Qualquer um pode ter uma ideia genial, criar um título bacana, fazer um filme que emociona.
Qualquer um pode pegar um texto, mudar duas palavras e dizer com propriedade "agora sim, tá perfeito".
Qualquer um pode traduzir em poucas palavras toda a complexidade de uma estratégia de branding ou o posicionamento de uma marca.
Qualquer um pode fazer peças que traduzam os anseios de uma empresa e ao mesmo tempo encantem o seu público, mesmo com uma absurda limitação de verba.
Qualquer um pode oferecer uma solução rápida e eficiente para os problemas mais cabeludos, qualquer um pode desenvolver um raciocínio inovador para as demandas mais triviais, qualquer um pode chegar a uma forma absolutamente original de tratar o tema mais batido do mundo.
Se você acredita nisso, se você realmente acredita que qualquer um pode ser um redator publicitário, parabéns: você provavelmente está bem preparado para viver uma longa carreira como cliente.
Uma campanha do AMADOR - Associação das Mães e Amigos do Redator.
Direto na têmpora: Horror Hotel - The Misfits
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quinta-feira, março 24, 2011
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Dez conselhos para redatores
1) Conecte-se.
2) Morra por bons títulos, mas não viva só por bons títulos.
3) Escrever bem ainda é um puta diferencial.
4) Pense primeiro no gesto, depois nas palavras.
5) Queira muito ouvir e entender a resposta do público.
6) Duplar é só o começo. Tente quadruplar (ou mais).
7) Grandes ideias sem mídia continuam sendo grandes ideias.
8) Defenda cada vírgula, mas aceite que às vezes é preciso sacrificar alguns parágrafos.
9) Discuta direção de arte, discuta mídia, discuta produção, discuta planejamento. Envolva-se.
10) Viva do job de hoje, não do job de ontem.
Direto na têmpora: Cigarettes - Seether
2) Morra por bons títulos, mas não viva só por bons títulos.
3) Escrever bem ainda é um puta diferencial.
4) Pense primeiro no gesto, depois nas palavras.
5) Queira muito ouvir e entender a resposta do público.
6) Duplar é só o começo. Tente quadruplar (ou mais).
7) Grandes ideias sem mídia continuam sendo grandes ideias.
8) Defenda cada vírgula, mas aceite que às vezes é preciso sacrificar alguns parágrafos.
9) Discuta direção de arte, discuta mídia, discuta produção, discuta planejamento. Envolva-se.
10) Viva do job de hoje, não do job de ontem.
Direto na têmpora: Cigarettes - Seether
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segunda-feira, novembro 09, 2009
Redatores
O Carlos Henrique, do blog CHMKT e meu colega aqui na TOM, mandou um texto de Marcelo Pires que fala sobre as mudanças do perfil de redator publicitário ao longo do tempo.
O texto é bem legal. Saca só.
Anos 60
Qual era o perfil do criador publicitário? Um cara talentoso que sonhava em ser poeta, artista plástico, ator – e que caía na propaganda porque precisava sobreviver. Uma pessoas que escrevia pensando nos seus amigos intelectualizados. Não pensava em agradar ao público. Pensava em inovar a linguagem. Ou seja, uma pessoa muitíssimo interessante e pouco envolvida com propaganda.
Anos 70
Quem virava criador publicitário? Um sujeito talentoso que até poderia ser poeta, artista plástico, ator – mas que escolhia propaganda porque gostava desse negócio. Uma pessoa que ensinou aos donos de agência que se escreve publicidade pensando no público, não no gosto pessoal do cliente. Era uma pessoa bem interessante e bem envolvida com a propaganda.
Anos 80
Quem virava criador publicitário? Um indivíduo com preconceito de ser poeta, artista plástico, ator. E que sonhava em ser publicitário. Vinte e quatro horas por dia. Uma pessoa que mostrou ao cliente que agradar ao público é o melhor jeito de agradar ao próprio cliente. Uma pessoa interessante e envolvida com propaganda.
Anos 90
Quem vira criador publicitário? Uma pessoa que não tem talento nem informação suficientes para ser poeta, artista plástico, ator. E que não sonha em ser apenas publicitário: sonha em virar empresário da propaganda, com fotos na Caras e notas na Joyce. Uma pessoa que não escreve pensando no público nem no cliente – escreve para os próprios publicitários. Uma pessoa pouco interessante e totalmente envolvida com propaganda.
Como foi escrito em 96, eu vou cometer a ousadia (ou a burrice) de completar falando de como deveria ser o redator da primeira década do novo milênio, pode ser?
Anos 00
O redator não é mais offline ou online, não é tituleiro e nem pensa apenas em peças. Ele percebe que colaboração, envolvimento e relevância são palavras-chave para tudo o que faz e que anúncios não são um fim, mas uma parte de algo maior. Escrever é apenas um detalhe do seu ofício. Está conectado aos outros e aprende a cada dia que ouvir é o segredo de fazer melhor. É interessante? Sei lá. Mas está envolvido com algo muito maior do que simplesmente propaganda.
Resumidamente, e na minha opinião, é isso.
Direto na têmpora: Jump - The Pointer Sisters
O texto é bem legal. Saca só.
Anos 60
Qual era o perfil do criador publicitário? Um cara talentoso que sonhava em ser poeta, artista plástico, ator – e que caía na propaganda porque precisava sobreviver. Uma pessoas que escrevia pensando nos seus amigos intelectualizados. Não pensava em agradar ao público. Pensava em inovar a linguagem. Ou seja, uma pessoa muitíssimo interessante e pouco envolvida com propaganda.
Anos 70
Quem virava criador publicitário? Um sujeito talentoso que até poderia ser poeta, artista plástico, ator – mas que escolhia propaganda porque gostava desse negócio. Uma pessoa que ensinou aos donos de agência que se escreve publicidade pensando no público, não no gosto pessoal do cliente. Era uma pessoa bem interessante e bem envolvida com a propaganda.
Anos 80
Quem virava criador publicitário? Um indivíduo com preconceito de ser poeta, artista plástico, ator. E que sonhava em ser publicitário. Vinte e quatro horas por dia. Uma pessoa que mostrou ao cliente que agradar ao público é o melhor jeito de agradar ao próprio cliente. Uma pessoa interessante e envolvida com propaganda.
Anos 90
Quem vira criador publicitário? Uma pessoa que não tem talento nem informação suficientes para ser poeta, artista plástico, ator. E que não sonha em ser apenas publicitário: sonha em virar empresário da propaganda, com fotos na Caras e notas na Joyce. Uma pessoa que não escreve pensando no público nem no cliente – escreve para os próprios publicitários. Uma pessoa pouco interessante e totalmente envolvida com propaganda.
Como foi escrito em 96, eu vou cometer a ousadia (ou a burrice) de completar falando de como deveria ser o redator da primeira década do novo milênio, pode ser?
Anos 00
O redator não é mais offline ou online, não é tituleiro e nem pensa apenas em peças. Ele percebe que colaboração, envolvimento e relevância são palavras-chave para tudo o que faz e que anúncios não são um fim, mas uma parte de algo maior. Escrever é apenas um detalhe do seu ofício. Está conectado aos outros e aprende a cada dia que ouvir é o segredo de fazer melhor. É interessante? Sei lá. Mas está envolvido com algo muito maior do que simplesmente propaganda.
Resumidamente, e na minha opinião, é isso.
Direto na têmpora: Jump - The Pointer Sisters
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