
Pra fazer uma pérola e ficar convencida
Direto na têmpora: The racing rats - Editors
É tímida, quieta e vive escondida
Mas basta que ela engula um grãozinho
Pra fazer uma pérola e ficar convencida
Direto na têmpora: The racing rats - Editors
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rimarinhas
Roubando o tio Seth
Começo o dia e a semana roubando um texto do Seth Godin que achei primoroso. Enjoy!
Demonstrating strength
Apologize
Defer to others
Avoid shortcuts
Tell the truth
Offer kindness
Seek alliances
Volunteer to take the short straw
Choose the long-term, sacrificing the short
Demonstrate respect to all, not just the obviously strong
Share credit and be public in your gratitude
Risking the appearance of weakness takes strength. And the market knows it.
Direto na têmpora: Pattern recognition - Sonic Youth
Demonstrating strength
Apologize
Defer to others
Avoid shortcuts
Tell the truth
Offer kindness
Seek alliances
Volunteer to take the short straw
Choose the long-term, sacrificing the short
Demonstrate respect to all, not just the obviously strong
Share credit and be public in your gratitude
Risking the appearance of weakness takes strength. And the market knows it.
Direto na têmpora: Pattern recognition - Sonic Youth
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seth godin
sexta-feira, outubro 01, 2010
Historinha real de uma sexta-feira comum
Passei na lanchonete pra comprar uma Coca Cola Zero e ouvi o seguinte diálogo:
- Tem biscoito frito?
- Tem, mas nosso biscoito frito é assado.
Direto na têmpora: Super Theory of Super Everything - Gogol Bordello
- Tem biscoito frito?
- Tem, mas nosso biscoito frito é assado.
Direto na têmpora: Super Theory of Super Everything - Gogol Bordello
quinta-feira, setembro 30, 2010
Deixando um rastro
A gente quer ter filhos pra deixar um rastro. Quer fazer um blog pra deixar um rastro. Quer plantar uma árvore, escrever um livro e fazer uma revolução não pelo hoje, mas pelo amanhã.
Não ser notado é o pior castigo e ninguém quer ser esquecido. Queremos ser eternos para ser amados sem-fim, através do tempo, por algum outro que nem nos conheceu.
Todo homem quer deixar seu rastro. E às vezes até se perde por isso.
Direto na têmpora: Lullaby haze - Mates of State
Não ser notado é o pior castigo e ninguém quer ser esquecido. Queremos ser eternos para ser amados sem-fim, através do tempo, por algum outro que nem nos conheceu.
Todo homem quer deixar seu rastro. E às vezes até se perde por isso.
Direto na têmpora: Lullaby haze - Mates of State
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quarta-feira, setembro 29, 2010
Relógio
Está morto mais um dia e com ele jazem umas poucas esperanças e outros tantos afazeres. Morto mais um dia (e assim já é menos um) que não ressucitará jamais, seu peso inútil perdido para sempre em alguma dobra do espaço.
Nessa tragédia anunciada só há vítimas e nenhum algoz. Fomos nós que perdemos a chance, fomos nós que deixamos passar, fomos nós que escolhemos o caminho que ia dar no muro.
Está morto mais um dia. E que não morra com ele o melhor e o resto de nós que ainda escapou ao último.
Direto na têmpora: Wash the day - TV On The Radio
Nessa tragédia anunciada só há vítimas e nenhum algoz. Fomos nós que perdemos a chance, fomos nós que deixamos passar, fomos nós que escolhemos o caminho que ia dar no muro.
Está morto mais um dia. E que não morra com ele o melhor e o resto de nós que ainda escapou ao último.
Direto na têmpora: Wash the day - TV On The Radio
terça-feira, setembro 28, 2010
A chuva e os cavaletes
Chove em Belo Horizonte e seja bem-vinda a chuva que desmancha os cavaletes que invadem canteiros e enchem nossos olhos de feiúra e promessas falsas.
Fica ali, aquele papel encharcado, aquela papa de uma personalidade inventada escorrendo pela sarjeta.
O elefante tosco ensopado, o plástico desmelinguido, mais uma campanha que passa, os mesmos 30% de "renovação". Os mesmos interesses com novas caras ou não.
E eu nem deveria escrever isso, porque eu trabalho com marketing político também e sei que existe gente boa e séria por aí, fazendo a coisa direito e convencendo pelo trabalhos, mas cavalete é foda, meu irmão. Todo esse lixo colorido que nos entope as ruas sem mostrar uma proposta, sem contar uma história, só sujando e massacrando para ver se convence alguém na base da pressão.
E contando com a ignorância de muitos, elegem-se alguns. Mas isso a chuva não lava.
Direto na têmpora: Vampire - Sebadoh
Fica ali, aquele papel encharcado, aquela papa de uma personalidade inventada escorrendo pela sarjeta.
O elefante tosco ensopado, o plástico desmelinguido, mais uma campanha que passa, os mesmos 30% de "renovação". Os mesmos interesses com novas caras ou não.
E eu nem deveria escrever isso, porque eu trabalho com marketing político também e sei que existe gente boa e séria por aí, fazendo a coisa direito e convencendo pelo trabalhos, mas cavalete é foda, meu irmão. Todo esse lixo colorido que nos entope as ruas sem mostrar uma proposta, sem contar uma história, só sujando e massacrando para ver se convence alguém na base da pressão.
E contando com a ignorância de muitos, elegem-se alguns. Mas isso a chuva não lava.
Direto na têmpora: Vampire - Sebadoh
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segunda-feira, setembro 27, 2010
Minutos de Sophia
Lá vai ela imitando cachorro, disciplinando a boneca e dizendo que aquela música que eu amo deveria chamar música das estrelinhas.
Lá vai ela armando um namoro entre a Kaa e o Randolph, imitando a Rainha da Noite e querendo ser a princesa minhoca na Festa da Primavera.
Lá vai ela me ensinando a diferença entre maçã e berinjela, explicando quem brinca e quem não brinca com ela, descobrindo os fuscas na rua.
Lá vai ela querendo que eu traduza Zooey, chamando Tom Waits de "Finkle", querendo juntar moedinhas para visitar Nova Iorque.
Lá vai ela rindo o seu riso, sonhando o seu mundo, fazendo o seu jeito e achando que o nome da vaca do desenho é Tussa.
Lá vai ela me sophiando o dia e lá vou eu atrás, correndo como menino.
Direto na têmpora: Time to take out the trash - Brad Sucks
Lá vai ela armando um namoro entre a Kaa e o Randolph, imitando a Rainha da Noite e querendo ser a princesa minhoca na Festa da Primavera.
Lá vai ela me ensinando a diferença entre maçã e berinjela, explicando quem brinca e quem não brinca com ela, descobrindo os fuscas na rua.
Lá vai ela querendo que eu traduza Zooey, chamando Tom Waits de "Finkle", querendo juntar moedinhas para visitar Nova Iorque.
Lá vai ela rindo o seu riso, sonhando o seu mundo, fazendo o seu jeito e achando que o nome da vaca do desenho é Tussa.
Lá vai ela me sophiando o dia e lá vou eu atrás, correndo como menino.
Direto na têmpora: Time to take out the trash - Brad Sucks
Medos complexos
Sei lá porque, um dia desses comecei a cantar a música da Kaa (veja Mogli, o Menino Lobo) e Sophia ficou simplesmente irada.
- Venha a mim... e só a mim...
- Para, papai! Eu tinha medo da Kaa porque ela olhava pro Mogli e aí o olho dela rodava assim e aí eu parei de ter medo e aí você fica cantando a música dela e aí eu vou ter medo de novo e a culpa vai ser sua!
- Filha, mas não precisa ter med...
- A culpa vai ser sua, pai!
Achei melhor ficar quieto. Deixa a menina com os medos dela, né não?
Direto na têmpora: Don't go quietly - The Society of Poor Academics
- Venha a mim... e só a mim...
- Para, papai! Eu tinha medo da Kaa porque ela olhava pro Mogli e aí o olho dela rodava assim e aí eu parei de ter medo e aí você fica cantando a música dela e aí eu vou ter medo de novo e a culpa vai ser sua!
- Filha, mas não precisa ter med...
- A culpa vai ser sua, pai!
Achei melhor ficar quieto. Deixa a menina com os medos dela, né não?
Direto na têmpora: Don't go quietly - The Society of Poor Academics
sexta-feira, setembro 24, 2010
Fechando a semana
Como hoje não tive inspiração para post, vai aí uma animaçãozinha duca pra vocês. Inté.
Direto na têmpora: I got an ape drape - Vandals
Direto na têmpora: I got an ape drape - Vandals
quinta-feira, setembro 23, 2010
Bichinho bonitinho
- Tem um bicho no meu cabelo! Tira! Tira! – gritava a menina todinha vermelha.
A mãe levantou-se e, soltando um suspiro resignado, foi ver de perto o motivo do escândalo.
- É só um bichinho, Mariana.
- Credo! Credo! Credo! Como é que ele é? É nojento?
- Não... sabia que ele até bonitinho?
E Mariana, tapando o rosto para não ver.
- Quê!? Bonitinho!?
- Bonitinho, sim. Ele é pequenininho, vermelhinho e tem umas manchinhas roxo-azuladas.
- Roxo-azuladas?
- É, um azul quase roxo, sabe?
- Ele é molengo?
- Não, mas também não é cascudo igual a besouro.
A menina tira as mãos do olhos e espia o inseto.
- Você vai fazer o que com ele?
- Não sei, Mariana, vou jogar fora, matar, sei lá.
- Mata não, mãe! Peraí, deixa eu ver ele aqui na minha mão.
Ela então vira a cabecinha, olha o bichinho e pede:
- Mãe, põe ele de novo no meu cabelo, por favor?
Direto na têmpora: Rudie can't fail - The Clash
A mãe levantou-se e, soltando um suspiro resignado, foi ver de perto o motivo do escândalo.
- É só um bichinho, Mariana.
- Credo! Credo! Credo! Como é que ele é? É nojento?
- Não... sabia que ele até bonitinho?
E Mariana, tapando o rosto para não ver.
- Quê!? Bonitinho!?
- Bonitinho, sim. Ele é pequenininho, vermelhinho e tem umas manchinhas roxo-azuladas.
- Roxo-azuladas?
- É, um azul quase roxo, sabe?
- Ele é molengo?
- Não, mas também não é cascudo igual a besouro.
A menina tira as mãos do olhos e espia o inseto.
- Você vai fazer o que com ele?
- Não sei, Mariana, vou jogar fora, matar, sei lá.
- Mata não, mãe! Peraí, deixa eu ver ele aqui na minha mão.
Ela então vira a cabecinha, olha o bichinho e pede:
- Mãe, põe ele de novo no meu cabelo, por favor?
Direto na têmpora: Rudie can't fail - The Clash
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15a SECOM, Calco, Furb. Que diabos é isso, afinal?
Fui parar em Blumenau no meio de um evento feito por uns estudantes que eu vou te contar uma história.
15a SECOM é, como o próprio nome diz, a décima quinta semana da Comunicação da Furb, que vem a ser Universidade de Blumenau, e é organizada pelo Calco - Centro Acadêmico Livre da Comunicação.
Antes de mais nada, é de dar gosto ver o esforço da molecada pra fazer tudo funcionar e ficar perfeito. Chamaram caras da Bullet, chamaram caras da Santa Clara e tirando o erro meio básico de convidar a mim, montaram um elenco de respeito pra falar com os estudantes.
Estadia, transporte (aliás, a Azul é a partir de hoje minha companhia aérea favorita), alimentação, tudo feito com um carinho danado e com uma agilidade que fez os caras superarem todos os muitos imprevistos que apareceram.
Falei sobre o novo cenário para os publicitários e mesmo com problemas na apresentação (não no equipamento deles, mas no meu) contei com a paciência e com o respeito das dezenas de alunos que foram assistir.
Saí de lá cansado, porque o batente foi bruto, mas feliz demais por ter participado. Foi uma aula sobre vontade, sobre organização, sobre comprometimento e que deveria servir de benchmark pra estudantes que estão pensando em montar qualquer evento.
Peço desculpas aos blumenauers pelas falhas e prometo que se algum dia cometerem a temeridade de me chamar novamente, vou cuidar mais para fazer algo melhor.
Direto na têmpora: We feel safer at night - Takka Takka
15a SECOM é, como o próprio nome diz, a décima quinta semana da Comunicação da Furb, que vem a ser Universidade de Blumenau, e é organizada pelo Calco - Centro Acadêmico Livre da Comunicação.
Antes de mais nada, é de dar gosto ver o esforço da molecada pra fazer tudo funcionar e ficar perfeito. Chamaram caras da Bullet, chamaram caras da Santa Clara e tirando o erro meio básico de convidar a mim, montaram um elenco de respeito pra falar com os estudantes.
Estadia, transporte (aliás, a Azul é a partir de hoje minha companhia aérea favorita), alimentação, tudo feito com um carinho danado e com uma agilidade que fez os caras superarem todos os muitos imprevistos que apareceram.
Falei sobre o novo cenário para os publicitários e mesmo com problemas na apresentação (não no equipamento deles, mas no meu) contei com a paciência e com o respeito das dezenas de alunos que foram assistir.
Saí de lá cansado, porque o batente foi bruto, mas feliz demais por ter participado. Foi uma aula sobre vontade, sobre organização, sobre comprometimento e que deveria servir de benchmark pra estudantes que estão pensando em montar qualquer evento.
![]() |
| A galera do Calco e o pasteleiro. |
Direto na têmpora: We feel safer at night - Takka Takka
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quarta-feira, setembro 22, 2010
Amor ao time
Estava ontem assistindo no noticiário ao Governador (ex-governador?) do Amapá se lamuriando pelas acusações "injustas" que vem sofrendo, quando de repente o marmanjo começa a chorar e perguntar "Deus, por que comigo?".
De repente, ouço a vozinha da Sophia:
- É que o time dele perdeu, né?
Ah, os 4 anos, quando escândalos políticos não querem dizer nada e as pequenas coisas ainda são tão importantes.
Direto na têmpora: The hardest part - Blondie
De repente, ouço a vozinha da Sophia:
- É que o time dele perdeu, né?
Ah, os 4 anos, quando escândalos políticos não querem dizer nada e as pequenas coisas ainda são tão importantes.
Direto na têmpora: The hardest part - Blondie
terça-feira, setembro 21, 2010
Abismo digital
Não é novidade dizer que o grande desafio para uma sociedade mais "igual" é combater o abismo que separa digitalizados e analógicos. O fim dessa barreira determina o surgimento de oportunidades, a abertura de caminhos, pontes para a execução de planos e muito mais.
Para mim, um dos melhores filmes sobre o assunto não é exatamente novo, mas é profundamente impactante, especialmente se levarmos em conta a realidade brasileira. Não é à toa que eu o utilizo com frequência em minhas apresentações (mas não vai rolar em Blumenau).
Quem tiver um tempinho não pode deixar de assistir a esse puta exemplo de ação social que vem da Índia e que deveria ser replicado ou adaptado em qualquer país em desenvolvimento.
Direto na têmpora: So here we are - Bloc Party
Para mim, um dos melhores filmes sobre o assunto não é exatamente novo, mas é profundamente impactante, especialmente se levarmos em conta a realidade brasileira. Não é à toa que eu o utilizo com frequência em minhas apresentações (mas não vai rolar em Blumenau).
Quem tiver um tempinho não pode deixar de assistir a esse puta exemplo de ação social que vem da Índia e que deveria ser replicado ou adaptado em qualquer país em desenvolvimento.
Direto na têmpora: So here we are - Bloc Party
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segunda-feira, setembro 20, 2010
Aquela nuvenzinha
Buscando a mãe, completamente ensopado
Corria o menino com uma angústia sem fim
E apontando pro céu gritou inconformado
"Mamãe, aquela nuvem fez xixi em mim."
Direto na têmpora: Moving in place - Soda Pop Social
Corria o menino com uma angústia sem fim
E apontando pro céu gritou inconformado
"Mamãe, aquela nuvem fez xixi em mim."
Direto na têmpora: Moving in place - Soda Pop Social
Livros + brinquedos = \o/
O Dia das Crianças está chegando e, conforme prometido, temos promoção aqui no Pastelzinho.
Como alguns de vocês já sabem eu faço contribuições em datas especiais e com a ajuda dos leitores a uma creche na favela do Santa Lúcia. Dessa vez não vai ser diferente. Estou vendendo meus livros Todas as Estrelas do Mundo e Estranhas Histórias por 50% do preço + um brinquedo. Você dá um livrinho bacana de presente para o seu filho, sobrinho, afilhado, enteado ou qualquer criança de que goste e ainda ajuda os pequenos mais carentes.
Resumindo, cada livro sai a 15 reais mais um brinquedo. Pode ser brinquedo de R$ 1,99; brinquedo usado; brinquedo novinho e caro. Você escolhe. Só não vale brinquedo estragado, ok?
Então é isso. A promoção vale até o dia 11 de outubro e para a galera de Blumenau que quiser participar, vale até o dia 22, quando estarei por lá.
Divulguem e participem!
Direto na têmpora: Hey Baby - Ringo Starr
Como alguns de vocês já sabem eu faço contribuições em datas especiais e com a ajuda dos leitores a uma creche na favela do Santa Lúcia. Dessa vez não vai ser diferente. Estou vendendo meus livros Todas as Estrelas do Mundo e Estranhas Histórias por 50% do preço + um brinquedo. Você dá um livrinho bacana de presente para o seu filho, sobrinho, afilhado, enteado ou qualquer criança de que goste e ainda ajuda os pequenos mais carentes.
Resumindo, cada livro sai a 15 reais mais um brinquedo. Pode ser brinquedo de R$ 1,99; brinquedo usado; brinquedo novinho e caro. Você escolhe. Só não vale brinquedo estragado, ok?
Então é isso. A promoção vale até o dia 11 de outubro e para a galera de Blumenau que quiser participar, vale até o dia 22, quando estarei por lá.
Divulguem e participem!
Direto na têmpora: Hey Baby - Ringo Starr
sexta-feira, setembro 17, 2010
Ser gordo é...
Em cinco frases, ser gordo é:
- Sofrer muito quando pede uma salada no restaurante.
- Escolher calças pelo número e não pelo modelo.
- Ser chamado de "forte" e fingir que acredita.
- Ter que revezar o lado em que senta pra não estragar o sofá.
- Virar ponto de referência, tipo " fica na segunda porta depois do gordo".
Direto na têmpora: My pathetic friend - Noise Addict
- Sofrer muito quando pede uma salada no restaurante.
- Escolher calças pelo número e não pelo modelo.
- Ser chamado de "forte" e fingir que acredita.
- Ter que revezar o lado em que senta pra não estragar o sofá.
- Virar ponto de referência, tipo " fica na segunda porta depois do gordo".
Direto na têmpora: My pathetic friend - Noise Addict
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quinta-feira, setembro 16, 2010
O Arco-íris
- Por que a gente só pode nascer onde tem água? Não gosto disso, não.
E lá se foi o arco-íris pequenininho, resolvido a aparecer onde quisesse.
Apareceu na camisa preta do rapaz e fez a menina que passou olhando sorrir.
Surgiu na retina do velho marido e fez a esposa acreditar de novo no amor.
Brotou na parede do velho prédio cinzento e fez a cidade respirar.
E pulando daqui pra lá, feliz por não ter lugar, levou sete cores aonde houvesse vontade de ver algo novo chegar.
Arco-íris de tudo e de todos, sem precisar de chuva, sem carecer de sol, só arco-íris para iluminar.
Direto na têmpora:
E lá se foi o arco-íris pequenininho, resolvido a aparecer onde quisesse.
Apareceu na camisa preta do rapaz e fez a menina que passou olhando sorrir.
Surgiu na retina do velho marido e fez a esposa acreditar de novo no amor.
Brotou na parede do velho prédio cinzento e fez a cidade respirar.
E pulando daqui pra lá, feliz por não ter lugar, levou sete cores aonde houvesse vontade de ver algo novo chegar.
Arco-íris de tudo e de todos, sem precisar de chuva, sem carecer de sol, só arco-íris para iluminar.
Direto na têmpora:
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quarta-feira, setembro 15, 2010
A melancia
A melancia redonda, bem grande e pesada
Em cima da árvore não pode ficar
Se ela cai, machuca alguém com a pancada
E uma grande tragédia poderia causar
Por isso ela fica pertinho do chão
Onde não pode fazer mal a ninguém
Mas acho que Deus teve uma distração
Por que não fez isso com a jaca também?
Direto na têmpora: The underdog - Spoon
Em cima da árvore não pode ficar
Se ela cai, machuca alguém com a pancada
E uma grande tragédia poderia causar
Por isso ela fica pertinho do chão
Onde não pode fazer mal a ninguém
Mas acho que Deus teve uma distração
Por que não fez isso com a jaca também?
Direto na têmpora: The underdog - Spoon
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terça-feira, setembro 14, 2010
Meu pai me queimava com foundphotos aceso

Amar é... ajeitar a dentadura do noivo durante a festa de casamento.

"Uma Suruba muito louca!". Três operários, duas prostitutas e muita confusão hoje na Sessão da Tarde.

As primeiras atrizes a interpretar as gêmeas Ruth e Raquel da peça Mulheres de Areia fotografadas antes da premiére em Paris. O ator que fazia o papel de Tonho da Lua enfrentava uma severa diarreia no momento do clique.
Direto na têmpora: Prime number - The Total Drop
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Estudantes
No próximo dia 22 estarei em Blumenau para conversar com os alunos de Comunicação da FURB na 15a Semana da Comunicação promovida pelos caras.
Além de aproveitar para escutar outros profissionais bem mais gabaritados do que eu, o evento me parece a oportunidade perfeita para que os estudantes tenham contato com visões diferentes e entrem no mercado com um senso um pouco maior de realidade.
Quando estudei na UFMG, bem no auge da última glaciação, tentava aproveitar toda e qualquer oportunidade como esta. Bom, é verdade que nem sempre dava pra ir, mas todas as vezes que tínhamos a chance de conviver com profissionais bacanas a sensação era de "putz, até que enfim".
Hoje, participar de eventos assim ficou mais difícil, mas semana passada consegui ir a um painel ABAP bem legal com Shari Novick e Tim Parsley. Mesmo perdendo os palestrantes da tarde, valeu muito. Fora isso, sempre que posso vou aos eventos InterMinas e ao Grupo de Estudos da TOM.
Agora, BH está recebendo uma puta oportunidade. Dia 16 vamos ter Alex West (Mother), Matthew Smith (The Viral Factory) e Jeremy Faludi (Universidade de Stanford) no Projeto Brains. Estou fazendo de um tudo para ir, mas ainda não consegui confirmar.
Se você puder, seja estudante ou profissional, por favor, não perca. É chance rara e que vai fazer muito bem para quem participar.
Direto na têmpora: I told a lie - Flop
Além de aproveitar para escutar outros profissionais bem mais gabaritados do que eu, o evento me parece a oportunidade perfeita para que os estudantes tenham contato com visões diferentes e entrem no mercado com um senso um pouco maior de realidade.
Quando estudei na UFMG, bem no auge da última glaciação, tentava aproveitar toda e qualquer oportunidade como esta. Bom, é verdade que nem sempre dava pra ir, mas todas as vezes que tínhamos a chance de conviver com profissionais bacanas a sensação era de "putz, até que enfim".
Hoje, participar de eventos assim ficou mais difícil, mas semana passada consegui ir a um painel ABAP bem legal com Shari Novick e Tim Parsley. Mesmo perdendo os palestrantes da tarde, valeu muito. Fora isso, sempre que posso vou aos eventos InterMinas e ao Grupo de Estudos da TOM.
Agora, BH está recebendo uma puta oportunidade. Dia 16 vamos ter Alex West (Mother), Matthew Smith (The Viral Factory) e Jeremy Faludi (Universidade de Stanford) no Projeto Brains. Estou fazendo de um tudo para ir, mas ainda não consegui confirmar.
Se você puder, seja estudante ou profissional, por favor, não perca. É chance rara e que vai fazer muito bem para quem participar.
Direto na têmpora: I told a lie - Flop
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segunda-feira, setembro 13, 2010
15 álbuns
Recebi do meu amigo Raphael Crespo um "joguinho" de facebook em que você escolhe, em 15 minutos, 15 álbuns que você acha fodaços e depois envolve 15 amigos na brincadeira (corrente, eu sei).
Fiz o esquema sem pensar, gostaria de mudar alguns, mas o resultado saiu até bom. Claro que tem ausências sentidas como The Cure, The Smiths e tantos outros, mas foi o que rolou assim, de chofre.
De qualquer forma, divido com vocês o resultado (sem ordem de importância) e convido quem quiser a participar.
Nevermind - Nirvana (ouvi e descobri que estava nos anos 90)
The Dark Side of the Moon - Pink Floyd (clássico em cima de clássico)
Piece of Mind - Iron Maiden (minha porta de entrada para o heavy metal)
Ok Computer - Radiohead (para mim, ainda o melhor álbum dos caras)
Secos & Molhados - Secos & Molhados (um álbum com todas as faixas excelentes - TODAS)
Back in Black - AC/DC (alguns dos grandes riffs de todos os tempos em uma única pepita)
Os Mutantes - Mutantes (abriu minha cabeça pra um som muito diferente do que eu vinha ouvindo)
Sheer Heart Attack - Queen (o início da minha paixão pelos caras)
Fortress round my heart - Ida Maria (paixão nova, mas disco que me tirou do chão)
Making Movies - Dire Straits (Romeo and Juliet quase me fez furar o vinil)
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles (classiquíssimo com Mr Kite tocando na maior altura enquanto eu batia panelas pelo apê onde vivia sozinho)
Combustível para o fogo - Sexo Explícito (banda oitentista de BH que deixou sauidades)
Arise - Sepultura (melhor álbum dos caras, na minha opinião)
The Real Thing - Faith No More (outro que mudou o meu gosto para música na primeira audição)
Here today, tomorrow next week! - The Sugarcubes (A "banda da Björk" era sensacional)
Direto na têmpora: I'm now - Mudhoney
Fiz o esquema sem pensar, gostaria de mudar alguns, mas o resultado saiu até bom. Claro que tem ausências sentidas como The Cure, The Smiths e tantos outros, mas foi o que rolou assim, de chofre.
De qualquer forma, divido com vocês o resultado (sem ordem de importância) e convido quem quiser a participar.
Nevermind - Nirvana (ouvi e descobri que estava nos anos 90)
The Dark Side of the Moon - Pink Floyd (clássico em cima de clássico)
Piece of Mind - Iron Maiden (minha porta de entrada para o heavy metal)
Ok Computer - Radiohead (para mim, ainda o melhor álbum dos caras)
Secos & Molhados - Secos & Molhados (um álbum com todas as faixas excelentes - TODAS)
Back in Black - AC/DC (alguns dos grandes riffs de todos os tempos em uma única pepita)
Os Mutantes - Mutantes (abriu minha cabeça pra um som muito diferente do que eu vinha ouvindo)
Sheer Heart Attack - Queen (o início da minha paixão pelos caras)
Fortress round my heart - Ida Maria (paixão nova, mas disco que me tirou do chão)
Making Movies - Dire Straits (Romeo and Juliet quase me fez furar o vinil)
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - The Beatles (classiquíssimo com Mr Kite tocando na maior altura enquanto eu batia panelas pelo apê onde vivia sozinho)
Combustível para o fogo - Sexo Explícito (banda oitentista de BH que deixou sauidades)
Arise - Sepultura (melhor álbum dos caras, na minha opinião)
The Real Thing - Faith No More (outro que mudou o meu gosto para música na primeira audição)
Here today, tomorrow next week! - The Sugarcubes (A "banda da Björk" era sensacional)
Direto na têmpora: I'm now - Mudhoney
sexta-feira, setembro 10, 2010
Orestes*
O céu ali era de um azul acinzentado durante todo o dia. Não importava quanto o sol brilhasse, parecia sempre haver um filtro que bloqueava a luz e mudava as cores, deixando tudo num tom pastel, meio fosco, como se fosse a vida impressa em papel pardo. Ali o Orestes nasceu, sem nunca sair do ranchinho do seu avô (mãe morta no parto, pai morto por picada de jararaca).
Se acostumou com o frio da chuva no lombo enquanto carpia e com a brasa do meio-dia esquentando sua marmita pouca. Parecia que sua boca sempre só havia provado as sobras da roça de cará e o gosto-meio-sem-gosto de um naco mal cozido de carne de bode.
E foi em um dia igual a todos os outros que o Orestes juntou vista na Sensata. Foi um olhar longo e tristonho como quem vê o mar e descobre nele a perdição do infinito, não a beleza.
Sensata era a filha de um ex-seminarista, hoje boticário de situação um pouco melhor, que vivia ali perto de Ipaba onde o leite já chega de caminhão e não mais em lombo de burro.
Naquela noite o sono lhe custou horas de Salve-Rainha e deu-lhe a certeza de que Sensata era algo demasiado grande para um lugar como sua mente.
Nos próximos dias, pensou milhões de vezes em tomar o rumo da casa do ex-seminarista e fingir interesse na salvação de sua alma apenas para poupar o corpo do flagelo que era a distância de Sensata. Em suas orações já não rezava, mas pedia, implorava pelo fim daquele tormento fosse como fosse.
O avô percebia seu desassossego, pressentindo uma adolescência tardia naquels 27 anos que só haviam conhecido o amor de duas ou três cabritas desgarradas na estrada (com as do avô seria pecado). Orestes, calado de forma e feita, sumia-se agora de vez dentro de si, evitando as já raras conversas com o velho. Dentro do casebre de lama seca e pau-a-pique o silêncio era quase um terceiro morador.
Quando o avô morreu sem sintoma, gemido ou esboço de dor, Orestes fez como haviam feito com o pai, enterrando a carcaça sob um manto de poeira e pedregulhos a alguns passos do bambuzal. Não houve pranto, nem missa, apenas uma aceitação muda e um pedaço de futuro novo que se insinuava na sela sobre o lombo do burrico.
Não via mais função ali e, apesar de não conhecer caminho que fosse dar em algum lugar, teria o rosto de Sensata a lhe guiar. Selou o animal e partiu para cortar as poucas léguas que os separavam.
Já na curva que antecedia Ipaba ouviu o barulho de foguetes, gritos, risadas e toda uma sorte de sons que não eram os seus.
Suas vistas encontraram a torre da igrejinha; as folhas do alto das árvores; os primeiros contornos da praça; as pessoas em roupa de domingo (para Orestes não havia domingo, era função dele cuidar da terra enquanto o avô se ocupava do mundo); os sorrisos; Sensata toda de branco acompanhada de seu pai, flores na mão e outro homem a lhe segurar o braço.
Confusão em sua mente. Não era Sensata a fuga, o caminho, o prenúncio do Orestes que ele nunca fora?
Apeou ao largo da festa e caminhou em direção a Sensata ainda se inteirando daquele mosaico todo novo de cheiros e cores. Turbilhão.
Com o canivete ganho do pai abriu-lhe a garganta com os gestos mecânicos de quem matou todo um mundo de bodes. O noivo recebeu o golpe único no coração e a si próprio inflingiu um corte profundo na barriga.
Silêncio. Sem pranto, missa ou manto de poeria perto do bambuzal. A última vida que Orestes viveu terminou apenas com a sensação indistinta de ir-se.
E foi.
* Mais um texto do falecido Incultos.
Direto na têmpora: In a cave - Tokyo Police Club
Se acostumou com o frio da chuva no lombo enquanto carpia e com a brasa do meio-dia esquentando sua marmita pouca. Parecia que sua boca sempre só havia provado as sobras da roça de cará e o gosto-meio-sem-gosto de um naco mal cozido de carne de bode.
E foi em um dia igual a todos os outros que o Orestes juntou vista na Sensata. Foi um olhar longo e tristonho como quem vê o mar e descobre nele a perdição do infinito, não a beleza.
Sensata era a filha de um ex-seminarista, hoje boticário de situação um pouco melhor, que vivia ali perto de Ipaba onde o leite já chega de caminhão e não mais em lombo de burro.
Naquela noite o sono lhe custou horas de Salve-Rainha e deu-lhe a certeza de que Sensata era algo demasiado grande para um lugar como sua mente.
Nos próximos dias, pensou milhões de vezes em tomar o rumo da casa do ex-seminarista e fingir interesse na salvação de sua alma apenas para poupar o corpo do flagelo que era a distância de Sensata. Em suas orações já não rezava, mas pedia, implorava pelo fim daquele tormento fosse como fosse.
O avô percebia seu desassossego, pressentindo uma adolescência tardia naquels 27 anos que só haviam conhecido o amor de duas ou três cabritas desgarradas na estrada (com as do avô seria pecado). Orestes, calado de forma e feita, sumia-se agora de vez dentro de si, evitando as já raras conversas com o velho. Dentro do casebre de lama seca e pau-a-pique o silêncio era quase um terceiro morador.
Quando o avô morreu sem sintoma, gemido ou esboço de dor, Orestes fez como haviam feito com o pai, enterrando a carcaça sob um manto de poeira e pedregulhos a alguns passos do bambuzal. Não houve pranto, nem missa, apenas uma aceitação muda e um pedaço de futuro novo que se insinuava na sela sobre o lombo do burrico.
Não via mais função ali e, apesar de não conhecer caminho que fosse dar em algum lugar, teria o rosto de Sensata a lhe guiar. Selou o animal e partiu para cortar as poucas léguas que os separavam.
Já na curva que antecedia Ipaba ouviu o barulho de foguetes, gritos, risadas e toda uma sorte de sons que não eram os seus.
Suas vistas encontraram a torre da igrejinha; as folhas do alto das árvores; os primeiros contornos da praça; as pessoas em roupa de domingo (para Orestes não havia domingo, era função dele cuidar da terra enquanto o avô se ocupava do mundo); os sorrisos; Sensata toda de branco acompanhada de seu pai, flores na mão e outro homem a lhe segurar o braço.
Confusão em sua mente. Não era Sensata a fuga, o caminho, o prenúncio do Orestes que ele nunca fora?
Apeou ao largo da festa e caminhou em direção a Sensata ainda se inteirando daquele mosaico todo novo de cheiros e cores. Turbilhão.
Com o canivete ganho do pai abriu-lhe a garganta com os gestos mecânicos de quem matou todo um mundo de bodes. O noivo recebeu o golpe único no coração e a si próprio inflingiu um corte profundo na barriga.
Silêncio. Sem pranto, missa ou manto de poeria perto do bambuzal. A última vida que Orestes viveu terminou apenas com a sensação indistinta de ir-se.
E foi.
* Mais um texto do falecido Incultos.
Direto na têmpora: In a cave - Tokyo Police Club
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quinta-feira, setembro 09, 2010
Traição
Segue aí um continho que saiu no meu falecido livro Incultos. Aliás, os três primeiros leitores de BH que comentarem esse post vão levar as últimas unidades do Incultos de presente.
Ah, antes que eu me esqueça, o título do texto é "Confiança".
Por pior que esteja o mundo, o homem ainda confia no homem de uma maneira incrivelmente cega. Se não fosse assim, de que outra forma alguém acreditaria que ao entrar naquele salão de barbeiro a pessoa segurando a navalha não o deceparia instantaneamente? Sobre o avião, então, uma aeronave comandada e vistoriada por completos desconhecidos, melhor nem falar.
É o mesmo tipo de confiança que o Seu Argemiro depositava em sua esposa. Cego desde pequeno, virava-se muito bem até que conheceu Dona Clóris. Em seus 35 anos de casados, Dona Clóris cuidou do Seu Argemiro como quem trata de um bebê: fazia sua comida (inclusive o lanche para o trabalho), escolhia suas roupas, barbeava, lia, escolhia as músicas para ouvir antes de dormir, enfim, vivia generosamente as duas vidas do casal, tudo suprindo e nada pedindo a não ser dependência absoluta.
Depois da aposentadoria, Seu Argemiro enfurnou-se cada vez mais na malha de cuidados que havia em casa. Tornou-se quase um móvel velho que precisa ser limpado diariamente, mas para quem ninguém olha duas vezes. A única exceção era o passeio matinal que fazia sozinho pelas ruas ainda tranquilas do Calafate e que preocupava secretamente Dona Clóris.
Em uma das muitas manhãs incrivelmente iguais que viveu, Seu Argemiro acordou sozinho, sem ser chamado pela esposa. Esperou a convocação para o banho, a muda de roupa para o dia, o café da manhã. Seguiu esperando o passeio, o almoço, a saída da empregada, a leitura do livro interrompida na noite anterior, o programa de rádio, o banho antes de dormir, o pijama, a janta.
Seu Argemiro se paralisou na espera. Havia atrofiado sua vontade nas mais de três décadas em que tornara-se fardo ao invés de gente. O medo lhe travara as pernas e não havia caminho já trilhado em sua escuridão. Imaginava apenas os motivos da demora sem pronunciar um som: a morte da esposa, a perda de um familiar, um assalto, um gigantesco engarrafamento, um evento imperdível.
Chegou a cogitar que a morte fosse assim, incrivelmente parecida com a vida, apenas um canto escuro para deixar-se imóvel e esperar algo que nunca vem. Entendeu-se então morto, e compreendeu a fome, as fezes e a urina quente que lheescorria pelas pernas como provações de quem aguarda no limbo até seguir seu caminho para o céu ou o inferno.
Na madrugada anterior, algumas horas antes do despertar solitário de Seu Argemiro, Dona Clóris olhou pela última vez a camisa manchada de batom que havia encontrado escondida na gaveta do marido.
Por vezes havia desconfiado dos passeios matutinos eventualmente longos e agora sentia entre os dedos a prova da ingratidão e do desprezo. Sem fazer cena demitiu a empregada e deixou casa com serenidade, sem nada mudar. Começaria vida nova longe dali, esqueceria os anos dedicados a Argemiro e seria com se nunca houvesse existido aquela traição.
O enterro de Seu Argemiro, alguns dias depois, foi simples. Dona Clóris não compareceu e poucos foram avisados. No enterro, a empregada se lamentava pela morte daquele ser tão pacífico. Sentia-se responsável por ter aceitado a demissão sumária, por não ter percebido alguma coisa, por não ter voltado à casa.
Culpava-se ainda mais pela omissão no trabalho. "Duas noites antes de eu ser demitida, peguei uma camisa do Seu Argemiro e emprestei pro Tonho sair comigo. Ficou suja de batom e eu escondi na gaveta bem lá no fundo pra Dona Clóris não ver. Nem deu tempo de lavar... tadinho do Seu Argemiro."
Direto na têmpora: Mango tree - Angus & Julia Stone
Ah, antes que eu me esqueça, o título do texto é "Confiança".
Por pior que esteja o mundo, o homem ainda confia no homem de uma maneira incrivelmente cega. Se não fosse assim, de que outra forma alguém acreditaria que ao entrar naquele salão de barbeiro a pessoa segurando a navalha não o deceparia instantaneamente? Sobre o avião, então, uma aeronave comandada e vistoriada por completos desconhecidos, melhor nem falar.
É o mesmo tipo de confiança que o Seu Argemiro depositava em sua esposa. Cego desde pequeno, virava-se muito bem até que conheceu Dona Clóris. Em seus 35 anos de casados, Dona Clóris cuidou do Seu Argemiro como quem trata de um bebê: fazia sua comida (inclusive o lanche para o trabalho), escolhia suas roupas, barbeava, lia, escolhia as músicas para ouvir antes de dormir, enfim, vivia generosamente as duas vidas do casal, tudo suprindo e nada pedindo a não ser dependência absoluta.
Depois da aposentadoria, Seu Argemiro enfurnou-se cada vez mais na malha de cuidados que havia em casa. Tornou-se quase um móvel velho que precisa ser limpado diariamente, mas para quem ninguém olha duas vezes. A única exceção era o passeio matinal que fazia sozinho pelas ruas ainda tranquilas do Calafate e que preocupava secretamente Dona Clóris.
Em uma das muitas manhãs incrivelmente iguais que viveu, Seu Argemiro acordou sozinho, sem ser chamado pela esposa. Esperou a convocação para o banho, a muda de roupa para o dia, o café da manhã. Seguiu esperando o passeio, o almoço, a saída da empregada, a leitura do livro interrompida na noite anterior, o programa de rádio, o banho antes de dormir, o pijama, a janta.
Seu Argemiro se paralisou na espera. Havia atrofiado sua vontade nas mais de três décadas em que tornara-se fardo ao invés de gente. O medo lhe travara as pernas e não havia caminho já trilhado em sua escuridão. Imaginava apenas os motivos da demora sem pronunciar um som: a morte da esposa, a perda de um familiar, um assalto, um gigantesco engarrafamento, um evento imperdível.
Chegou a cogitar que a morte fosse assim, incrivelmente parecida com a vida, apenas um canto escuro para deixar-se imóvel e esperar algo que nunca vem. Entendeu-se então morto, e compreendeu a fome, as fezes e a urina quente que lheescorria pelas pernas como provações de quem aguarda no limbo até seguir seu caminho para o céu ou o inferno.
Na madrugada anterior, algumas horas antes do despertar solitário de Seu Argemiro, Dona Clóris olhou pela última vez a camisa manchada de batom que havia encontrado escondida na gaveta do marido.
Por vezes havia desconfiado dos passeios matutinos eventualmente longos e agora sentia entre os dedos a prova da ingratidão e do desprezo. Sem fazer cena demitiu a empregada e deixou casa com serenidade, sem nada mudar. Começaria vida nova longe dali, esqueceria os anos dedicados a Argemiro e seria com se nunca houvesse existido aquela traição.
O enterro de Seu Argemiro, alguns dias depois, foi simples. Dona Clóris não compareceu e poucos foram avisados. No enterro, a empregada se lamentava pela morte daquele ser tão pacífico. Sentia-se responsável por ter aceitado a demissão sumária, por não ter percebido alguma coisa, por não ter voltado à casa.
Culpava-se ainda mais pela omissão no trabalho. "Duas noites antes de eu ser demitida, peguei uma camisa do Seu Argemiro e emprestei pro Tonho sair comigo. Ficou suja de batom e eu escondi na gaveta bem lá no fundo pra Dona Clóris não ver. Nem deu tempo de lavar... tadinho do Seu Argemiro."
Direto na têmpora: Mango tree - Angus & Julia Stone
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quarta-feira, setembro 08, 2010
Moedinha
Não era a primeira vez que ela sentia aquela dor atrás da orelha esquerda. Desde muito nova aquilo a incomodava, mas agora a coisa chegou a um ponto em que o próprio sono era um suplício.
Procurou médicos, curandeiros, acupunturistas, benzedeiras e nada. Perdia peso, perdia a vontade de sair, perdia o gosto pela vida.
Até que um dia a solução surgiu-lhe no meio do banho. Fez um telefonema e preparou-se para os 430 quilômetros que a separavam de Guaxupé.
Viajou no sábado cedo, correndo mais do que deveria, e chegou sem tempo de relembrar a cidade, seguindo direto para a casa do Tio Alfeu.
Tudo na casa parecia igual: os quadros amarelados, os bibelôs de gosto duvidoso, o sofá de couro vermelho e até mesmo o cheiro da Tia Dica era o mesmo.
Tio Alfeu entrou na sala com o velho sorriso no meio dos lábios muito grossos e a conversa continuou lentamente na cozinha, como se o cheiro de café fresco impedisse o tempo de passar.
Almoçou, relembrou, sorriu, mentiu um pouco e antes das três da tarde resolveu partir. Já na porta da casa, tio Alfeu se aproximou, afastou o cabelo do rosto dela e repetiu o ritual vivido milhares de vezes na infância da menina.
Passou a mão atrás da orelha esquerda dela e entregou orgulhoso a moeda que tirara dali.
- Olha só o que eu achei aqui atrás! Pode ficar, viu?
Naquela noite, depois de muito tempo, ela dormiu como um anjo.
PS - Hoje o PC trouxe um pacote de biscoito de polvilho pra mim aqui na agência e se anunciou como meu namorado. É por essas e outras que eu vou começar a cobrar pelo acesso ao pastelzinho.
Direto na têmpora: Sugar world - The Magnetic Fields
Procurou médicos, curandeiros, acupunturistas, benzedeiras e nada. Perdia peso, perdia a vontade de sair, perdia o gosto pela vida.
Até que um dia a solução surgiu-lhe no meio do banho. Fez um telefonema e preparou-se para os 430 quilômetros que a separavam de Guaxupé.
Viajou no sábado cedo, correndo mais do que deveria, e chegou sem tempo de relembrar a cidade, seguindo direto para a casa do Tio Alfeu.
Tudo na casa parecia igual: os quadros amarelados, os bibelôs de gosto duvidoso, o sofá de couro vermelho e até mesmo o cheiro da Tia Dica era o mesmo.
Tio Alfeu entrou na sala com o velho sorriso no meio dos lábios muito grossos e a conversa continuou lentamente na cozinha, como se o cheiro de café fresco impedisse o tempo de passar.
Almoçou, relembrou, sorriu, mentiu um pouco e antes das três da tarde resolveu partir. Já na porta da casa, tio Alfeu se aproximou, afastou o cabelo do rosto dela e repetiu o ritual vivido milhares de vezes na infância da menina.
Passou a mão atrás da orelha esquerda dela e entregou orgulhoso a moeda que tirara dali.
- Olha só o que eu achei aqui atrás! Pode ficar, viu?
Naquela noite, depois de muito tempo, ela dormiu como um anjo.
PS - Hoje o PC trouxe um pacote de biscoito de polvilho pra mim aqui na agência e se anunciou como meu namorado. É por essas e outras que eu vou começar a cobrar pelo acesso ao pastelzinho.
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Lei de Incentivo à Cultura para o pasteleiro
Sei que o Pastelzinho tá um merchand danado, mas eu e Rogério Fernandes aprovamos o projeto de mais um livro através da Lei de Incentivo à Cultura nacional.
A obra se chama "Andar por andar" e conta historinhas curtas de cada apartamento de um edifício. Algumas tristes, outras bem humoradas e todas bem ilustradas pelo Rogério.
Segue aí uma amostrinha e o pedido a todos os leitores que, se puderem, indiquem empresas com perfil e vontade de patrocinar. Valeu!

Direto na têmpora: Time to pretend - MGMT
A obra se chama "Andar por andar" e conta historinhas curtas de cada apartamento de um edifício. Algumas tristes, outras bem humoradas e todas bem ilustradas pelo Rogério.
Segue aí uma amostrinha e o pedido a todos os leitores que, se puderem, indiquem empresas com perfil e vontade de patrocinar. Valeu!

Direto na têmpora: Time to pretend - MGMT
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Rogério Fernandes
segunda-feira, setembro 06, 2010
Nova Escola e eu
Está nas bancas a Edição Especial da revista Nova Escola com 27 contos selecionados para crianças.
Entre os autores estão Tatiana Belinky, Pedro Bandeira, Moacyr Scliar e, agradecida e orgulhosamente, o tio Maurilo.
A capa, extraída da ilustração da minha historinha "Sebastião e Danilo", é do Rogério Fernandes.
Independente de eu estar lá, tem coisas bem legais e vale muito a pena comprar.

Direto na têmpora: Outshined - Soundgarden
Entre os autores estão Tatiana Belinky, Pedro Bandeira, Moacyr Scliar e, agradecida e orgulhosamente, o tio Maurilo.
A capa, extraída da ilustração da minha historinha "Sebastião e Danilo", é do Rogério Fernandes.
Independente de eu estar lá, tem coisas bem legais e vale muito a pena comprar.

Direto na têmpora: Outshined - Soundgarden
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sexta-feira, setembro 03, 2010
O "io"
A casa do peixe é o rio.
O descanso do pardal é o fio.
A vontade da leoa é o cio.
Gato mia e não dá nenhum pio.
A alegria do pinguim é o frio.
E pra acabar tanta rima com "io",
Na evolução, orangotango é seu tio.
Direto na têmpora: Take the skinheads bowling - Camper Van Beethoven
O descanso do pardal é o fio.
A vontade da leoa é o cio.
Gato mia e não dá nenhum pio.
A alegria do pinguim é o frio.
E pra acabar tanta rima com "io",
Na evolução, orangotango é seu tio.
Direto na têmpora: Take the skinheads bowling - Camper Van Beethoven
O melhor que eu já tive
Ontem, não me lembro bem o porquê, Sophia me deu o maior abração e disse com o maior dengo:
- Você é o melhor papai que eu já tive.
Preferi entender como inocência dela e devolvi o abraço dizendo.
- Você também é a melhor filha que eu já tive, viu, meu doce?
Direto na têmpora: Two more years - Bloc Party
- Você é o melhor papai que eu já tive.
Preferi entender como inocência dela e devolvi o abraço dizendo.
- Você também é a melhor filha que eu já tive, viu, meu doce?
Direto na têmpora: Two more years - Bloc Party
quinta-feira, setembro 02, 2010
Agilidade é tudo
Liguei para uma gráfica rápida e começou a gravação:
- Para orçamento, digite 5...
Digitei o 5 e atendeu uma moça.
- Gráfica X, boa tarde.
- Boa tarde, eu queria fazer um orçamento.
- Orçamento é só por email.
- Mas a gravação diz que o 5... ah, deixa pra lá, o email de vocês é qual mesmo?
Direto na têmpora: Dollar short - Dutch Courage
- Para orçamento, digite 5...
Digitei o 5 e atendeu uma moça.
- Gráfica X, boa tarde.
- Boa tarde, eu queria fazer um orçamento.
- Orçamento é só por email.
- Mas a gravação diz que o 5... ah, deixa pra lá, o email de vocês é qual mesmo?
Direto na têmpora: Dollar short - Dutch Courage
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O segredo das vagas
Descobri porque é tão difícil estacionar aqui perto da TOM. Tem gente que chega antes e ocupa as melhores vagas.
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Direto na têmpora: Hazy shade of winter - She Wants Revenge
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Direto na têmpora: Hazy shade of winter - She Wants Revenge
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terça-feira, agosto 31, 2010
Fantasminha*
Era uma vez um fantasminha chamado Maurilo. Ele adorava brincar e estava sempre voando e assustando por aí com o seu lençol branquinho.
Um dia, o fantasminha resolveu pintar seu quadro predileto: um desenho do Relâmpago McQueen. Só que no meio da pintura ele se distraiu e deixou cair tinta vermelha no seu lençol todo, de cima a baixo.
Ele ficou muito preocupado:
- Ah, não! Como eu vou fazer para limpar meu lençol? A mamãe vai ficar muito brava! E eu não vou poder assustar ninguém com esse lençol sujo.
Então o Maurilo pensou, pensou, pensou e resolveu olhar nos armários da casa que ele assombrava. Ele achou uma fantasia de morango muito legal e vestiu rapidinho.
“Boa ideia”, ele disse. E saiu para assustar todo feliz.
Ele foi cantando “lalalalalala” e quando viu a meninada entrando no prédio, para o aniversário do John, apareceu bem na frente deles e gritou “buuuuu!”
Mas ninguém se assustou e o John falou:
- Tem morango no meu bolo. Que delícia! Eu adoro morango.
E foram todos correndo atrás do fantasminha que sumiu rapidinho.
Maurilo ficou muito chateado e resolveu se vestir com uma toalha de mesa. Ele então saiu pelas ruas e viu uma menininha que passeava por ali.
"Vou assustar ela", pensou Maurilo e deu um pulão gritando "buuuuuu"!
Mas a menina não levou susto nenhum e ainda falou.
- Ai que toalhinha florida linda, cheia de flores... eu queria uma assim.
O fantasminha ficou muito chateado e voltou para sua casa mais uma vez.
Chegando lá ele achou uma bandeira de um time de futebol, se cobriu com ela e foi tentar de novo.
Viu um moço fortão na rua e pulou na frente dele gritando "buuuuu"!
Mas o moço não levou susto nenhum e ainda ficou muito bravo. É que ele era torcedor do outro time e saiu correndo atrás do Maurilo para dar uma surra nele.
O fantasminha já estava ficando cansado. Ficou flutuando pela casa sem saber o que fazer, até que viu um rolo de papel alumínio e teve uma grande ideia: se enrolou todo nele e foi de novo tentar assustar as pessoas.
Maurilo chegou em uma praça cheia de gente, apareceu de repente e gritou "buuuuu"!
Mas ninguém se assustou. As pessoas começaram a apontar pra ele e a dizer:
- Olha, um robô!
- Que legal, será que ele funciona com pilhas?
- Mãe, eu quero um robozinho pra mim.
Depois dessa tentativa, Maurilo desistiu. Mostrou o lençol sujo pra mamãe, levou uma bronca, ficou de castigo e ficou tão chateado que passou quase um mês sem assustar ninguém.
* História escrita a quatro mãos por Maurilo e Sophia. O nome do fantasma foi, obviamente, escolha dela.
Direto na têmpora: Emily Kane - Art Brut
Um dia, o fantasminha resolveu pintar seu quadro predileto: um desenho do Relâmpago McQueen. Só que no meio da pintura ele se distraiu e deixou cair tinta vermelha no seu lençol todo, de cima a baixo.
Ele ficou muito preocupado:
- Ah, não! Como eu vou fazer para limpar meu lençol? A mamãe vai ficar muito brava! E eu não vou poder assustar ninguém com esse lençol sujo.
Então o Maurilo pensou, pensou, pensou e resolveu olhar nos armários da casa que ele assombrava. Ele achou uma fantasia de morango muito legal e vestiu rapidinho.
“Boa ideia”, ele disse. E saiu para assustar todo feliz.
Ele foi cantando “lalalalalala” e quando viu a meninada entrando no prédio, para o aniversário do John, apareceu bem na frente deles e gritou “buuuuu!”
Mas ninguém se assustou e o John falou:
- Tem morango no meu bolo. Que delícia! Eu adoro morango.
E foram todos correndo atrás do fantasminha que sumiu rapidinho.
Maurilo ficou muito chateado e resolveu se vestir com uma toalha de mesa. Ele então saiu pelas ruas e viu uma menininha que passeava por ali.
"Vou assustar ela", pensou Maurilo e deu um pulão gritando "buuuuuu"!
Mas a menina não levou susto nenhum e ainda falou.
- Ai que toalhinha florida linda, cheia de flores... eu queria uma assim.
O fantasminha ficou muito chateado e voltou para sua casa mais uma vez.
Chegando lá ele achou uma bandeira de um time de futebol, se cobriu com ela e foi tentar de novo.
Viu um moço fortão na rua e pulou na frente dele gritando "buuuuu"!
Mas o moço não levou susto nenhum e ainda ficou muito bravo. É que ele era torcedor do outro time e saiu correndo atrás do Maurilo para dar uma surra nele.
O fantasminha já estava ficando cansado. Ficou flutuando pela casa sem saber o que fazer, até que viu um rolo de papel alumínio e teve uma grande ideia: se enrolou todo nele e foi de novo tentar assustar as pessoas.
Maurilo chegou em uma praça cheia de gente, apareceu de repente e gritou "buuuuu"!
Mas ninguém se assustou. As pessoas começaram a apontar pra ele e a dizer:
- Olha, um robô!
- Que legal, será que ele funciona com pilhas?
- Mãe, eu quero um robozinho pra mim.
Depois dessa tentativa, Maurilo desistiu. Mostrou o lençol sujo pra mamãe, levou uma bronca, ficou de castigo e ficou tão chateado que passou quase um mês sem assustar ninguém.
* História escrita a quatro mãos por Maurilo e Sophia. O nome do fantasma foi, obviamente, escolha dela.
Direto na têmpora: Emily Kane - Art Brut
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Sophia
8 anos depois
8 anos depois e você continua a maior bênção que o acaso me deu.
8 anos depois e eu entendo cada vez menos o que você vê em mim.
8 anos depois e a gente ainda briga e se acerta e segue se amando.
8 anos depois e você ainda é a minha Fer.
8 anos depois e você é a namorada que eu tenho orgulho de ter.
8 anos depois eu ainda quero passar o resto da minha vida com você.
8 anos de casados, minha vida. E eu te amo, te amo, te amo.
Direto na têmpora: Congratulations - MGMT
8 anos depois e eu entendo cada vez menos o que você vê em mim.
8 anos depois e a gente ainda briga e se acerta e segue se amando.
8 anos depois e você ainda é a minha Fer.
8 anos depois e você é a namorada que eu tenho orgulho de ter.
8 anos depois eu ainda quero passar o resto da minha vida com você.
8 anos de casados, minha vida. E eu te amo, te amo, te amo.
Direto na têmpora: Congratulations - MGMT
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segunda-feira, agosto 30, 2010
10 conselhos para os iniciantes em Publicidade
Dicas que valem mais para os "criativos", mas que todo mundo pode dar uma fuçada.
1) Você não é Deus.
Na verdade você é um profissional como qualquer engenheiro, contador ou médico, sendo pago para fazer bem o seu serviço. Pode ser brilhante na sua área, pode ganhar muitos prêmios da sua área, pode até ser referência na sua área, mas acredite, fora da sua área tem muito pouca gente se lixando pra isso. Sendo assim, faça o melhor que você pode e seja o melhor profissional possível, mas não se imagine melhor ou mais importante do que você é.
2) Nem sempre o cliente está errado.
O publicitário costuma inverter a máxima "o cliente tem sempre razão" para "o cliente nunca tem razão". Nenhuma das duas é verdade absoluta. Se o cliente está errado, brigue e questione. Se ele está certo, seja humilde e admita, mesmo que isso te faça sentir menos "genial".
3) Cuidado com os saudosistas.
Vão te dizer que a publicidade antes era melhor, que não temos mais o respeito que tínhamos, que os tempos românticos eram melhores. Balela. Seu tempo é esse e poucas vezes pudemos ser tão transgressores e interagir tanto com as pessoas como hoje. Aprenda com o passado, mas não fique preso lá.
4) Ser inovador só não é tão bom quanto ser pertinente.
Eu adoro coisas novas e adoro pensar em formas de utilizá-las em uma campanha. Acho bacana demais usar novos meios e novas tecnologias de forma pioneira e inusitada. Só tem um detalhe: se não falar com quem você precisa falar, se não couber na verba que você tem e se não passar a mensagem que precisa ser passada, não serve.
5) Seja excelente no que faz e interessado no que não faz.
A torre de marfim caiu, baby. Quando menos você sabe sobre as outras áreas da agência e sobre o que vem acontecendo no mundo, menos útil você é para a equipe.
6) A internet não vai matar a TV.
Pelo menos não tão cedo. A internet ainda vai crescer muito e mídias sociais terão um papel fundamental na sua carreira, mas as mídias tradicionais (pelo menos algumas) ainda continuam existindo. Então, antes de fazer campanhas geniais unindo twitter, televisão e facebook, prepare-se pra criar muito folhetinho e cartão de natal.
7) Ouça.
Existe uma chance remota de que você seja um gênio da propaganda que já nasceu pronto, mas a grande probabilidade é que você tenha que aprender muito com quem está ralando na área faz algum tempo. Então, ouça. Entenda o que eles dizem. Se discordar, saiba porquê. Se concordar, aplique. Se puder melhorar, contribua.
8) A culpa não é do mercadinho.
Mercado pequeno é difícil? É. É um saco trabalhar com clientes sem verba e gerentes de marketing sem visão. Mas lembre-se, sempre tem gente que faz coisas bem legais nesse "mercadinho" e eu não conheço ninguém que fosse um bosta aqui e que tenha se tornado um gênio só porque mudou pra São Paulo. Seja bom onde quer que você esteja e pronto.
9) Publicidade dá dinheiro. Ou não.
É como no futebol (guardadas as proporções): se você joga em um grande clube, é verdade; se você disputa a Série C do campeonato acreano, não.
10) Goste de mudar.
Nada muda tão rápido quanto a publicidade e nada fica velho tão rápido como uma fórmula em propaganda. Por isso, não tenha medo de esquecer o que era verdade até ontem. Esse texto mesmo, que me parece adequado hoje, pode virar um amontoado de besteiras amanhã. Se é que já não é um amontoado de besteiras para alguns.
Direto na têmpora: Medicine show - Big Audio Dynamite
1) Você não é Deus.
Na verdade você é um profissional como qualquer engenheiro, contador ou médico, sendo pago para fazer bem o seu serviço. Pode ser brilhante na sua área, pode ganhar muitos prêmios da sua área, pode até ser referência na sua área, mas acredite, fora da sua área tem muito pouca gente se lixando pra isso. Sendo assim, faça o melhor que você pode e seja o melhor profissional possível, mas não se imagine melhor ou mais importante do que você é.
2) Nem sempre o cliente está errado.
O publicitário costuma inverter a máxima "o cliente tem sempre razão" para "o cliente nunca tem razão". Nenhuma das duas é verdade absoluta. Se o cliente está errado, brigue e questione. Se ele está certo, seja humilde e admita, mesmo que isso te faça sentir menos "genial".
3) Cuidado com os saudosistas.
Vão te dizer que a publicidade antes era melhor, que não temos mais o respeito que tínhamos, que os tempos românticos eram melhores. Balela. Seu tempo é esse e poucas vezes pudemos ser tão transgressores e interagir tanto com as pessoas como hoje. Aprenda com o passado, mas não fique preso lá.
4) Ser inovador só não é tão bom quanto ser pertinente.
Eu adoro coisas novas e adoro pensar em formas de utilizá-las em uma campanha. Acho bacana demais usar novos meios e novas tecnologias de forma pioneira e inusitada. Só tem um detalhe: se não falar com quem você precisa falar, se não couber na verba que você tem e se não passar a mensagem que precisa ser passada, não serve.
5) Seja excelente no que faz e interessado no que não faz.
A torre de marfim caiu, baby. Quando menos você sabe sobre as outras áreas da agência e sobre o que vem acontecendo no mundo, menos útil você é para a equipe.
6) A internet não vai matar a TV.
Pelo menos não tão cedo. A internet ainda vai crescer muito e mídias sociais terão um papel fundamental na sua carreira, mas as mídias tradicionais (pelo menos algumas) ainda continuam existindo. Então, antes de fazer campanhas geniais unindo twitter, televisão e facebook, prepare-se pra criar muito folhetinho e cartão de natal.
7) Ouça.
Existe uma chance remota de que você seja um gênio da propaganda que já nasceu pronto, mas a grande probabilidade é que você tenha que aprender muito com quem está ralando na área faz algum tempo. Então, ouça. Entenda o que eles dizem. Se discordar, saiba porquê. Se concordar, aplique. Se puder melhorar, contribua.
8) A culpa não é do mercadinho.
Mercado pequeno é difícil? É. É um saco trabalhar com clientes sem verba e gerentes de marketing sem visão. Mas lembre-se, sempre tem gente que faz coisas bem legais nesse "mercadinho" e eu não conheço ninguém que fosse um bosta aqui e que tenha se tornado um gênio só porque mudou pra São Paulo. Seja bom onde quer que você esteja e pronto.
9) Publicidade dá dinheiro. Ou não.
É como no futebol (guardadas as proporções): se você joga em um grande clube, é verdade; se você disputa a Série C do campeonato acreano, não.
10) Goste de mudar.
Nada muda tão rápido quanto a publicidade e nada fica velho tão rápido como uma fórmula em propaganda. Por isso, não tenha medo de esquecer o que era verdade até ontem. Esse texto mesmo, que me parece adequado hoje, pode virar um amontoado de besteiras amanhã. Se é que já não é um amontoado de besteiras para alguns.
Direto na têmpora: Medicine show - Big Audio Dynamite
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O cavanhaque
Uso cavanhaque desde 94 aproximadamente. A última vez que fiquei sem barba foi em dezembro de 2005, no nascimento da Sophia.
Pois sábado, na tentativa de deixar um lindo bigode, fui ao barbeiro e sofri quando o rapaz mutilou minha pelagem facial a ponto de me fazer raspar tudo.
Pois estou assim, outra pessoa. Fernanda estranha na hora de beijar, algumas pessoas riem, outras não reconhecem e a grande maioria acha péssimo.
Mas o auge foi Sophia, que gostou muito da novidade durante todo o sábado, mas ao acordar e olhar para mim no domingo perguntou intrigada e um tanto desapontada com a lentidão do processo:
- Uai, papai, mas você ainda está sem barba!? Eu achei que era só ontem no seu aniversário...
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Direto na têmpora: Lucky man - Yummy Hangover
Pois sábado, na tentativa de deixar um lindo bigode, fui ao barbeiro e sofri quando o rapaz mutilou minha pelagem facial a ponto de me fazer raspar tudo.
Pois estou assim, outra pessoa. Fernanda estranha na hora de beijar, algumas pessoas riem, outras não reconhecem e a grande maioria acha péssimo.
Mas o auge foi Sophia, que gostou muito da novidade durante todo o sábado, mas ao acordar e olhar para mim no domingo perguntou intrigada e um tanto desapontada com a lentidão do processo:
- Uai, papai, mas você ainda está sem barba!? Eu achei que era só ontem no seu aniversário...
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Direto na têmpora: Lucky man - Yummy Hangover
sexta-feira, agosto 27, 2010
Convicções
Fernanda com Sophia na hora de dormir:
- Sophia, eu vou te cobrir porque está esfriando, viu?
E ela, cheia de convicções.
- Não! Eu não gosto de coberta e esse é o meu lema.
Direto na têmpora: Sun City - Artists United Against Apartheid
- Sophia, eu vou te cobrir porque está esfriando, viu?
E ela, cheia de convicções.
- Não! Eu não gosto de coberta e esse é o meu lema.
Direto na têmpora: Sun City - Artists United Against Apartheid
quinta-feira, agosto 26, 2010
Virais
Não sou fã de videologs, mas na minha modesta opinião, o YouTube é uma das coisas mais revolucionárias nesses tempos em que não faltam coisas revolucionárias.
Engraçados, emocionantes, estúpidos, intencionais ou não, esses filmezinhos mostram a expressão criativa fora do mundo dos grandes senhores da criatividade. Não são novos, mas sempre que revejo, gosto, por isso aí vai minha homenagem a alguns deles.
Valeu, YouTube!
Leroy Jenkins, um homem de ação e um dos meus ídolos.
Uma ideia muito bacana que gerou alguns "filhotes" igualmente legais.
Esse clip do OK Go mudou muito mais do que você imagina no jeito de "vender" uma banda.
"Is this real life?"
"Ú cão foi quem butô pra nóis bebê!"
Os caras do Improv Everywhere e a Grand Central Station.
Abraços grátis para todos.
Para encerrar, Afro Ninja e seus amigos.
Direto na têmpora: Hair of the dog - Nazareth
Engraçados, emocionantes, estúpidos, intencionais ou não, esses filmezinhos mostram a expressão criativa fora do mundo dos grandes senhores da criatividade. Não são novos, mas sempre que revejo, gosto, por isso aí vai minha homenagem a alguns deles.
Valeu, YouTube!
Leroy Jenkins, um homem de ação e um dos meus ídolos.
Uma ideia muito bacana que gerou alguns "filhotes" igualmente legais.
Esse clip do OK Go mudou muito mais do que você imagina no jeito de "vender" uma banda.
"Is this real life?"
"Ú cão foi quem butô pra nóis bebê!"
Os caras do Improv Everywhere e a Grand Central Station.
Abraços grátis para todos.
Para encerrar, Afro Ninja e seus amigos.
Direto na têmpora: Hair of the dog - Nazareth
quarta-feira, agosto 25, 2010
Mecânicos, essas criaturas sujas de graxa e seus poderes satânicos
Antes de sair de férias resolvi mandar meu carro pra consertar umas bobagenzinhas (lâmpadas queimadas, trocar óleo, etc) e fazer uma revisão superficial.
O carro, que tem três anos e pouco nunca deu um problema sério, apresentou um monte de coisinhas comuns, compreensíveis, mas que juntas davam uma grana imensa. Fiz o serviço todo, viajei sem o carro e depois usei o carro por dois dias e meio.
Hoje, o carro simplesmente não pegou. Batia a chave e nada. Liguei pro mecânico puto da vida, falando que depois daquela grana toda o carro não pegava, que só deu pau depois que ele mexeu, etc.
Aí veio a resposta na maior calma:
- "Cê podia ter gastado até dez mil, uai, se o problema for novo tem que fazer..."
E lá vou eu, ficar sem carro hoje e morrer em pelo menos mais cento e cinquenta reais amanhã.
Suspiro.
Direto na têmpora: Bachelor kisses - The Radio Dept.
O carro, que tem três anos e pouco nunca deu um problema sério, apresentou um monte de coisinhas comuns, compreensíveis, mas que juntas davam uma grana imensa. Fiz o serviço todo, viajei sem o carro e depois usei o carro por dois dias e meio.
Hoje, o carro simplesmente não pegou. Batia a chave e nada. Liguei pro mecânico puto da vida, falando que depois daquela grana toda o carro não pegava, que só deu pau depois que ele mexeu, etc.
Aí veio a resposta na maior calma:
- "Cê podia ter gastado até dez mil, uai, se o problema for novo tem que fazer..."
E lá vou eu, ficar sem carro hoje e morrer em pelo menos mais cento e cinquenta reais amanhã.
Suspiro.
Direto na têmpora: Bachelor kisses - The Radio Dept.
Hoje
Ando meio triste à toa e meio feliz de graça. Tenho visto sentido em tudo e descoberto segredos no que sempre esteve explícito.
Basta um olhar para que eu me sinta nu, basta um sim para que eu me sinta Deus e basta qualquer pergunta para que eu me invente resposta.
A verdade, meu amigo, é que ando assim, meio emocionado demais sem ter quê nem porquê.
E se me vem de surpresa o lindo, é como se me atingisse um soco no estômago. A falta de ar, a cabeça confusa e ao invés do gemido de dor, meu rosto contorce um sorriso.
Direto na têmpora: Heart attack - Zombie Season
Basta um olhar para que eu me sinta nu, basta um sim para que eu me sinta Deus e basta qualquer pergunta para que eu me invente resposta.
A verdade, meu amigo, é que ando assim, meio emocionado demais sem ter quê nem porquê.
E se me vem de surpresa o lindo, é como se me atingisse um soco no estômago. A falta de ar, a cabeça confusa e ao invés do gemido de dor, meu rosto contorce um sorriso.
Direto na têmpora: Heart attack - Zombie Season
terça-feira, agosto 24, 2010
Nóis na Bienal
Pois é, então teve a Bienal, né? E eu fui com Sophia e Fernanda e conheci ao vivo e pronto pela primeira vez o meu próprio livro "Rimarinhas", editado pelo IAB.
Fora isso, o estande onde estavam o "Estranhas Histórias" e o "Todas as Estrelas do Mundo" era pequeno, mas bonitinho. O movimento na feira era grande, mas pra mim não foi bom e tivemos ainda alguns problemas de comunicação. Ninguém no estande sabia que eu iria, não houve divulgação em nenhum formato e no local não tinha um único banner chamando a atenção para os livros ou para a presença do autor.
Fora isso, o evento é gigantesco, bem montado pra caramba e valeu a visita. Sem contar que eu posso me orgulhar de dizer que em 2010 publiquei meus três primeiros livros infantis e que todos estiveram na Bienal do Livro de São Paulo. Daqui a dois anos quero voltar (quem sabe com novos livros), mas de forma mais pensada, mais estruturada ou mesmo só pra passear e visitar tudo com tempo.
Valeu a experiência e valeu encontrar Glauquito Amaral e sua Camila, duas peças finíssimas.


Direto na têmpora: Can you tell - Ra Ra Riot
Fora isso, o estande onde estavam o "Estranhas Histórias" e o "Todas as Estrelas do Mundo" era pequeno, mas bonitinho. O movimento na feira era grande, mas pra mim não foi bom e tivemos ainda alguns problemas de comunicação. Ninguém no estande sabia que eu iria, não houve divulgação em nenhum formato e no local não tinha um único banner chamando a atenção para os livros ou para a presença do autor.
Fora isso, o evento é gigantesco, bem montado pra caramba e valeu a visita. Sem contar que eu posso me orgulhar de dizer que em 2010 publiquei meus três primeiros livros infantis e que todos estiveram na Bienal do Livro de São Paulo. Daqui a dois anos quero voltar (quem sabe com novos livros), mas de forma mais pensada, mais estruturada ou mesmo só pra passear e visitar tudo com tempo.
Valeu a experiência e valeu encontrar Glauquito Amaral e sua Camila, duas peças finíssimas.
Direto na têmpora: Can you tell - Ra Ra Riot
segunda-feira, agosto 23, 2010
O retorno do pasteleiro
Foram férias excelentes. 23 dias com doses generosas de passeios, risadas, frio, calor, cultura, boa comida, ócio e muita diversão. Tudo isso acompanhado das duas mulheres mais lindas do mundo.
Ainda assim, voltar para o trabalho, para a casa e para essa pastelaria aqui tem seu lado bom.
Dolorosamente bom.

Direto na têmpora: I'm sorry, I am - Brokencyde
Ainda assim, voltar para o trabalho, para a casa e para essa pastelaria aqui tem seu lado bom.
Dolorosamente bom.
Direto na têmpora: I'm sorry, I am - Brokencyde
Gostos e desgostos
Tem gosto pra tudo no mundo, tem gosto pra todo fim, gosto para o escargot, gosto para o capim.
O caminho de alguns é uma reta e outros tantos seguem a esmo, há quem ame alface com água, há quem peça cachaça e torresmo.
O enxofre é o perfume dele, o tapa é a delícia dela, e sendo gosto até mesmo se aceita combinar sorvete e moela.
Gosto ninguém escolhe - o "querer" não é conveniente - e para cada um que prefere o dentista, tem sempre aquele que quer dor de dente.
Direto na têmpora: Save tonight - Eagle-Eye Cherry
O caminho de alguns é uma reta e outros tantos seguem a esmo, há quem ame alface com água, há quem peça cachaça e torresmo.
O enxofre é o perfume dele, o tapa é a delícia dela, e sendo gosto até mesmo se aceita combinar sorvete e moela.
Gosto ninguém escolhe - o "querer" não é conveniente - e para cada um que prefere o dentista, tem sempre aquele que quer dor de dente.
Direto na têmpora: Save tonight - Eagle-Eye Cherry
sexta-feira, agosto 06, 2010
Tiradentes continua ótima, mas tá ruim de chegar
Eu nunca tinha ido a Tiradentes "fora de temporada". A primeira visita foi durante uma das primeiras edições (segunda, se não me engano) do Festival de Cinema, depois estive com Fernanda no Festival de Gastronomia e a terceira vez passamos o Reveillon lá.
Agora, chegamos em uma terça-feira e ficamos até sexta. Cidade vazia, Sophia conhecendo o local e adorando, boa comida, clima gostoso, tudo perfeito. Quer dizer, tudo perfeito enquanto você está lá.
A verdade é que chegar e sair de Tiradentes para quem vai de Belo Horizonte é um suplício. O trecho entre Conselheiro Lafaiete e São João Del-Rei é um teste para os nervos de qualquer motorista.
Bom mesmo deve ser para quem tem helicóptero, quem viaja de avião ou para quem já tem acesso aos exclusivos serviços de teletransporte da Estrada Real. Para nós, pobre mortais que nos locomovemos de carro, ônibus ou moto é um suplício digno de Tiradentes.
Direto na têmpora: Jewel - Bombay Bicycle Club
Agora, chegamos em uma terça-feira e ficamos até sexta. Cidade vazia, Sophia conhecendo o local e adorando, boa comida, clima gostoso, tudo perfeito. Quer dizer, tudo perfeito enquanto você está lá.
A verdade é que chegar e sair de Tiradentes para quem vai de Belo Horizonte é um suplício. O trecho entre Conselheiro Lafaiete e São João Del-Rei é um teste para os nervos de qualquer motorista.
Bom mesmo deve ser para quem tem helicóptero, quem viaja de avião ou para quem já tem acesso aos exclusivos serviços de teletransporte da Estrada Real. Para nós, pobre mortais que nos locomovemos de carro, ônibus ou moto é um suplício digno de Tiradentes.
Direto na têmpora: Jewel - Bombay Bicycle Club
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