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sexta-feira, janeiro 20, 2012

Vê se não fode, Nascimento.

Cancelem o carnaval em 2012. O Brasil tem mais problemas a resolver. Sumam de vista também com o Campeonato Brasileiro, as festas de finais de ano e todo e qualquer reality show, meu amigo, porque é problema pra caramba.

Aproveitando o ensejo, matem o Michel Teló, proibam a exibição do Chaves, tirem as novelas do ar, exilem o Silvio Santos, fechem o canal Sony e desliguem os aparelhos do Chico Anysio.

Mas antes e mais importante do que tudo, eliminem qualquer possibilidade de que cheguem um dia as férias do Carlos Nascimento.

Sem o Carlos Nascimento e os arautos da velha imprensa somos um bando de idiotas. Quem nos dirá o que é divertido, o que está na moda, o que é relevante?

Quem nos trará opiniões compradas com dinheiro de mídia para que possamos respeitar, concordar e obedecer?

Já fomos mais inteligentes, já fomos mais obedientes. Já entendemos melhor que se não está na tv não é verdade, não existe.

Que o problema só é real se for veiculado.

Emburrecemos, de fato, sem o discurso de Carlos Nascimento e outros arautos da verdade patrocinada.

Gostamos de bobagem, falamos merda, fazemos piada com pum e cocô, curtimos mais a caixa do que o brinquedo que eles nos oferecem há tanto tempo.

Tá certíssmo o Carlos Nascimento. Mas vai ficar sozinho com toda a razão dele, meus queridos, porque o mundo mudou pra todo mundo. Até mesmo pra Luiza que está no Canadá ou na putaqueapariu.




Direto na têmpora: Dance with me - Etta James

quinta-feira, junho 18, 2009

Diproma de dotô

Desde 1993 eu tenho um diploma que servia a dois propósitos, garantir prisão especial e... bom, desde 1993 eu tenho um diploma que servia a um propósito.

A verdade é que o diploma universitário nunca foi obrigatório para o exercício da publicidade e, depois do fim da prisão especial para quem tem curso superior, perdeu quase que a totalidade da sua função.

É lógico que ele ajuda no caso de um concurso e é fundamental para fazer uma pós, mas não passa diso.

Pois bem, esse é o diploma, não é o curso. Ainda acredito que um curso universitário traz outros benefícios que não o diploma para quem quer atuar em publicidade ou jornalismo. Eu fiz Publicidade mesmo sabendo que não precisaria do diploma para exercer a minha profissão e não me arrependo.

Por isso, minhas palavras de consolo aos jornalistas que acabam de ver o valor de seu diploma ser tratado com desdém são as seguintes: é chato, mas não é o fim do mundo.

Não é o diploma que faz um bom profissional. Encarem essa perda de status (com a qual eu convivo mesmo antes de passar no vestibular) apenas como incentivo para serem cada vez melhores no cotidiano da sua função.

Sorte a todos.




Direto na têmpora: Secretly Minnesotan - Tullycraft