A mão que balança o berço, mão de ferro, mão boba, dar uma mão, de mão em mão, tá na mão, com as próprias mãos, entrega em mãos, mãos que dão adeus, toque para aproximar, empurrão para afastar.
Mulher com mãos feias, por exemplo, sempre foi um corta barato. E por feia eu não quero dizer aquela que não tenha unha feita, cutícula e tal, mas sim a que é grosseira, que tem um formato estranho, que é desproporcional, etc.
Mãos pra mim são eróticas e uma importante referência estética, mas são também sinais de confiança, de firmeza, de gestos e atos que atraem ou repelem. Mãos dizem muito e mais honestamente que as bocas.
A propósito, as mãos da Fernanda são finas, de dedos longos e brancas e lindas como não se vê sempre. E as mãos da Sophia, que não são tão parecidas com as da Fernanda, são maravilhosas de outro jeito.
E não há sensação melhor do que segurá-las (de mãe e filha) quando estou triste, feliz, com medo ou simplesmente distraído.

Mão de pasteleiro.
Direto na têmpora: Bring on the dancing horses - Echo & The Bunnymen