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sexta-feira, agosto 11, 2006

Sarita Catatau
















Eu sempre digo que, quando estou digitando, é justamente quando o trabalho pesado de criação já acabou. É que depois do conceito acertado e dos títulos definidos, o resto é perfumaria. Perfumaria importante, mas perfumaria. Se a idéia tá bacana, pertinente, atraente, dez textos com estilos totalmente diferentes (bem escritos, claro) podem servir conforme o gosto do freguês.
Para exemplificar isso, lembrei do Zé Carlos, com quem conversei hoje. Sempre que falo com o Zé pula, do fundo da minha mente, toda serelelepe, a Sarita Catatau. Sarita Catatau é uma ex-chacrete a quem, descobri depois, admirávamos muito por sua graça e passos de dança bem executados. Ela era o exemplo perfeito disso que estou comentando. O conceito tava ali pronto, certinho, com tudo para agradar em cheio ao público-alvo. O nome era genial, o conteúdo era pertinente, tava tudo ali. Por isso, semana após semana, pouca diferença fazia a cor das lantejoulas no maiô da Sarita. Era só perfumaria. Perfumaria importante, mas perfumaria.





Direto na têmpora: Violently happy - Björk